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Categoria - Outras histórias Saudades, lágrimas e saudades... Autor(a): João Cláudio Capasso - Conheça esse autor
História publicada em 17/10/2013

Certa vez ao passar pela Rua da Consolação nº 2717 (hoje um lindo prédio residencial), era a casa onde nasci em 1940, fiquei lembrando da minha querida infância, onde, com os meus amiguinhos, nos brincávamos o dia todo.

Lembro que eu ganhei um patinete todo quebrado, a minha prima ia jogar fora e eu pedi para ela me dar o patinete, eu e os amiguinhos consertamos o patinete e pintamos todo de azul, a cor do céu.

Ele ficou lindo e toda garotada brincava com o patinete azul. Isso foi em 1953, depois de muitos anos, já adolescentes, os brinquedos já eram outros, jogar futebol, namorar, etc.

Mas quando a minha família mudou-se em 1962, eu fui arrumar as coisas para mudar e fui no quartinho dos fundo do quintal, ao remexer nas bugigangas encontrei uma caixa de papelão, ao abrir era o meu querido e velho patinete azul, todo enferrujado, na hora eu senti uma grande dor no peito.

Não podia levar o patinete na mudança, fui no fundo do quintal, fiz um buraco, embaixo de um árvore(era um pé de mamão) e enterrei o meu amigo de infância, com lagrimas nos olhos rezei uma ave maria, e me despedi, agradeci pelos lindos momentos que ele nos proporcionou, na minha infância querida.

Todas às vezes que eu passo pela Rua da Consolação nº 2717, eu lembro do meu querido patinete azul...

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Publicado em 22/10/2013

ARTHUR MIRANDA. obrigado pelo seu comentario, e pelo convinte para saborear umas belas pizzas,mas no momento estou afastado da vida social, por diversos motivos,

demorei para responder porque estava com o computador quebrado.

UM ABRACO.

Enviado por João Cláudio Capasso - [email protected]
Publicado em 19/10/2013

É assim mesmo, Capasso, os objetos inanimados criam vida na nossa imaginação. Vc tinha no patinete a razão de seu maior passatempo, dando-lhe, sem o perceber, vida própria e alma, merecedor de um descanso pra toda eternidade. Sua escrita está muito boa, Claudio, parabéns.

Modesto

Enviado por Modesto Laruccia - [email protected]
Publicado em 18/10/2013

Que história João!! que história!!

A infância é assim mesmo, crescemos estando sempre acompanhados por aquela criança que vivenciamos, fica agarrada em nossa alma que também chora mesmo sendo adulta quando o passado retorna seja na lemvbrança de um lugar ou de um objeto.

Eu estou assim por uma boneca que ganhei aos 5 anos e a perdi na adolescência, sem sei como, nem o sei o fim que levou e quando.

Já revirei a casa de meus pais apesar de minha mãe afirmar que foi jogada fora. É uma pena quando perdemos algo que teve importância na infância.

Enviado por Fatima Ventura - [email protected]
Publicado em 17/10/2013

Eu também fiquei com os olhos marejados em ler sua história...Acho que todos nós tivemos um brinquedo tão querido como o seu patinete..

Nesta época em que a gente tinha apenas um brinquedo e muitas vezes doado o sentimento era outro...só quem já passou por isso pode saber.

Enviado por Walquiria Rocha Machado - [email protected]
Publicado em 17/10/2013

É uma saudade de cortar o coração não é?

Que lindo o texto!

Enviado por Benedita Alves dos Anjos - [email protected]
Publicado em 17/10/2013

Capasso, fique tranquilo. Como seu patinete foi muito bonzinho nesse mundo hoje ele descansa alegre e feliz no Céu, ao lado das pessoas bondosas que ao seu lado conviveram e brincaram com ele. Você só esqueceu de colocar preso no pé de mamão um cartaz com o seguinte dizeres: AQUI JAZ MEU PATINETE QUERIDO E TAMBÉM MEU MELHOR AMIGO, QUE DURANTE PARTE DA MINHA VIDA SEMPRE BRINCAVA COMIGO. (Risos) também tive um patinete feito de rolimãs, ou de rolamentos SKF. Parabéns pela historia. e Aquele abraço, sabado agora dia 19, teremos o encontro com as redondas as 20,00 horas na Pizzaria do Paulino em Moema, Rua Antônio de macedo Soares, 1770 - Campo Belo . Capital. Vai lá companheiro e vamos conversar sobre a vida noturna de São Paulo dos anos 60 e 70.

Enviado por Arthur Miranda (Tutu) - [email protected]
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