Carnaval, 1937.
Uma jovem de 17 anos, Gisela, chega com sua família a um clube da colônia húngara, no bairro da Mooca. O jovem Antonio, de 25 anos, nota sua presença e a convida para dançar. Dançam o baile todo, mas acabam se desencontrando no final.
Os meses passam… Chega novembro e, numa tarde de sábado, a jovem Gisela se abriga sob a marquise de um prédio da Rua Direita, para se pôr a salvo de um temporal iminente. O mesmo faz o jovem Antonio. Ele a reconhece e pergunta: "Você não é aquela moça que estava no baile de carnaval, no Clube da Amizade ?". Ela responde que sim. Ele continua: "Procurei por você durante muito tempo… Por que você não foi mais lá?". Ela responde: "Qualquer dia eu vou".
Mas no dia seguinte – domingo -, lá estava ela. Então, se encontraram, dançaram, dançaram, e, no final do baile, ele pediu para acompanhá-la…
Começaram um namoro e se casaram no dia 19 de julho de 1941, às 18h00, na Igreja Nossa Senhora do Pari. Foram morar na Rua dos Trilhos, no bairro da Mooca. Onze meses depois (12/06/42), numa fria e garoenta madrugada, eu nasci, na Maternidade Santa Terezinha, na Avenida Paes de Barros.
Não fosse aquele encontro na Rua Direita, não estaria eu, aqui agora, escrevendo essa história!
Morei na Rua dos Trilhos até maio de 2006. Hoje moro no Tatuapé.
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