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Categoria - Nossos bairros, nossas vidas Meu primeiro bairro Autor(a): Marta - Conheça esse autor
História publicada em 14/10/2013
Quando era bem pequena, fui morar de aluguel em um bairro na Vila Zelina. Rua Gustavo Pires de Andrade (não lembro o número). Sei que era ao lado da Felabra, uma metalúrgica de ferragens; onde meu pai trabalhava.
 
Lembro também, que uma vez por ano, meus pais nos levavam, para o Mappin, ou na Mesbla, para comprarmos as roupas de natal; que deveria durar o ano todo.
 
Tenho saudades, daquela época, em que não havia perigo algum, de andar pelas ruas, não tinha violência de espécie alguma...
 
As pessoas se falavam, se conheciam, a natureza era quase perfeita, colhíamos frutas em seus pés; pois havia árvores diversas nas calçadas.
 
Brincadeiras de rua, sabia de todas; de cor e salteada. Tivemos infância!
 
Mas um fato que me marcou muito, era na época de carnaval; brincávamos com seringas (artigo de luxo), mas desde aquela época, eu já reciclava; minha seringa e de meus irmãos, eram feitas com potinhos de plásticos; assim como eram de madeiras e de latas os carrinhos deles e minhas panelinhas, entre muitos outros...
 
Tinha um milharal e um canavial no quintal dos fundos da casa do senhor João (dono da nossa casa alugada).
 
Com certeza fomos muitos felizes, mesmo com uma vida de pobreza e desigualdade, tivemos infância! Frequentávamos uma boa escola, pois naquela época o ensino público era de qualidade, requisitado e para todos!
 
Mas, preciso contar também, que sofremos preconceitos, desde muito tempo ele existe, e é cruel! Morávamos perto da Morgana e da Suzana, meninas lindas e loiras, de condições financeiras excelentes; e que naquela época, faziam uma propaganda na televisão, do Rocambole Pullmans; este que desejávamos comer (mas, nem nos sonhos).
 
Enfim, Dona Cida na época era professora. Foi pelo exemplo dela que hoje sou também uma professora, que mesmo apesar dos pesares, me sinto realizada.
 
Este é um pequeno capítulo, do grande livro da minha vida!
 

 

 

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Publicado em 16/10/2013

A humildade e simplicidade de uma existência são exemplos de luta pela conquista dos sonhos infantis. Parabéns, Marta.

Modesto

Enviado por Modesto Laruccia - [email protected]
Publicado em 16/10/2013

Marta, hoje, ontem e sempre há o bom e o ruim. Guarda o bom e joga fora o ruim. O recomeço é todo amanhecer.

Enviado por Marcos Aurélio Loureiro - [email protected]
Publicado em 14/10/2013

Isto mesmo, menina, recomece sua vida e pode seu jardim quantas vezes for preciso.

Enviado por Benedita Alves dos Anjos - [email protected]
Publicado em 14/10/2013

Marta, excelentes recordações. A pobreza não nos fazia infeliz, porém mais questionadores e fomos em busca, simplesmente. Parabéns pelo relato e pela profissão escolhida. Parabéns especialmente, pois amanhã será o seu dia. Eta profissão difícil. Um grande abraço.

Enviado por Vera Moratta - [email protected]
Publicado em 14/10/2013

Que bom !

Seja bem vinda, mais uma escritora, interessante como as hostórias se cruzam. Como vc mesmo diz nós tivemos uma infância muito alegre e divertida, hoje tenho pena dessas crianças que só querem eletrônicos.

Enviado por Julia Poggetti Fernandes Gil - [email protected]
Publicado em 14/10/2013

As pessoas se falavam, se conheciam, a natureza era quase perfeita...Era isso mesmo, uma aproximação real entre as pessoas, nada virtual, era tudo feito “cara a cara” conversávamos e nos conhecíamos era um cumplicidade nas atividade lúdicas, nos estudos, nas festas enfim a participação aproximava todas as famílias e éramos felizes com o pouco que possuíamos da natureza que nos forjou para a vida adulta. Parabéns pela crônica.

Enviado por Carlos Fatorelli - [email protected]
Publicado em 14/10/2013

Marta, passei momentos como você e também sobrou a saudades, porque aquele tempo não volta mais. Um abraço.

Enviado por Margarida Pedroso Peramezza - [email protected]
Publicado em 14/10/2013

Querida Marta junte-se a nós para relembrar e contar com saudades partes de nossa infância....eu também tenho minhas histórias neste site no qual eu descrevo pedaços da minha vida que nunca se apagaram...

Enviado por Walquiria Rocha Machado - [email protected]
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