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Categoria - Nossos bairros, nossas vidas Ontem e hoje Autor(a): José Aureliano Oliveira - Conheça esse autor
História publicada em 28/01/2014
Hoje acordei bem humorado. Como de praxe, fui até a igreja e fiz as minhas orações. Engraçado, parece que ao sair da Igreja o humor melhorou mais ainda. Pensei com meus botões: assim que chegar em casa vou direto ao computador e hoje vou escrever coisas (causos) engraçadas ocorridas no meu trabalho na área de telecom. Digo coisas engraçadas para alegrá-los, para que no ano de 2014 todos nós comecemos com o pé direito e que tudo de bom se realize. “Xô” tristeza. 
 
A nossa Matriz ficava na Rua Alvares Penteado, perto do Largo do Café, no Centro Velho da capital. Um momento, preciso atender a porta porque estão batendo palmas. Era o rapaz da Prefeitura que veio entregar o carne do IPTU. Tive que assinar o recibo, exigência deles para não dizermos depois que não recebemos, ou seja, “dar uma de migué”. Foi até bom ter ido lá fora porque já aproveitei e atendi o carteiro com a minha correspondência, logo notando junto com elas o comprovante do IPVA. 
 
Parece que a alegria já está querendo ir embora, e resmungando passei pela patroa (dona Elaine) dizendo ela que é para eu não esquecer do compromisso de irmos até o colégio para a matrícula do nosso menino (tenho um filho temporão de 14 anos). Nesse novo método de ensino, o próprio colégio já fornece as apostilas para o ano todo, evidentemente com o preço embutido nas mensalidades. Por um lado não preciso mais ficar fazendo pesquisa nas livrarias, como fazia todos os anos. Mas o preço cobrado por eles será que não estou levando prejuízo nisso tudo? 
 
Notei no ano que passou que as despesas com o colégio aumentaram, em razão de a minha esposa querer fazer o lanche do garoto e ele logo retrucar; mãe se levar o lanche o pessoal vai pensar que eu sou careta, o papai já deu dinheiro para o meu lanche lá da cantina. Lá eu tenho opções: salgadinho, coxinha, hambúrguer, Coca-Cola, etc. 
 
Além desses salgados o preço acabou ficando salgado, fazendo mal para o meu bolso e para o coração dele. Lembrei-me da minha época na Rua Tuiuti, do Colégio Congonhas do Campo e do colégio da Rua Maria Eugenia, o Erasmo Braga, que tinha os pipoqueiros na porta, que vendiam também o quebra-queixo, paçoquinha, e outras guloseimas que pagávamos com alguns tostões e ainda tinha troco. 
 
Os colegas que por ventura levavam um lanche (pão com manteiga), nós logo corríamos atrás e pedíamos um “teco” (um pedaço). Vocês já perceberam que todo final de ano a pergunta mais frequente dos repórteres é o que iremos fazer com o nosso 13º salário. Mal sabem eles que já estamos pensando em um 14º salário e quem sabe da Dilma nos brindar com uma “Bolsa de Aposentado”. E os analistas entendidos em finanças, dando as dicas de qual o melhor fundo de investimento para aplicarmos nosso 13º salário. 
 
Só rindo mesmo, porque o pessoal que deveria estar ouvindo essas dicas já transformaram seus 13º e 14º polpudos salários em dólares e já estão desde dezembro na “Zoropa”. Recebi um e-mail de um conterrâneo baiano dando as dicas para nós: não se avexe paulista, mais alguns dias o Carnaval estará batendo em nossa porta. Venham para Salvador conhecer a Ivete, Caetano, Osmarzinho, Chiclete com Banana e mais de 50 trios elétricos. Outra coisa: Olinda já está toda enfeitada, está maravilhosa. E o bom de tudo isso: o Carnaval aqui dura o ano todo. Pensei, pensei e voltei ao meu passado relembrando dos nossos matinês carnavalescos que brinquei no Clube Tatuapé da Celso Garcia, no Ginásio do Corinthians, no Clube Esportivo da Penha e lá na Rua Javari na Mooca, no Clube do Juventus. “Quem sabe, sabe. Conhece bem. Como é gostoso. Gostar de vocês, meus amigos”. Abraços...
 
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Publicado em 30/01/2014

Isso mesmo, meu querido José, bom humor, alegria, histórias para contar, memórias tristes, alegres, inusitadas, prosaicas... tudo junto mostram como é bom viver... e te ler. Um abraço, meu amigo.

Enviado por Vera Moratta - [email protected]
Publicado em 30/01/2014

No presente, recordações de um passado,

passado a limpo por um aspirador moderno.

Nada desse passado deve ser apagado

nem riscada da mente do leitor eterno.

Com estas recordações mescladas com flash do presente, vc fez uma linda oração, José.

Parabéns,Oliveira.

Modesto

Enviado por Modesto Laruccia - [email protected]
Publicado em 29/01/2014

Aureliano, não tem coisa melhor do que já acordarmos de bom humor e fazer nosso dia mais feliz. Depende de cada um.Infelizmente meu décimo terceiro antes mesmo de chegar já está comprometido, e logo vai de volta pro governo. O imposto de renda é o grande vilão e leva tudo.Um abraço.

Enviado por Margarida Pedroso Peramezza - [email protected]
Publicado em 29/01/2014

Aureliano, todo ano, tudo é quase igual, será que é de próposito essas cobranças no inicio do ano, depois de feliz natal e ano novo vem feliz impostos novo, parabéns, Estan.

Enviado por Estanislau Rybczynski - [email protected]
Publicado em 29/01/2014

Aureliano, faço minhas quase todas suas palavras. Mas eu não fico mal humorado não. Tinha um temporão que hoje tem 17 anos. Agora tenho uma temporãozissima que tem 4 meses. É o melhor remédio para qualquer mal humor. Conversa com dona Elaine e tenta.

Enviado por Marcos Aurelio Loureiro - [email protected]
Publicado em 28/01/2014

Esse seu belo texto é daquela famosa serie, PRA RIR OU PRA CHORAR. RSRSRSRSRS. Então com lagrimas nos olhos e sem saber onde aplicar o meu 13º salario de aposentado, eu lhe dou os meus parabéns.

Enviado por Arthur Miranda (Tutu) - [email protected]
Publicado em 28/01/2014

Nossa, pensei que vc tinha sido professor.

É verdade, nem bem o ano começa já vem as contas.

Ainda bem que não tenho mais filho para criar, a minha já tem 30 anos.

Ufa!!!

Enviado por Benedita Alves dos Anjos - [email protected]
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