Esperando não ser "Um convidado bem trapalhão", aceitei o convite de "Meu melhor companheiro" para contar também um pouco da história dessa dupla na "Cidade de Deus" que é São Paulo.
Busquei então em "Algum lugar do passado" uma forma diferente de contar essa história. Respeitando "Os 10 Mandamentos", pensei e resolvi que seria de uma forma "Cinematográfica"!
Éramos jovens e tínhamos nossos "Sonhos", éramos "Duas Vidas" atrás do "Grande Amor de Nossas Vidas", fazíamos um verdadeiro "Grand Prix", "A Corrida do Século" subindo e descendo a Rua Augusta. "Muito Além do Jardim" às vezes desviávamos umas "20.000 Léguas…" e íamos para Rua da Consolação em nosso amado Colégio Marina Cintra, onde prestávamos nossas homenagens "Ao Mestre com Carinho". O nome do mestre? Profº. Guilherme Whitaker. Essas homenagens também eram prestadas a "Uma Linda Mulher", a Profª. Marisi Orsi.
Morávamos no Bexiga e lá não tínhamos um "Cassino Royale" para colocarmos para fora esse "Instinto Selvagem", mas tínhamos "Os Embalos de Sábado a Noite" e convidávamos todos, "Vem Dançar". Não ficávamos "Acorrentados" a uma só emoção, nem lutávamos uma "Batalha no Inferno", apenas buscávamos "O Sol de cada Manhã".
Não éramos nenhum "Jesus Cristo Super Star" ou "Super-Homem". Éramos simplesmente "Uma Dupla do Barulho" de olho nas "Garotas, Garotas e mais Garotas".
Íamos também a Rua Bela Cintra, atrás do famoso bolo de banana da amiga Leonor, "Mama Mia", que delicia!!!
Tínhamos sempre "O Plano Perfeito", era aos sábados "Nunca aos Domingos" que fazíamos no Boca Jr. da Bela Vista, nossa "Linha de Passe" nos sentindo assim verdadeiros "Boleros"
Mas no final dos anos 60, inicio dos 70, um verdadeiro "Ensaio Sobre a Cegueira" veio com o AI 5. "Encurralados" na Rua Maria Antonia "Almas Condenadas" da Filosofia USP e do Mackenzie conheceram "As Duas Faces da Lei".
A invasão do Campus da PUC era o "Jogo de Cena" que prometia a "Guerra dos Mundos". Tinha chegado "A Era da Escuridão". "Os Desafinados" não tinham voz e nem vez, aí veio o exílio e "Bye, Bye Brasil".
Alguns anos se passaram e "Sob a Luz da Fama e o Poder da Paixão", como toda dupla que se preze, nos separamos! Meu amigo Nelson, "Homem de Ferro", foi à procura de um "Novo Mundo" Por vezes tentei localizá-lo, mas foi impossível, ele e a noiva estavam "Desaparecidos".
"As Horas" passaram, o Nelson resolveu ser "O Vidente" virtual, deixou de ser "O Fugitivo" e com a "Bússola de Ouro" depois de 36 anos terminou a "Missão Impossível", fui encontrado! Nelson pegou o telefone e disse "Disque M para Matar" as saudades do amigo Mendes.
Aqueles dias de estudante, de contar histórias, dos bailes, das andanças, se foram. Mas em minha mente sei que sempre sobreviverão. Também não me lembro como começou nossa amizade, mas ela foi construída como um filme, cena por cena, palavra por palavra, dia-a-dia.
Como agradecer alguém que cresceu e te fez crescer como gente. Não é fácil, mas… prefiro dar meu coração (infartado) ao amigo, dizendo a ele que mesmo distante sempre seremos uma dupla.
Obrigado Nelson e até breve, pois
"Assim Caminha a Humanidade"
P.S.: O José Mendes pediu-me para publicar sua narrativa pelo meu e-mail, o que faço com muita satisfação. Nelson de Assis
e-mail do autor: [email protected]