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Categoria - São Paulo da cultura, gastronomia, lazer e oportunidades Memórias revividas Autor(a): Miguel S. G. Chammas - Conheça esse autor
História publicada em 03/07/2014
Quinta-feira, 19 de Junho de 2014, dia chuvoso prenunciando uma noite bastante fria. 
 
Mesmo assim, depois de nos arrumarmos devidamente, eu e Soninha embarcamos para uma subida para o Planalto e, enfim, assistirmos ao espetáculo teatral “Elis – A Musical”, objeto de nossos anseios há um bocado de tempo.
 
Como, acredito, todos devem já ter conhecimento, o espetáculo é sobre a vida de Elis Regina, uma das maiores cantoras nascidas neste solo pátrio, a quem eu, ainda hoje, devoto imenso amor e intenso sentimento de ódio. 
 
Amei a voz e a forma de cantar da Elis desde a primeira vez que a vi e ouvi. 
 
Era sua participação no 1º Festival de MPB da TV Excelsior e ao final ela levou a primeira colocação defendendo, maravilhosamente bem, a música Arrastão de Vinicius de Moraes e Edu Lobo.
 
Passei a odiar Elis no momento em que soube da sua morte por “overdose” de tóxicos, barbitúricos e álcool. Nunca consegui aceitar que uma diva musical pudesse se deixar envolver por vícios tão mundanos.
 
Choro até hoje o desenlace da vida de Elis Regina. Assim, nada mais justificada a minha vontade de assistir ao espetáculo.
 
Com São Paulo em noite característica, com o frio e a garoa presentes, chegamos ao Teatro Alfa, casa linda que ainda não tínhamos tido oportunidade de conhecer. 
 
No saguão de entrada, pra aquecer, tomamos uma deliciosa taça de vinho e nos dirigimos para a platéia. Nos acomodamos e nos entregamos a esperar o passado.
 
Ele chegou, de forma bastante vibrante. Nos acelerou o coração desde a abertura das cortinas.
 
Assistimos uma maravilhosa viagem musical na carreira de Elis Regina, divinamente interpretada por Laila Garin.
 
Além da lembrança da “pimentinha”, foram desfilando à nossa frente personagens tais como Ronaldo Bôscoli e Cesar Camargo Mariano, vividos em cena pelos atores Tuca Andrade e Claudio Lins... “O cachorrão” lá esteve na pele do ator Ícaro Silva, enfim, diversas pessoas diretamente ligadas à vida da “menina prodígio” tais como: Marcos Lazaro, Lennie Dale, Tom Jobim e Luiz Carlos Mielle, foram devidamente representados. 
 
O repertório musical foi escolhido com absoluta competência e interpretado com muita capacidade pelos atores, devidamente acompanhados por uma excelente banda.
 
Enfim, um espetáculo desse porte só poderia ser levado à cena depois de escrito por Nelson Motta e Patrícia Andrade e coroado com uma magistral direção de Dennis Carvalho.
 
Foi, garanto, uma noite de encantamento e saudades.
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Publicado em 07/07/2014

Descrição minuciosamente bem estruturada, leitura leve e bem próxima da perfeição, sobre um espetáculo da saudosa cantora Elis Regina. Miguel, com sua verve, realça e enriquece um texto encantador. Parabéns, Chammas.

Modesto

Enviado por Modesto Laruccia - [email protected]
Publicado em 04/07/2014

A Elis sempre será a Elis. Inegualável.

Enviado por Marcos Aurélio Loureiro - [email protected]
Publicado em 03/07/2014

Miguel, que feliz oportunidade vocês tiveram. Que coisa linda. Deixou tudo passar de novo pelo coração, pela emoção pura e cristalina, que nos faz viver melhor e deixar os olhos marejados. Eu tenho também uma dificuldade imensa em aceitar uma morte assim. Realmente, não dá.

Parabéns pelo belíssimo texto. Você soube repartir muito bem essa emoção. Um abraço.

Enviado por Vera Moratta - [email protected]
Publicado em 03/07/2014

Miguel, como vocês eu também fui admirador da Ellis, também lamentei profundamente a sua morte pelo maldito vício das drogas, mas felizmente permanecem as gravações para matarmos a saudades, parabéns pelo texto.

Enviado por Nelinho - [email protected]
Publicado em 03/07/2014

Estou de volta. Estava sem senha, por isso não conseguira entrar.

Bacana Miguel.

Confesso que quando soube da morte da Elis por overdose tmem torci o nariz... passou o tempo e percebi que ninguem pode atirar a primeira pedra. Abraços Luigy

Enviado por Luigy Marks - [email protected]
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