João Mazzulo, um senhor exemplo do Bráz

Dizem que quando morre alguém que nos serviu de referência, ou que de alguma maneira ou de outra nos influenciou, morremos também um pouco, ou um pedacinho de nós vai junto, assim como quando perdemos um amigo, ou um ente querido, o sentimento é igual. Isso já não acontece com nossos pais, que nesse caso, além de nos fazerem falta, nos consola apenas o fato de sermos herdeiros genéticos e nesse caso um pedacinho deles fica conosco.<br><br>O que quero dizer ou melhor, me manifestar por meio deste texto, [e que em 2 de julho de 2009, faleceu o sr. João Mazzulo, conhecida figura do “meu velho e querido Braz”, homem absolutamente probo, impecavelmente honesto, guardião da moral, e inegavelmente um grande formador de opinião.<br><br>Explico melhor: era o sr. João Mazzulo o açougueiro da rua Campos Sales, que durante boa parte da década de 50 e durante toda a década seguinte e parte dos anos 70, tinha o famoso açougue na Campos Sales e depois mudou-se para a rua Carneiro Leão, ficando lá até meados dos anos 90, ou seja: quase meio século nos emprestando como já me referi acima, as suas qualidades. Homem inteligente, solícito, educado, e principalmente um “homem bom” sempre que necessário. Era contemporâneo de todas as idades; falava e entendia o idioma dos jovens e dos idosos.<br><br>Tive a grata satisfação de conviver grande parte deste tempo com o srs. João Mazzulo, que foi ainda grande amigo de meu pai e freqüentava a famosa esquina da Campos Sales com a Caetano Pinto, de onde seu comércio era vizinho. <br><br>Foi testemunha ocular do cotidiano do Braz durante bom e longo período e, por força do seu trabalho, conviveu com todo o tipo de morador, e sempre foi um homem muito solidário, ajudando e colaborando com aqueles menos favorecidos do bairro, sendo por isso um exemplo de cidadão. <br><br>Presto aqui minha homenagem à família Mazzulo, e tenho certeza de que pessoas como o sr. João sempre serão lembradas pelos seus atos, que tornam-se exemplo para todos e principalmente para aqueles que tiveram o prazer deste convívio no “meu velho e querido Braz”.<br><br>E-mail do autor: [email protected]