Leia as Histórias

Categoria - Nossos bairros, nossas vidas Eu quase encontrei minha infância... Autor(a): Walquiria - Conheça esse autor
História publicada em 11/10/2013

Lendo a história da Fatima Ventura em 5 de setembro, "Vila Nivi da minha infância", me deu um aperto no coração em ver quantas coisas eu havia perdido depois que mudei da Vila Nivi e que só ela poderia me contar, já que em seguida a minha mudança ela chegou por lá e ficou por 34 anos.Queria saber sobre a Dona Madalena e seus três filhos que eram crianças ainda e que brincávamos todas as tardes naquelas ruas de terra e escondíamos nos matagais dos terrenos vazios que eram muitos...

Ela deve ter assistido o casamento da Regina, da Solange, do Tadeu, da Eloiza, do Luiz, da Olinda, do Osmar, da Edenir, e de tantos outros amigos de infância, todos vizinhos nesta rua que nunca se apagou das minhas recordações... Ela deve ter conhecido o Sr. Domingos da quitanda, na esquina da Rua Baltazar de Morais com a Rua Mata Redonda e todos aqueles nove filhos, os quais os mais velhos eram meus amigos do dia a dia... Estudávamos naquela escola em que ela conta na sua história um galpão de madeira, hoje uma pequena pracinha...

Queria saber da Dona Zuila que eu dormi tantas noites na casa dela quando ela ficou viúva (pois ela não tinha filhos) e que foi uma fada madrinha para ela e sua irmã... Queria saber da Dona Manuela com os cabelos branquinhos, mas tão generosa, se os anos que se passaram depois que mudei também foram tão generosos com ela... Precisava saber se ela conheceu a casa onde morei durante toda infância e que estava apenas a um quarteirão da casa em que ela morou por tantos anos...

Dezenas de anos me perguntei se a gente ainda da rua poderia ver aquele pé de abacate nos fundos da casa onde morei e que me deixou tantas saudades... Minha casa era entre a casa da Dona Amélia e a casa da Dona Elisa uma mulher muito reservada que não tinha filhos, mas tinha vários cachorros e um jardim que eu amava, em toda a volta da casa.

Mas a maior saudade foi a do Parque Infantil da Prefeitura no final da Rua Mata Redonda onde eu e minhas duas irmãs mais novas frequentamos até os seis anos de idade. Lá fui acolhida com tanto amor e carinho que nunca mais esqueci. São flashes de pequenos momentos de danças, poesias, brincadeiras e merendas deliciosas que se tatuaram em mim... "Saudades da merendeira" e "Aprendi com dona Madalena" foram as minhas primeiras histórias neste site que retratam toda a minha gratidão do tempo em que morei neste bairro.

Voltei lá várias vezes depois de dezenas de anos, tentando ver apenas alguém que eu conheci, ou que conheceu minha mãe, mas nada... As ruas de terra tinham asfalto e os terrenos baldios viraram sobrados ou casas comerciais. O lugar onde morei virou uma vila de casas, um salão, um comércio todos colados e eu nem ao menos reconheci onde foi um dia a minha casa...dela só me restou uma foto antiga preto e branco toda manchada e sem vida...

Por isso quando li a história da Fátima me enchi de esperança e pensei: agora terei alguém que possa me contar o que aconteceu com todas aquelas pessoas depois que mudei de lá já que ela deu continuidade a este lugar por mais de 30 anos, mas não tive resposta dos e-mails que lhe mandei e nem do comentário em sua história. A chama de esperança se apagou e mais uma vez me encontro perdida em pensamentos tentando saber o destino de todos aqueles que moravam na Vila Nivi e que fizeram parte da minha infância...

E-mail: [email protected]
Localização da história
Login

Você precisa estar logado para comentar esta história.

Antes de Escrever seu comentário, lembre-se:
A São Paulo Turismo não publica comentários ofensivos, obscenos, que vão contra a lei, que não tenham o remetente identificado ou que não tenham relação com o conteúdo comentado. Dê sua opinião com responsabilidade!
Publicado em 18/10/2013

Cara Walquiria e Fátima Ventura,

Grato por escreverem sobre a Vila Nivi. Recorrendo ao mapa ao lado, aqui do site,localização da história, uma novidade aliás...percebemos que o bairro se situa entre Santana, Tucuruvi e Jaçanã, lado oposto da Marginal Tietê. Em se tratando de uma cidade 'mundo' como São Paulo, é natural que por vezes percamos a bússola. Imaginem quem não conhece São Paulo, nem viveu nos espaços dessas histórias ai tão bem relatadas por vocês? Sugestão: usem um parágrafo a mais, para nos dar algumas indicações. Mesmo assim, valeu!!!

Enviado por Carijó (apelido no futebol) - [email protected]
Publicado em 18/10/2013

Ratificando

A última vez que vi a Solange foi em 1986 (não 1996) no casamento de uma das netas da D.Manoela.

Enviado por Fatima Ventura - [email protected]
Publicado em 18/10/2013

MARCOS, MARCOS, MARCOS LOUR

Escrevi para seu email que aparece no seu cadastro mas as msg sempre retornam!! Me acuda!!! (rsrsr)

Bjs

Fatima

[email protected]

Enviado por Fatima Ventura - [email protected]
Publicado em 18/10/2013

Walquiria

Estou aqui!! Juntas nas recordações da V.Nivi embora eu ache que você teve infância muito mais interessante que a minha pois conheceu mais pessoas e viveu numa época em que mães não temiam tanto pelos filhos brincarem na rua. Época boa, época simples!!

Quando escrevi minha historia foi mais uma homenagem à memória das pessoas que conheci na V.Nivi. Pensei que a história entrasse de imediato mas não entrou. Fiquei por uma semana acompanhando atualização do site mas a minha história não entrava até que pensei que havia se perdido. Pensei que nunca haveria alguém de ler minha história que pensava realmente estar perdida, até que hoje (17/out), após um tempo de ausência, lembrei do site, acessei e vi minha história incluída. Li seu comentário na página, acessei meu email que não tenho costume de acessar. Falha minha, reconheço.

Fiquei constrangida em ver que você me escreveu e eu nem te respondi.

Peço desculpas, Walquiria. Até atualizei meu cadastro para um outro email ([email protected]) pois é o que uso mais frequentemente. Anote esse quando quiser escrever p/mim.

Aproveitei escrevi para o outro leitor - o Marcos - mas o email dele retornou por duas vezes. Vi que ele escreveu nesta sua postagem e é o mesmo email que tem retornado com problemas. Não sei se a D.Maria que ele disse ter conhecido na V.Nivi é a mesma D.Maria que conheci.

Walquiria, não sei se terei muitas coisas p/te contar pois embora tenha crescido na V.Nivi, eu era uma menina que ficava muito em casa. Minha mãe não permitia que eu e minha irmã mais nova brincássemos na rua, apesar de nossos pedidos. Então, brincava mais em casa da minha avó emprestada, a D.Zuilla, com os sobrinhos(as)dela que vinham nas férias, brincava com as crianças dos donos do bar da R.Cascatas - na casa do Seu José e D.Maria, ou brincava com as netas da D.Manoela nos fundos de nossas casas que se comunicavam pelos quintais ou com a Tânia que morava na mesma rua mas que logo depois se mudou e perdi o contato.

No mais, era ir para a escola e voltar para casa. Eu gostaria de ter sido mais moleca, ter brincado e levado alguns tombos de bicicleta, ter aprendido a empinar pipa e quem sabe até a subir em árvores, mas minha mãe tinha medo de nos deixar na rua brincando.

Escrevi um email para você contando sobre as pessoas que conhecemos. Acrescento que não recordo de ter ido ao casamento da Solange. Se ela se casou foi após se mudar da V.Nivi. Recordo vagamente do casamento da Regina, lembro-me dela saindo de casa vestida de noiva.

A última vez que vi a Solange foi no casamento de uma das netas da D.Manoela, em 1996. Foi a última vez que a vi e acho que na época ainda estava solteira.

A D.Madalena após se mudar do bairro, sempre enviava cartão de Natal para minha mãe e foi assim durante muitos anos, acho que por mais de 10 anos. Porém, minha mãe deixou de receber cartão de Natal dela e deduziu que tenha falecido. Pelo que soubemos, a D.Madalena estava em cadeira de rodas.

Você diz querer saber da D.Manoela, como foram os anos que se passaram após sua mudança do bairro. Bom, depois que você se foi, ela casou a filha mais nova - a Conceição - acho que foi entre 1970/71, o casamento foi na igreja do bairro. Lembro-me dela no casamento, ela vestia um vestido simples acho que era cor de rosa. Lembro-me dela feliz e que ela servia os convidados, andando de um lado a outro, ora com bandeja, ora apenas conversando. Eu a conheci sempre de cabelos brancos, e lembro dela nos fundos da casa sempre trabalhando, lavando e estendendo roupas. Ela teve 2 netas da filha Ana e um casal de netos da filha Conceição. A D.Manoela faleceu, acho que em 1974, não sei do que foi mas lembro que a levaram para o extinto Hospital Santo Antonio (na V.Gustavo) e lá morreu. Pelo que sei ela não teve o sofrimento de morrer lentamente, presa numa cama por anos. Acho que foi do coração. E a última lembrança que tenho dela é no caixão pois o rosto dela transmitia suavidade e tranquila paz que nem parecia que havia morrido. Depois da morte dela, a filha Conceição veio morar com marido e filhos na casa dela para cuidar do pai, o Sr.Manoel. Lembra-se dele?

Bom, Walquiria, é isso. Espero que você esteja bem e estamos juntas. Adoro ler suas histórias para saber o que era a V.Nivi antes de eu ir morar lá.

Beijos e até breve.

Fatima Ventura

[email protected]

Enviado por Fatima Ventura - [email protected]
Publicado em 16/10/2013

Wal é o seguinte. Faz como eu, de vez em quando dá umas voltinha lá na Vila Nivi, como eu faço na Parada Inglesa e pelo menos um pouco a saudade passa.

Enviado por Marcos Aurélio Loureiro - [email protected]
Publicado em 14/10/2013

Wal, minha querida, eu estava com muitas saudades de você.Que bom que reapareceu! Ótimas lembranças e sentimentos da infância, do tempo e de pessoas importantes. Gostei muito. Um beijo e muitas felicidades.

Enviado por Vera Moratta - [email protected]
Publicado em 14/10/2013

Valquiria, que bom que vc teve uma bela infância.

Eu também tive, foi no mato mesmo, bairro do Bugio, tinha ribeirão e peixes de montão.

Tinha muitas brincadeiras, muita fartura,enfim me lembro dela com carinho.

Um abraço, querida.

Enviado por Benedita Alves dos Anjos - [email protected]
Publicado em 14/10/2013

Walquiria "welcome back" ,feliz em ver voce novamente de volta ao nosso site . Essa e a realidade do tempo querida , ele passa e a gente nem percebe . E quando tentamos voltar as nossas origens , não conseguimos

reencontrar as pessoas que convivemos num passado nem tão distante . Mas realmente essa e a vida de uma metropole como nossa Sào Paulo. Continue tentando pois voce chegou perto , e com persistencia quem sabe Deus te ajude a chegar a algum deles . Abracos Felix

Enviado por João Felix - [email protected]
Publicado em 13/10/2013

Walquiria, como vai amiga e a filhona tá bem! Sinto que não tenha encontrado as pessoas que tanto queria ver ou saber o que aconteceu de suas vidas. Infelizmente São Paulo cresceu demais e muitas coisas vão ficar apenas na saudades e na eterna lembrança.Um beijo.

Enviado por Margarida Pedroso Peramezza - [email protected]
Publicado em 12/10/2013

Walquiria, nossa cidade dispara,

nosso povo não para, no mesmo lugar

ele se muda, é um Deus nos acuda,

ninguém mais se acha,

que coisa mais chata.

não fosse esse Site

sempre ligado

unindo a gente

Que bela união,

Aceite também,

do meu coração

os meus parabéns.

Enviado por Arthur Miranda (Tutu) - [email protected]
« Anterior 1 2 Próxima »