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Categoria - Personagens Um coelho no dentista Autor(a): Walquiria - Conheça esse autor
História publicada em 18/10/2013
Morava em um condomínio de apartamentos no Jardim da Saúde, na zona Sul de São Paulo, e como tinha cinco filhos estava sempre levando ou buscando algum deles na escola ou em outros cursos e afazeres escolares, então saia muito de casa. A dentista que nos atendia era na rua vizinha ao prédio, isto facilitava, pois meus filhos maiores usavam aparelhos nos dentes e iam sozinhos ao consultório.
 
Na páscoa daquele ano, meu filho Mauro ganhou aquele tal coelhinho branquinho e lindo como um chumaço de algodão e que depois de dois meses se tornou um coelho enorme e roedor de tudo que encontrava... Eu não conseguia achar uma forma de dar um fim no bichinho sem deixá-lo enlouquecido pela atitude. Comprei uma gaiola maior e, quando ele chegava da escola, descia no condomínio que era uma quase floresta e passeava com seu bicho de estimação por um longo período... Mas no apartamento o bichinho só podia ficar na gaiola e na área de serviço.
 
Um belo dia, colocaram a gaiola em cima da máquina de lavar roupa e não sei como ela despencou fazendo o coelho quebrar os dois dentes da frente. Meu filho não teve dúvidas, enrolou o coelho em uma toalha como se fosse um bebê e o levou na dentista ao lado.
 
Ela perdeu a voz quando o viu em prantos na sala de espera, pedindo por favor para que ela emendasse o dente do coelho... A cena lhe comoveu, pois ele tinha apenas sete anos, mas parecia um pequeno gigante abraçado com aquele bichinho e implorando ajuda... A única solução que no momento lhe veio na cabeça foi dar a ele um remédio infantil em gotas e dizer a ele que o dente cresceria outra vez com aquelas gotinhas e ele acreditou.
 
Logo em seguida ela me telefonou contando o acontecido e me dizendo que o coelho iria morrer, pois não se alimentaria mais sem os dentes e que ela nada poderia fazer. Pensei em diversas atitudes diferentes para dar fim ao bichinho, mas nada funcionava... Passado uns dias ele soltou o bichinho no jardim do condomínio para tomar sol e ele simplesmente sumiu! Meu filho ficou inconsolável...
 
Nunca soube o paradeiro do coelho, mas óbvio que ele não durou muitos dias, para mim foi um alívio, pois não precisei assistir a dor do meu filho em ver o seu tão amado coelho morrer aos poucos... Achei que nunca mais passaria por isso até minha neta com cinco anos também ganhar um lindo coelhinho branco na páscoa e ele virar um imenso coelho roedor de tudo...
 
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Publicado em 25/10/2013

Wal,é o seguinte: Neto é que nem filho, você sabe, não tem diferença. Tomara que não aconteça o mesmo com o coelho da sua neta, se não, você vai sofrer tudo de novo.

Enviado por Marcos Aurélio Loureiro - [email protected]
Publicado em 23/10/2013

tambem tive um lindo cachorro da raça maltes.depois de 15 anos de alegria ele morreu..

mandei cremar o corpo,me arrependo ate hoje,devia ter enterrado,para visitar o local,

Enviado por João Cláudio Capasso - [email protected]
Publicado em 21/10/2013

Walquiria, muito legal sua historia que até teve repetição. Espero que o coelho da sua neta não tenha quebrado nenhum dente. Um beijo.

Enviado por Margarida Pedroso Peramezza - [email protected]
Publicado em 21/10/2013

WALQUIRIA, o negocio e começar com urgência a campanha, NÃO DE COELHOS OU ROEDORES A CRIANÇAS, com direito a manifestações passeatas como bloqueio da Avenida Paulista, com a presença dos encapuçados, e faixas de protesto. Ótima historia, parabéns.

Enviado por Arthur Miranda (Tutu) - [email protected]
Publicado em 19/10/2013

Oh, Walquíria, vc poderia ter recorrido ao mais simples e elementar jeito de salvar o coelho do seu filho: mandar moldar uma prótese, como eu uso há mais de 40 anos e me dou muito bem, (rsrsrsrsr). Desculpe a brincadeira, parabéns pela singela narrativa.

Modesto

Enviado por Modesto Laruccia - [email protected]
Publicado em 18/10/2013

Wal, ri bastante com o seu texto.

Mas ainda bem que ele sumiu e não morreu de inanição.

Um abraço.

Enviado por Benedita Alves dos Anjos - [email protected]
Publicado em 18/10/2013

Só quem tem um animal de estimação, seja qual for, sente a perda, mas nunca soube de um animal que tenha quebrado os dentes, muito bom, Estan.

Enviado por Estanislau Rybczynski - [email protected]
Publicado em 18/10/2013

Complicado, né Wal? Eu também adoro coelho. Quando o meu menino era pequeno, comprei um bichinho branco prá ele. Em apartamento, sabe como é, depois de um tempo ele morreu. Imagino a angústia do Mauro... mas a vida tem disso, não adianta Um beijo enorme, minha querida.

Enviado por Vera Moratta - [email protected]
Publicado em 18/10/2013

Walquiria

Apesar de ter uma parte de tristeza achei engraçada a sua história em relação ao seu filho levar o coelho à dentista.

Deus me livre ter um coelhão dentro de casa!! que sufoco hein?

Mas tenho uma história com coelhos e vou deixar registrado no site. Depois você lê.

bjs

Enviado por Fatima Ventura - [email protected]
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