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Categoria - São Paulo do século XXI São Paulo, uma cidade do interior? Autor(a): Ana Luisa Masagão Menezes - Conheça esse autor
História publicada em 18/10/2005
Dizem que São Paulo é uma cidade desumana, fria, individualista. Pois a minha relação com ela é bem diferente.

Nasci, cresci e morei, até cinco anos atrás, no mesmo bairro. Conhecia todo mundo: o "Seu" Brandão, da farmácia, o Seu Hélio do açougue, a Noriko da quitanda, todo o pessoal do ponto de taxi, os outros lojistas e, principalmente, as crianças dos prédios em volta do meu. O zelador, então, nem se fala: o Ademar, que me viu nascer, é hoje um amigo da família, convidado que eu nem podia imaginar que faltasse a meu casamento.

Há uns quinze dias, passei por lá. Muitas pessoas já saíram de lá, Itaim-Bibi. Mas as que encontrei... Foi uma festa, era como se eu estivesse voltando para casa. Me senti como uma daquelas pessoas que moram em cidade do interior, se ausentam e voltam.

Quem disse que em São Paulo não existe mais vida de bairro? O problema não está na cidade e sim na rotatividade a que as pessoas estão obrigadas. Mas basta querer e olhar em volta que você encontra muita gente querendo ser amiga.
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Publicado em 20/11/2009 São Paulo cresceu muito em todos os sentidos. E como tal, a violência também. Creio que por isso também, as pessoas têm se fechado bastante; mas isso não impede de dizermos bom dia, você está bem?, coisas tão simples, e que fazem toda a diferença. Quando nos mudamos para a região do Aeroporto há dois anos, eu não conhecia ninguém, mas fui me entrosando, conhecendo os vizinhos e me apresentando, e me colocando á disposição caso necessitem. Muitas vezes depende de plantarmos para colhermos.Niderce Enviado por Niderce Teresa - [email protected]
Publicado em 24/01/2009 SP é uma cidade de várias caras. O bairro de Parelheiros (extremo sul) parece cidadezinha do interior. O duro é pra quem morava em bairros muito tranquilos e ao voltar depois de muitos anos, se choca com toda aquele ar de cidade grande. Mas assim como as plantas no concreto, algo sempre acaba resistindo ao tempo. Enviado por Danilo Moreira - [email protected]
Publicado em 08/12/2007 Assim era a capital de São Paulo nos anos de 1950/60/70 hoje não posso dizer porque voltei para o interior. Na Vila Carioca, tínhamos o tintureiro "Mario Sato", o português carvoeiro "Madruga", o dono do bar "Seo Quincas", a siria-libaneza "Dona Salime", proprietária do Café Jambo, O "Michel" da loja de sapatos, o "Seo Laranjeiras" dono da padaria, o "Nico barbeiro", e outras pessoas da comunidade todas amigas. Enviado por J.C.Oliveira - [email protected]
Publicado em 05/10/2007 Esta ai a diferença entre ter e ser. Ter conhecimento, mas sem simpatia, ter dinheiro e ser apegado nele, ter compaixão e não fazer nada.Ter amizade gostar dos outros, mas não cumprimenta não dá bom dia, não há reciprocidade, amor mútuo. Esta indiferença mata a gente aos poucos...Por ter gostado de sua historia Ana Luisa, insiro outra conversa para ajudar a nos entender melhor:"O que é a mais pertence aos outros"Observe que muita coisa ficou em desuso dentro de sua casa: roupas que se acumulam em seus armários, móveis e utensílios que foram substituídos etc...
Você precisará vendê-los a alguém ou aproveitá-los ainda? Não? - Então, lembre-se de que ai, não muito longe de sua casa, um asilo de velhos, um orfanato de crianças, um hospital de indigentes não têm e não podem comprar.
Indague sobre isso e não fique a desperdiçar avaradamente aquilo que está fazendo tanta falta a outros irmãos.Texto de J.S.Nobre.Penso Ana Luisa que você não vai se importar de ter trazido este assunto, mas pelo que entendi você é uma criatura que como Deus não faz distinção entre pessoas, gosta de todas é isso?
Enviado por Clesio de Luca - [email protected]
Publicado em 11/07/2007 Ana, a sensação que me dá é que você fala de 50 anos atrás.Lamentavelmente, as pessoas mudaram.O interior também mudou. As pessoas que vieram para o interior, vieram fugidas de problemas, mas os problemas vieram com elas. Enviado por Mirça Bludeni de Pinho - [email protected]
Publicado em 24/10/2005 Ana Luiza

Feliz é você que morando em São Paulo ainda sente o prazer de poder cumprimentar o verdureiro, zelador etc...

Moro no Interior no centro da cidade. Sinto-me orfã de vizinhos, pois uns morreram, outros mudaram-se e aos poucos o meu território foi tornando-se corredor comercial. Resido na mesma casa há 53 anos e adoraria morar em SÃO PAULO, pois foi nessa cidade que nasci. Percebo que a cultura do povo do Interior é de sempre imaginar que vocês paulistanos são ocupadíssimos, não achando tempo nem de dizer bom dia p/ o próximo. Adorei a sua história.

Bauru, 22 de outubro de 2005.

Nilza da Silva Nobre
Enviado por Nilza da Silva Nobre - [email protected]
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