Mulheres de São Paulo e do Brasil

Minhas homenagens antecipadamente às primeiras mulheres de São Paulo e do Brasil, embora tenha feito isso são incansáveis em suas labutas, diariamente deveriam ser mais reconhecidas mundialmente; são espancadas, escravas, fazem tráfico, aliás, até com meninas estrupam-nas, matam, no Brasil e no mundo, sendo que em alguns países ainda vivem como objetos, infelizmente. São prometidas por famílias, enfim, é muito triste ainda o que acontece. Tem o turismo sexual no mundo todo também.

Mas temos verdadeiras heroínas, onde pouco ou quase nada se falam delas, não tem nomes de rua, bustos, memorial, etc., até pode ter, mas pouco em relação ao que fazem ou fizeram por todos nós, até quando teremos "elas peladas" dançando na frente de reis, rainhas, na TV, em picadeiros, nas ruas, boates, etc.

Vejam que em 1897 ingressava na Faculdade de Direito do Largo São Francisco Maria Augusta Saraiva, primeira mulher em Bacharel no Estado de São Paulo, teve de se empenhar para ser admitida e concluiu o curso em 1902, superando as adversidades e preconceitos, recebendo uma viagem à Europa como prêmio por destacar-se no curso. Sua trajetória destacou-se também por ser a primeira mulher a atuar no Tribunal do Júri, sendo nomeada Consultora Jurídica do Estado, um cargo de honra.

Primeira mulher que superou preconceitos, Maria Immaculada Xavier da Silveira, inscrita na OAB em São Paulo, 26 de janeiro de 1932, formada pela Faculdade de Direito de São Paulo, organizou a Semana da Advogada, realizando várias conferências importantes.

As primeiras médicas de São Paulo, formadas pela Faculdade de Medicina de São Paulo, ingressaram em 1913, formaram-se em 1919, Dra. Adelia Ferraz e Dra. Odete Nora de Azevedo.

A primeira do Brasil e terceira da América Latina chamava-se Rita Lobato Velho Lopes, em 1887, imaginem só para a época o que causou ao país e aos homens. Esse fato é interessante com uma médica chamada Dra. Ermelinda Vasconcelos, obstetra, sendo motivo de uma crônica e “chacota” de um historiador chamado Silvio Romero; quis o destino que depois de um tempo sua mulher ficara grávida e sabe quem chamou? Isso mesmo a Dra. Ermelinda…

Primeira vereadora de São Paulo, Theodosina Rosario Ribeiro, em 1925 e negra. Ainda não vi uma mulher apitar uma decisão de campeonato de futebol mundial, uma coveira, diretora de cemitério, motorista de agência funerária, etc. e tal… Imagino nas décadas de 30, 40 e 50 eram só reprodutoras e submissas, sendo tratadas como mercadorias, aliás, ainda hoje isso acontece no mundo todo.

Espero um dia sermos todos iguais perante a lei e elas principalmente sendo tratadas merecidamente com todo carinho do mundo.

Mulheres de São Paulo, sejam portadoras de propagar a luta e os preconceitos a todas as outras.

Minhas homenagens mais uma vez a todas vocês.