Lá na minha chácara tem um cobertor xadrez.
Não dou, não vendo, nem empresto.
Faz parte da minha história e está aqui na minha memória.
Quando morava no pensionato da Av. Nazaré, o ano não me lembro – tenho lapso de memória, ainda desempregada, o frio era intenso. Então cobríamos com jornal, todavia as irmãs boazinhas arrumavam um cobertor para cada uma, mas o inverno era mais rigoroso.
Aí a Regina me arranjou um emprego no Comind. Com o primeiro salário adivinha o que fiz? Comprei um cobertor.
Já tive tantos, pois costumo doar, mas aquele cobertor xadrez ainda está comigo.
Nem precisam publicar, mas preciso escrever, escrever, escrever, para não esquecer que a minha vida não foi em vão.
Os jovens de hoje não tem a garra que nós da antiga geração tínhamos de vencer os obstáculos a qualquer custo.
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