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Categoria - Personagens Padre José De Anchieta Autor(a): Benedita Alves dos Anjos - Conheça esse autor
História publicada em 07/04/2014
Fonte de pesquisa: Biblioteca Padre José de Anchieta
 
Nasceu em 19 de Março de 1534, em Tenerife, Ilhas Canárias, na Espanha.
 
Em 1551 ingressou na Companhia de Jesus, em Portugal e dois anos depois embarcou para o Brasil, na comitiva de Duarte da Costa - segundo o governador geral, para catequizar os índios.
 
Foi mandado para São Vicente para catequizar os índios e com eles aprendeu a língua tupi.
 
Em 25 de janeiro fundou o colégio Piratininga com o Padre Manoel da Nóbrega.
 
Aos poucos formou um povoado ao redor do colégio batizado, por José de Anchieta, de São Paulo.
 
Viveu em São Paulo, no Rio de Janeiro e Espírito Santo.
 
Escreveu poesias, cartas e autos.
 
Escreveu “Arte da Gramática da língua mais usada na costa do Brasil”, a primeira gramática do tupi-guarani.
 
Morreu em 9 de Junho de 1597, no Espírito Santo.
 
Poema à Virgem (Padre José de Anchieta)
 
Minha alma, porque tu te abandonas ao profundo sono?
Porque no pesado sono, tão fundo ressonas?
Não te move a aflição dessa mãe toda em pranto,
Que a morte tão cruel do Filho chora tanto?
 
Em cujas entranhas sofre e se consome de dor,
Ao ver ali presente, as chagas que Ele padece?
Em qualquer parte que olha vê Jesus,
Apresentando aos teus olhos, cheios de sangue.
 
Olha como está prostrado diante da Face do Pai,
Todo o suor de sangue do teu corpo se esvai,
Olha, a multidão se comporta como se Ele ladrão fosse,
Pisam-No e amarram as mãos presas ao pescoço.
 
Olha diante de Anás,como um cruel soldado,
O esbofeteia forte, com punho bem cerrado,
Vê como diante Caifás, em humildes meneios,
Aguenta mil opróbrios, socos e escarros feios.
 
Não afasta o rosto do que bate e do perverso,
Que arranca a Tua barba, com golpes violentos
Olha com que chicote o carrasco sombrio
Dilacera do Senhor a meiga carne a frio.
 
Olha como rasgou a sagrada cabeça os espinhos,
E o sangue corre pela Face pura e bela.
Pois não vês que seu corpo grosseiramente ferido
Mal sustenta ao ombro o desumano peso?
(...)
 
(Só escrevi os primeiros versos, é longo e nos emociona demais).
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Publicado em 10/04/2014

muito bom saber mais sobre a vida de JOSÈ de ANCHIETA,aprendí um pouco na escola,e já o admirava.SABIA dos poemas ,mas, não os conhecia,obrigada por fazer meu conhecimento aumentar,abraço.

Enviado por Luzia Helena Junqueira - [email protected]
Publicado em 10/04/2014

Com este texto atingi a minha meta, 50 textos.

Obrigada a todos, meu queridos amigos.

Enviado por Benedita Alves dos Anjos - [email protected]
Publicado em 09/04/2014

Parabéns, Benê. Uma pesquisa bem feita é sempre bem-vinda. Um beijo.

Enviado por Vera Moratta - [email protected]
Publicado em 08/04/2014

Belíssimo, digno mesmo de um Santo, que só foi reconhecido agora, mas que já é santo a muito tempo. parabéns Bene.

Enviado por Arthur Miranda (Tutu) - [email protected]
Publicado em 08/04/2014

Benedita, parabéns por ter me transportado para os anos 40 quando na escola primária estudei história do Brasil, na época citava-se muito o nome do Pe. Anchieta.

Enviado por Nelinho - [email protected]
Publicado em 08/04/2014

Quando morei no E. S. Quase fiz a caminhada de Anchieta, é uma pregrinação como a caminhada de Santiago de Compostela. Mas não deu tempo, pois ficamos só 6 meses por lá.

Enviado por Julia Poggetti Fernandes Gil - [email protected]
Publicado em 07/04/2014

Ficamos todos os brasileiros enaltecidos que um jesuíta que ganhou notoriedade no país, embora de origem espanhola, terá o reconhecimento merecido na historiografia da igreja, pois àquela que o mostra como importante figura histórica do Brasil já há muito foi registrada. Vide:

Itanhaém e os jesuítas

http://carlosfatorelli27013.blogspot.com.br/2014/01/itanhaem-e-os-jesuitas.html

Enviado por Carlos Fatorelli - [email protected]
Publicado em 07/04/2014

Bene,triste esse poema. Que José Anchieta nos abençoe!Um abraço.

Enviado por Margarida Pedroso Peramezza - [email protected]
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