Lapa, minha querida Lapa! II

Amigos, lendo e relendo os comentários existentes em: Lapa, minha querida Lapa! Resolvi dar seqüência ao assunto, pois notei que fui injusto e egoísta ao contar a história de forma parcial.

Como disse anteriormente fiquei embasbacado com a beleza da mulher (morena de olhos azuis ) a minha frente, ela divorciada há um bom tempo, na época, e eu viúvo em período semelhante, ambos cumprindo de forma rigorosa com as responsabilidades exigidas em relação aos nossos filhos (ela com os dela e eu com os meus), decidimos naquela mesma tarde ou a tarde decidiu por nós, e iniciamos uma espécie de romance, não planejado, não foi um namoro! Foi um romance, coisa de cinema novela, coisas que raramente acontecem. A Lapa era o nosso palco, pois habitávamos as proximidades, muitos abraços, beijos, poesia, presentes, flores… Às vezes esquecíamos nossas responsabilidades (filhos) e nos perdíamos noite e dia… Nosso local favorito era o Horto Florestal e os bares em suas proximidades. Era como se não houvesse vida ao nosso redor, somente eu e ela.

Essa aventura durou cerca de um ano, aos quais nos víamos em todos os finais de semana e até reuníamos nossos filhos em determinadas épocas. E durante a semana nos falávamos por telefone, varias vezes ao dia à noite e até a madrugada.

Foi uma espécie de sonho bom, muito bom, que durou o tempo que deveria durar e terminou da mesma forma que começou igual a uma fantasia de carnaval que na maioria das vezes tem um tempo de vida e se desfaz ou perde o brilho e até mesmo o sentido em três dias.

Penso que a vida nos devia estes momentos de alegria e felicidade, sendo que tudo começou na Lapa. Passeamos no interior no Mercado da Lapa e saboreávamos aquelas balas de coco que eram vendidas, nas bancas de doce daquele local, e elas eram tão doce quanto aos momentos ali vividos.

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