Se você clicar no nome do título, verá informações sobre o poeta, pintor e escultor (jornalista, político, advogado, romancista, cronista e ensaísta brasileiro), nascido em 20 de março de 1892 e que nos deixou em 23 de agosto de 1988. Faça as contas e chegará aos 96 anos de vida desse paulistano, que brilhou pelas atividades exercidas.
O que me fez escrever sobre ele foi motivado pelo documento histórico da Fundação Padre Anchieta, e de atores, atrizes que o representaram nos palcos, cito Jofre Soares, recitando um poema de Menotti, Juca Mulato.
Menotti foi um dos protagonistas da Semana de Arte Moderna brasileira, realizada em 1922, no Theatro Municipal de São Paulo, que sempre acontece e vira e mexe nos faz conhecer melhor esse movimento que redundou no Modernismo.
Outros depoimentos, de sua neta Lais, professora, dão-nos conta de que o avô se prestava a dar aulas no Colégio de sua cidade, onde ela trabalhava. Ela nos contou um evento naquela cidade, da cidade de Socorro – SP, em que reuniram-se dois grandes partidos: o PTB e o PSD, em cada canto da praça; o PSD se posicionou à direita e o PTB à esquerda. Terminado o comício, Menotti percorreu o espaço da praça e foi cumprimentar seu adversário na disputa.
Apesar do nome italiano, Paulo Menotti Del Picchia é paulistano, nasceu e morreu em SP. Durante uma hora ouvi esse homem em vida falar e falar, discorrer sobre sua obra. Foi “vap e vup” a entrevista dada à repórter da TV Cultura, isso no dia 2 de fevereiro passado.
A direção do documentário esteve a cargo de Rogério Brandão, da TV Cultura, repito, órgão ligado a Fundação Pe. Anchieta. Esta televisão está com todo o gás, com programações à altura de uma grande televisão. Há anúncios veiculando e dizendo tratar-se da segunda maior televisão do mundo e a primeira do Brasil. Não é uma maravilha? Isso, graças a sua programação de qualidade; a Cultura que recentemente firmou contrato com a Rede Minas de televisão para ser sua filiada.
Voltando ao homem. Se não tivesse gostado do seu jeito, que lembra um pouco o escritor Suassuna, digo em idade e de palavras soltas, se reportar aos amigos Mario de Andrade, Oswald de Andrade, Tarsila Amaral, Graça Aranha e de sua primeira esposa, pianista que lhe deu sete filhos. Vindo a falecer casou-se outra vez. Era pianista e junto com Norminha e Helena Rudge Müller, Antonieta Rudge… Todos, citados e não citados, integrantes da sociedade paulistana daquela época onde aconteceu, em 1922, a Semana Contemporânea da Arte Moderna no Brasil.
Sua esposa, diz Menotti, nunca teve orgulho de sua glória, destacando-se pelo seu modo de ser e pela sua beleza. O desempenho político do autor na literatura vide biografia e vocês verão a obra completa.
Como estou lhes dizendo, logo a primeira impressão foi das melhores, pelo seu desempenho como político, bem como na literatura, baseados em fundamentos de vida interior, tema que me motiva.
Esteve presente também no rádio, como dizia aos companheiros queridos, amigos nossos… Cantando modinhas quando tratavam das etapas da Semana, onde faziam frequentes contatos. Dizia ele: “ter muita saudade desse tempo, quando aqui nesse ambiente sentíamos arrebatados, momentos de êxtase e de leveza”.
Rossine Camargo Guarniere, poeta, deu seu depoimento sobre Menotti e sua obra-prima, Juca Mulato, e que falou para os cantos e os campos do mundo como uma libertação da literatura. Seu romance falava do caboclo, que a história do Brasil registra como o legítimo representante brasileiro, pela sua essência.
Prometo pesquisar mais, ouvir as gravações que tiverem disponíveis em relação à figura humana, cheia de bondade e de simpatia. Assim que tiver mais dados voltarei a escrever.
Menotti Del Picchia foi membro da Academia Paulista de Literatura e da Academia Brasileira de Letras, com a cadeira nº 28.