Estudei no Grupo Escolar Professor Theodoro de Moraes, ali na Água Rasa. Morei na Rua Marechal Barbacena, nº 859 – não existe mais o número, acho que derrubaram com as novas construções. Faz tempo. Muito tempo. E, numa dessas noites frias, enquanto aguardava um café, veio-me à lembrança minha antiga escola.
Hoje, sem dúvida, muito diferente. Aliás, nem sei se ainda é uma escola, ou se já foi agrupada por outro empreendimento: os altos castelos geométricos de concreto, sem sinuosidades, só traços. E, nesse ínterim, a saudosa professora de matemática, o nome dela, puxa… já escondeu-se na memória do tempo.
Penso nos colegas que estudaram comigo, na mesma turma, por onde andam? O tempo apaga muitas coisas. Muitas lembranças vão, como que se desvanecendo. As folhas dobram, alguns escritos se apagam lentamente, e assim, ficamos como que no lapso atemporal da memória.
Há algum tempo passei por lá. Trouxe-me nomes: Lelinho, Elza… Nomes, imagens que estão se apagando lentamente. E, vejo-me a registrar uma paisagem cinza, que se desvanece como a passageira nuvem, que vinha lentamente, e lentamente se dissipou. Saudades do menino, do garoto, do jovem inocente. Enfim, tudo muito diferente. Onde andam os outros? Quem sabe? Talvez agora, como eu, folheando o passado. Tudo foi tão rápido. Que Deus abençoe a todos. Até breve. Quem sabe?