Lembranças da Caetano de Campos

Lembro-me com saudade da Caetano. Fiz o ginásio lá entre 1946 e 1949.

Tinha a diretora, Dona Carolina Ribeiro (depois o Professor Cimino), muito severa; as inspetoras Dona Eponina e Dona Jandira, que era irmã do Oduvaldo Viana, o autor teatral; tinha a professora de História, Dona Branca, neta da Marquesa de Santos, que era muito baixinha e, por isso, algumas meninas brincavam com ela colocando o giz no alto da lousa; e também o professor de Latim, Otacílio, a quem nós chamávamos de OtaQUÍlio, pois ele pronunciava o “c” como “q”. E muitos outros, com os mais variados apelidos.

Eu detestava meu uniforme, principalmente as meias três-quartos. Então, no fim das aulas, dobrava-a para transformá-la em soquete. Mas se a Dona Eponina visse, era pito na certa.

Minhas maiores amigas eram a Lygia Leite Cruz e a Lívia Guimarães Alves. Escrevo os nomes delas na íntegra na esperança de reencontrá-las.

Eu morava nessa época na Avenida Tiradentes; ia até a Estação da Luz para pegar o bonde que me levava à Praça da República. Se não me engano era o Duque de Caxias. Nos dias frios não se enxergava um palmo diante do nariz por causa da neblina. Era um gelo!

Quando se falou numa certa ocasião que o metrô ia demolir a Caetano, me recusei a acreditar que tal idéia tinha sequer passado pelas cabeças, supostamente pensantes, daqueles burocratas. Seria o maior absurdo que poderiam ter cometido. Graças a Deus isso não ocorreu…

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