Minha Vó

Quero aqui prestar uma homenagem a minha querida Vó, dia 13 de março de 2008, completou 107 anos é uma história ambulante, está em São Paulo há mais de sessenta anos na mesma casa, lúcida, come de tudo, não toma remédio, aqui no estado não sei quantas mulheres acima de cem anos existem. Tenho muito orgulho dela estar viva, pois na minha infância ouvi muito dela e até hoje guardo alguns conselhos, aliás, tem muitos tataranetos, acredito que minha Vó esteja viva até hoje por ter muita fé em Deus e viver com bom senso, embora seja somente alfabetizada, mas mesmo assim discute sobre política, futebol etc.
Ainda se lembra do nome de algumas escravas, que foram suas amigas, enfim, é uma história do Vale do Ribeira em pessoa, até hoje ainda aprendo algumas "coisas" com ela, que vive com muita sabedoria, ainda diz que sente saudades do trabalho, que Deus a conserve assim. Criou uma família exemplo, foram onze, não tinha viciados nem filhos-problema, sempre primou pela união da família acima de tudo, mulher que foi criada na roça (100%). É muito prazeroso conversar com minha Vó, coisa que os adultos e jovens de hoje deveriam valorizar mais. Esses idosos que só nos passam sabedoria e amor. O nome dela é Clarice Monteiro Giglio. Moradora no Jardim Marajoara. Parabéns Vó!

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