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Categoria - Outras histórias Prestadores de serviço Autor(a): Márcia Sargueiro Calixto - Conheça esse autor
História publicada em 14/10/2013
O relato a seguir se passou em uma lavanderia, dessas de franquia, dentro de um hipermercado aqui na cidade de São Paulo, onde levei um vestido curto, preto, sem forro, com zíper e detalhes em metal em todo o comprimento da parte da frente:
 
- Boa tarde senhorita, trouxe esse vestido para lavar.
- Deixe-me ver... Esse é um vestido especial; se fosse comum custaria R$ 25 a lavagem, como é especial custa R$ 37. Vai deixar?
- Sim, quando ficará pronto?
- Bem, primeiramente tenho que avisar a senhora que os pelinhos que estão grudados nele (qualquer tecido preto gruda pelinhos) não tem garantia de que vão sair. Outra coisa, pode ser que esses detalhes de metal caiam ao lavar, não podemos garantir nada (os detalhes eram costurados no tecido).
- Oi? - respondi. Um vestido, segundo você, especial, não merece um tratamento especial na lavagem, ou seja, cuidado ao lavar por causa dos detalhes e atenção final, sendo escovado adequadamente para retirada desses pelinhos? Afinal de contas, aqui é uma lavanderia, com técnicas, suponho, de lavagem! Se fosse para lavar, correndo o risco de continuar com os pelinhos e cair os metais, eu faria isso em casa e na máquina de lavar, só assim os metais talvez fossem arrancados do vestido!
- Senhora, não podemos garantir nada. Vai querer deixar o vestido ou não?
- Antes de responder, me empreste aquele rolinho que está ali no canto, por favor (são aqueles rolinhos com papel colante que a gente passa em roupa para tirar pelinhos). Ela prontamente pegou o bendito rolinho.
Passei em uma parte do vestido e, milagre, os pelinhos começaram a sair com muita facilidade, para meu espanto e espanto da simpática criatura.
- Pois bem, feito esse pequeno teste, vou responder à sua pergunta: não, não quero deixar o vestido aqui, obrigada.
- Próximo, disse a garota, sem mover um fio de sua sobrancelha, cheia de pelinhos enroscados nos piercings.
 
Esse relato bem-humorado da situação vivenciada retrata a péssima condição de prestação de serviços com que nos deparamos atualmente: atendimento automatizado, pessoas despreparadas, sem raciocínio do que falam e fazem, com um discurso pronto e aprendido nesses cursos de capacitação para a função, que duram algumas horas, sem condições mínimas de atender pessoas e muito menos perceber o ridículo do que dizem e fazem.
 
Deixei a lavanderia entre frustrada e chocada com meu vestido debaixo do braço, mas, aproveitando que estava em um hipermercado, fui até a peixaria para garantir o jantar e desanuviar as ideias.
Lá encontrei um peixe em oferta com o seguinte cartaz: “Filé de Polaca, pacote 500 gr., preço R$ 6,90 kg.” Peguei dois pacotes e fui para o caixa. Lá, iniciou-se outro diálogo:
 
- R$ 13,80, senhora.
- Oi? No cartaz diz R$ 6,90 o kg, cada pacote tem 500 g, 2 pacotes totalizam 1 kg, portanto R$ 6,90 é o total que eu devo pagar.
- R$ 13,80, senhora, vai levar?
 
E lá vamos nós de novo, dá-lhe argumento, interpretação de texto, paciência, bem, mas isso já faz parte de outra história...
 
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Publicado em 16/10/2013

Isso, infelizmente é, diariamente que se enfrenta em super mercados, padaria, lojas etc. Não há jeito algum que se possa sanar esse problema.

Sua escrita é bem compreensível, Calixto, parabéns.

Modesto

Enviado por Modesto Laruccia - [email protected]
Publicado em 15/10/2013

Infelizmente essa é a realidade. Quando não nos atendem mal, ficamos horas e horas esperando que alguém se disponibilize a vir nos atender, às vezes fico preocupada pensando ser invisível (risos).

Enviado por Julia Poggetti Fernandes Gil - [email protected]
Publicado em 15/10/2013

Você realmente não estava com muita sorte nesse dia não é?

Chega a ser engraçado, o pior se tivesse estragado seu estimado vestido.

E os peixes, levou ou não levou?

Vou aguardar o resto da história rs

Enviado por Benedita Alves dos Anjos - [email protected]
Publicado em 14/10/2013

Márcia, minha querida, realmente, sem palavras... e se prepare, porque já me aconteceu: fiquei esperando uma informação porque o atendente estava agarrado a celular e nem se deu conta de que eu, humildemente, aguardava. Haja paciência... Um beijo, minha amiga.

Enviado por Vera Moratta - [email protected]
Publicado em 14/10/2013

Marcia, amei os dois episódios. Já passei por isso também,uma das vezes a atendente me deixou falar ficando em silencio , depois me olhou com cara de paisagem e me disse:posso lhe ajudar em mais alguma coisa senhora? Minha resposta foi: até agora você não me ajudou em nada e assim sendo quero deixar registrado por escrito que os serviços que vocês dizem que prestam é de péssima qualidade.Vou aguardar a historia do peixe. Um abraço.

Enviado por Margarida Pedroso Peramezza - [email protected]
Publicado em 14/10/2013

Marcia,eu sou a Lavanderia de Roupas Finas da família.Tenho muita dó das roupas de festas ou mais finas e elaboradas serem lavadas de qualquer jeito.Na máquina então nem pensar!!! só as coloco para centrifugar um pouquinho,para tirar o exesso de água(não muito)

Quanto aos pelinhos,eu também passo o rolinho com adesivo,mas quando não existia eu segurava a fita crepe nos dedos e ia apalpando até tirar tudo...A vantagem é que pode-se usar muitas vezes a roupa em perfeito estado e depois também dar para alguém até mesmo da família como novas.

Quanto ao peixe do jantar,temos sempre que tomar cuidado com estes golpes de supermercados.

Enviado por Walquiria Rocha Machado - [email protected]
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