Carnaval! O Brasil para, dando lugar ao Rei Momo, aos desfiles nos Sambódromos, aos trios elétricos nas ruas e aos salões dos clubes com suas bandas, alegrando a todos.
Assim, me transporto em pensamento para os anos 1948, 1949 e 1950, quando, com meus 8/10 anos de idade, morando no Jardim Paulista na Rua Joaquim Eugenio de Lima, saíamos de casa, toda a família, para assistir o corso que era realizado à noite na Avenida Nove de Julho.
Ficávamos na esquina da Rua Lorena, apreciando o cortejo com aqueles carros conversíveis e a famosa “baratinha”, com a traseira aberta às moças e rapazes que sentavam nos pára-lamas dos carros. Todos alegres, cantando marchinhas: Ô Abre Alas, Mamãe Eu Quero, Chiquita Bacana, General da Banda, Taí, Cordão dos Puxa-Sacos, Cidade Maravilhosa, Fita Amarela, É Com Esse Que Eu Vou, Aurora, Jardineira e tantas outras marchinhas de carnaval que faziam tanto sucesso!
Os carros passavam bem devagarzinho pelas ruas, para que os blocos de jovens, com suas criativas e coloridas fantasias, jogando serpentinas e confetes, pudessem extravasar de alegria! Toda essa alegria dessa brincadeira sadia que é o carnaval.
Alegria, alegria e alegria!
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