Walter Scott, o grande escritor escocês, escreveu um conto muito legal “A história de Willie, o vagabundo” no qual, em síntese, a personagem central desce ao inferno para buscar o recibo que comprovará a quitação de seu débito. Creio que é mais ou menos assim que me sinto quando tenho que ir ao centro de São Paulo.
Odores repugnantes; trânsito caótico; ladrões e fumaça. Cabos eleitorais (quando é época de cabos eleitorais, claro). E aqui, leio textos em que pessoas sentem saudades de viadutos, voltam a São Paulo para se reciclar, matar a saudade de seus maus cheiros. Vejo a bela ode às zonas, e então, num átimo, percebo que São Paulo é São Paulo por tudo isso.
Essa miscelânea de sentimentos, essa confusão de sentidos… Fico assim meio que no ar. Não sei se faço parte dos que amam ou dos que odeiam. Acho que gosto de manhã…, sei lá. À tarde passa e de noite volto a me apaixonar. É assim como goiabada com queijo. Sou doido por queijo, mas detesto goiabada, agora se juntar os dois, eu como.
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