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Categoria - Outras histórias Memórias da 7ª arte Autor(a): Miguel S. G. Chammas - Conheça esse autor
História publicada em 11/10/2013

Tarde de feriadão correndo solta. Eu em casa depois de ter saboreado um almoço espetacular, especialmente preparado por minha fiel companheira, para agradar a gregos (meu enteado) e a troianos (eu), dirijo-me para o sofá da sala para curtir uma tarde de cinema na TV.

Conforme já era do meu conhecimento, a Globo iria apresentar o desenho animado “Pinóquio” de Walt Disney, e eu, lógico, estava disposto a assistir e curtir essa preciosidade.

Assisti, com alguma impaciência, os blocos finais da novela em reprise no Vale a Pena Ver de Novo e, para meu deleite, a Sessão da Tarde teve início e, com ela, o tão esperado desenho.

Atento às cenas iniciais quando, sem maior controle, meu pensamento se lançou no túnel do tempo e me levou para a antiga e tão querida cidade de São Paulo em meados da década de 50.

Percebo que estou na Praça do Patriarca em frente da Galeria Prestes Maia, na porta da Igreja de Santo Antonio, onde por muitos anos fui buscar o pão bento, no dia 13 de junho, estou caminhando ao lado de minha mãe, no sentido da Rua Direita.

Passo em frente das vitrines da Fachada (tradicional perfumaria de Sampa), dou uma espiada nas diversas vitrines de roupas masculinas da “À Exposição”, atravesso a Rua de São Bento quase que puxado pela mão de minha mãe, que andava, quase saltitante, com suas pernas curtinhas, e dizia:

- “Não sai do meu lado, aqui tem muita gente e você pode se perder.”

Continuamos a caminhar e paramos bem à frente de um prédio que tinha a aparência de uma pequena galeria. A porta, enormes cartazes mostram e fazem propaganda do filme que estará sendo apresentado naquela tarde.

Fico impressionado com o cartaz que mostra uma enorme baleia engolindo um velhote.

Isto mesmo, estamos na porta do Cine Alhambra que apresentava, em primeira mão, a obra prima do desenhista Walt Disney (foi o segundo desenho de longa metragem criado em 1940 nos estúdios Walt Disney), Pinóquio.

Entramos, eu e minha mãe, no cinema, primeiro uma paradinha na bomboniere para a compra dos famosos cigarrinhos de chocolate e dos dropes de hortelã, depois buscamos assento na sala de projeções e, então, eu pude me encantar com o filme projetado. Foi uma tarde maravilhosa aquela.

Hoje também foi, pois assistindo o filme no aparelho de TV pude revisitar o passado e me reencantar com tudo que me alegrou naquele dia longínquo.

Como é bom ter boas memórias.

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Publicado em 15/10/2013

Miguel, sua memória nunca foi tão brilhante quanto agora. Lembro do lançamento do desenho animado do Disney. Era uma época de guerra e eu não atinava com a ideia de uma história italiana e os jornais e gibis da época deitando e rolando em cima de Mussolini. Gostei da recordação, Miguel, alias, Pinochio, em italiano quer dizer, pauzinho, pinhozinho. O Walt Disney era tão inteligente que previa, depois de 4 anos, os italianos estariam reinando, novamente. Parabéns, Miguelão, de ouro é seu coração.

Laruccia

Enviado por Modesto Laruccia - [email protected]
Publicado em 15/10/2013

Miguel baixou síndrome do "dia da criança" em voce?tu ta muito infantilizado pra idade...Pinóquio do Walt Disney? tudo bem que é uma preciosidade como diz voce, mas para as crianças!!! Mas valeu para voce relembrar sua infância...

Enviado por Walquiria Rocha Machado - [email protected]
Publicado em 14/10/2013

Ótimo, Miguel. Ter ótimas memórias - e partilhá-las - é uma grande bênção, sem dúvida. Deixa a gente mais vivo, né? Gostei muito do caso. Eu assisti o Pinóquio trocentas vezes, quando o meu filho era pequeno e insone. Mas e prefiro ficar com as suas ótimas memórias. Um abraço.

Enviado por Vera Moratta - [email protected]
Publicado em 13/10/2013

Miguel, a historia do Pinóquio marcou tanto e ainda marca, minha neta adora. Aqui perto tem um teatro e tem a apresentação do Pinóquio, próxima visita da Lícia, vou levá-la para assistir. Um abraço.

Enviado por Margarida Pedroso Peramezza - [email protected]
Publicado em 12/10/2013

É mesmo, como é bom ter boa memória.

E pelo visto, a sua é ótima.

Enviado por Benedita Alves dos Anjos - [email protected]
Publicado em 12/10/2013

A sua narrativa é emocionante, rica em detalhes. E o melhor de tudo é relembrar a presença zelosa de sua MÃE. Lendo o seu texto recordei momentos maravilhosos, indo com meu PAI ao cinema, pela primeira vez. Poxa, como é gostoso recordar ...

Enviado por Marina Moreno Leite Gentile - [email protected]
Publicado em 11/10/2013

Miguel,lendo sua narrativa, tentei segui-lo nessa tua volta ao passado, mas fui barrado no cine Alhambra, e fui barrado na entrada estava sem um tostão no bolso, você e sua mãe entraram e nem olharam para trás. E como eu ainda não te conhecia, não pude pedir para você pagar a minha meia entrada eu só fui ver o Pinóquio alguns anos mais tarde ao participar da dublagem do mesmo, nos Estúdios da extinta e famosa dubladora paulistana. AIC SAO PAULO.

Enviado por Arthur Miranda (Tutu) - [email protected]
Publicado em 11/10/2013

Bela lembrança, Miguel. Pinóquio marcou mesmo nossa infância, e tb a de meus filhos. Até no filme "E.T.", de Spielberg, existem referências a este belo desenho, como a música final.

Enviado por Luiz Simões Saidenberg - [email protected]
Publicado em 11/10/2013

Miguel, me perdoe mas eu peguei uma "carona" no seu alegre passeio pelo centro de nossa cidade, só não entrei no Alhambra mas aproveitei para tomar um suco de limão na Rua São Bento e em seguida saborear um sorvete na lanchonete das Lojas Americanas, bons tempos caro amigo.

Enviado por Nelinho - [email protected]
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