Centro de São Paulo, ano 1954, lá ia eu, oficceboy na época, com um
garrafão vazio, com a inscrição "Fontalis". Trocar o tal garrafão por um cheio, claro, de água Fontalis, na distribuidora que ficava localizada em um dos andares do prédio situado na Rua São Bento esquina com Rua Doutor Miguel Couto, defronte ao Largo do Café. Como trabalhava em um escritório na esquina da Rua Conselheiro Crispiniano com a São João (Edifício Rex, onde existia a Calçados Eduardo no térreo), meu trajeto era subir a Conselheiro e passar em seq6uência, defronte ao Restaurante Pelicano, Quartel do II Exército, Cine Marrocos, dois casarões antigos, virava a esquerda passava defronte ao hotel Esplanada, descia a ladeira, atravessava o Anhangabaú (era um perigo a passagem pelo "buraco do Ademar"). Após a travessia, subia as escadarias ao lado da Câmara Municipal (na época), atravessa a Rua São Bento e subia a Miguel Coutto chegando ao meu destino. A volta era o mesmo percurso. Garoto, despreocupado, vinha chutando tudo que era maço vazio de cigarro e tampinhas que encontrava pelo trajeto. Numa dessas travessuras, escorreguei, levando o maior tombo. Ainda bem que larguei o garrafão. Este, cheio de água espatifou-se próximo de mim, mas felizmente nada de mal de aconteceu. Esta e uma das pequenas estórias por mim vividas no centro velho de São Paulo, onde labutei por cerca de 25 anos. Tenho outras que contarei oportunamente.
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