Este não é o conto de José Mauro de Vasconcelos, e sim a história do MEU pé de laranja lima.
Na casa do Cangaíba, chegamos a ter algumas árvores frutíferas: um abacateiro, um pé de cereja silvestre (ótimo para fazer geléia) e um pé de laranja lima.
Sinto saudade daquelas laranjas que não são, nem de perto, parecidas com as que se vendem hoje na feira ou no mercado. A casca era de um verde-escuro, semi-áspera e a polpa era de um amarelo escuro e doce como mel. Meu pai tirava as laranjas maduras e lá mesmo no jardim, cortávamos em quatro na vertical e chupávamos até a cara ficar toda lambuzada com aquele néctar. Minha mãe também usava o caldo desta laranja para fazer geléia.
Certo dia, na fase de troca de dentição, lá estava eu chupando a laranja quando, de repente, um de meus dentes que já estava meio mole, resolveu fazer o mesmo trajeto do caldo que eu saboreava… Engoli o dente!!! Nem me dei conta se depois ele saiu ou não…
Depois que nos mudamos para Guarulhos, o pé de laranja lima ficou para trás, assim como a cerejeira. Visitei muitos sítios já e não consigo achar uma laranja igual àquela.
Se alguém tiver alguma referência desta árvore, por favor me mande por e-mail, pois gostaria de uma muda deste pé de laranja lima diferente.
Só espero que ela já não esteja extinta…
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