Certo dia, à época do meu curso primário, recebemos a notícia na sala de aula de que uma aluna da nossa classe tinha falecido. Não consigo recordar qual foi a causa da sua morte. Ela morava mais ou menos próximo a nossa escola, o Grupo Escolar "Barão de Ramalho", na Penha.
Todos nós, mesmo não sendo amigas íntimas da garota, ouvimos aquela notícia como se tivéssemos recebido um choque! Hoje, reflito como a morte afeta tão duramente a alma infantil! Ficamos perplexos, como se uma criança não pudesse morrer! Como se isso fosse prerrogativa de adulto! Nesse dia, não tivemos aula e fomos todos à casa da menina prestar nossa homenagem e, ao vê-la em seu caixãozinho branco, recebemos mais um duro golpe! Como é triste ver uma criança morta! Aquela imagem ficou para sempre gravada em minha memória.
A morte deveria ser mais natural para nós, já que todos a conheceremos um dia, mas creio que é mais difícil aceitá-la, se ela ocorre em pessoas muito jovens.