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Categoria - Outras histórias A mulher sapo Autor(a): João Cláudio Capasso - Conheça esse autor
História publicada em 17/04/2014
Certa vez, na época de férias, eu e a minha esposa escolhemos a cidade de Serra Negra para passarmos uns 15 dias de férias.
 
Na época, escolhemos o hotel Pavani; era uma maravilha, tinha um bom restaurante, à noite tinha filmes (tinha um pequeno cinema para umas 50 pessoas), ficamos em um ótimo quarto. Foi na época do Natal.
 
Na manhã seguinte, fomos tomar café. Tinha uma linda mesa de frutas, bolos, pães, sucos, café e leite. Depois fomos tomar um banho de piscina, sentamos nas cadeiras perto da piscina, depois de um bom tempo tomando banho de sol, pedimos umas caipirinhas, uns petiscos etc.
 
Quando sentada ao nosso lado estava uma senhora gorda, baixa, bem barriguda, cabelos muito mal tratados, e puxou conversa com a minha esposa, ela disse: vocês gostam de beber, eu estou observado que vocês já beberam várias caipirinhas. 
 
Na hora, eu levantei-me da cadeira e disse: quem é a senhora para ficar fiscalizando a nossa vida? Eu não a conheço... Ela ficou vermelha, não esperava a minha reação, e disse: é porque beber muito faz mal a saúde.
 
O marido dela que chegou depois e ouviu a conversa pediu mil desculpas. Fiquei muito aborrecido com a mulher, eu não mexo com ninguém, estava de férias, curtindo uma piscina, não aceito uma estranha dar palpite na minha vida, fiquei possesso de raiva.
 
Fomos embora da piscina. À noite, fomos jantar, chegando ao restaurante a mulher que estava na piscina estava sentada na mesa ao lado da nossa, fui falar com o mestre para mudar de mesa, e ele disse que não podia porque era de acordo com o número dos quartos.
 
Nos 15 dias de férias aquela mulher ficou no meu pé, era na piscina, no jantar, no cinema, etc. Quando chegou o dia da festa do Réveillon, lá estava ela toda arrumada, na mesa, toda alegre tomando refrigerante.
 
Minha esposa não parava de rir, eu perguntei o porquê daquela risada e ela disse: olha bem para nossa vizinha de mesa, ela parece um sapo. Era verdade, baixa, gorda vestido verde brilhante, olhos arregalados observando todo o salão e reparando nas pessoas, e dando palpites sobre elas.
 
O coitado do marido saia sempre da mesa e ficava andando em volta do salão. Fiquei com pena dele, devia ser horrível viver com uma mulher que quer dar palpite da vida dos outros.
 
No fim das férias, na hora de voltar para são Paulo, ela, a mulher sapo, nos deu o endereço dela. Ela morava num apto. de alto padrão no Jardim América. Aí eu entendi porque o marido aguentava a mulher sapo, ela devia ser muito rica.
 
Enfim, foram férias maravilhosa. Nunca mais eu vi a famosa mulher sapo.
 
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Publicado em 23/04/2014

Capasso, as vezes temos que fingir que ouvimos aquilo que não nos interessa, mas como diz o velho ditado "Os cães ladram e a caravana passa", de qualquer foram suas férias valeram a pena, parabéns pelo texto.

Enviado por Nelinho - [email protected]
Publicado em 22/04/2014

CARO MODESTO, OBRIGADO PELO SEU COMENTARIO, EU DISCORDO DO SEU PONTO DE VISTA.EU SEMPRE TIVE EDUCACAO,NUNCA CHAMEI ATENÇAO NINGUEM. AINDA MAIS SE EU NAO CONHEÇO A PESSOA.

RESPEITO A TODOS, A MINHA ESPOSA ACHOU QUE A MULHER ESTAVA PARECENDO UM SAPO, FOI UMA PIADA,

PORQUE VOCE NUNCA BRINCOU COM ALGUEM.

EU SOU GORDO E CALVO, E NAO FICO CHATEADO QUANDO ME CHAMO DE GORDO. OU CARECA,E A PURA REALIDADE EU NAO FUJO DA VERDADE.

AGORA VAMOS PARAR COM ESSA FALSA MORALIDADE.

Enviado por João Cláudio Capasso - [email protected]
Publicado em 22/04/2014

Capasso, não posso discordar de vc sobre Serra Negra, passei lá, o último revelion, no Grande Hotel Serra Negra, muito bonito. Não tivemos esse problema pois nassa turma era de mais de vinte pessoas.

Com relação ao seu texto, infelizmente, não posso concordar com vc. Pelo seu relato, ela (a vizinha de mesa)só se dirigiu a vc uma única vez. Numa infeliz observação, falou sobre o número de caipirinhas que vcs tomaram. Muito bem, deve ter falado mais vezes, não sei. Mas, era só dar a entender de que não quer mais "papo furado" com ela, pronto ela iria se tocar. Ficar 15 dias se torturando, ahhhh, não.

Referindo-se a mulher, por sua estrutura física de "sapo", não, não conordo. Vc não sabe como são nossas colegas, fisicamente falando e, ao lerem seu texto, podem simplesmente, ignora-lo. Afinal, ser gorda não diminue ninguém. Como sou seu fã, é minha obrigação chamar sua atenção.

Não me queira mal, João Claudio, parabéns.

Modesto

Enviado por Modesto Laruccia - [email protected]
Publicado em 18/04/2014

Capasso, o que não falta nessa vida é palpite de sapo, e como tem sapo nesse mundo a se meter na vida dos outros. Por essa razão não leve a mal quando alguém lhe mandar ir caçar sapos, (Risos). MUITO INTERESSANTE ESSA SUA NARRATIVA, VIVIDA NA QUERIDA E SALVÁVEL CIDADE DE SERRA (afro descendente). PARABÉNS.

Enviado por Arthur Miranda (Tutu) - [email protected]
Publicado em 17/04/2014

Capasso, o marido talvez fosse um ogro, para aguentar sua sapa. Quem sabe ela não seja a mulher dos seus sonhos, pois gosto também não se discute, ahahahah.

Enviado por Clesio de Luca - [email protected]
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