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Categoria - Personagens Profissão: Mulher Autor(a): Célia - Conheça esse autor
História publicada em 24/09/2013

Li, há algum tempo, uma crônica sobre uma mulher que foi a um consultório médico. Antes do atendimento, teve que responder a algumas perguntas para que fosse feito seu cadastro. Quando a secretária lhe perguntou qual era sua profissão, ela parou e ficou um bom tempo pensando. Quando a funcionária insistiu na pergunta, ela respondeu:

- Sou médica, enfermeira, assistente social, educadora, psicóloga, motorista, especialista em finanças, advogada, diplomata, juíza, cozinheira, decoradora, estilista, costureira e por aí afora. A secretária ficou muito espantada e sem ação.

Realmente, quase ninguém se dá conta que quando uma mulher responde, ao ser indagada, que é dona de casa, ela deveria ser bem mais valorizada. Geralmente temos vergonha de nos declararmos que somos uma profissional do lar, que, de tantos afazeres, muitas vezes nos esquecemos de nós mesmas!

O meu marido valoriza sobremaneira o trabalho da mulher, principalmente o de dona de casa - seja empregada, faxineira ou patroa. Diz que não sabe como as mulheres aguentam essa carga; que realmente a mulher é o sexo forte e que se os homens não as tivessem ao seu lado, coitados deles! Se reclamo ou comento sobre algo que não foi muito bem feito, que ficou a desejar, sugere que eu releve, afinal, “coitada, já fez tanto”!

Infelizmente, conheço homens que não valorizam suas esposas ou funcionárias, tratando-as como se não tivessem vontade, desejos, aspirações, momentos de alegria e de tristeza...

Esperemos que haja uma conscientização maior da parte dos homens que ainda estão com uma venda muito eficiente nos olhos, que não lhes permite enxergar o quanto uma mulher pode ser incrível e o quanto ela pode modificar sua vida, com amor, carinho e entrega!

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Publicado em 26/09/2013

É, minha amiga, a coisa sempre foi feia pro nosso lado. Tanto trabalho e ainda a falta de reconhecimento... mas existe - como o seu marido e o meu - homens capazes de compreender o nosso esforço sem fim. Ótimo texto Um beijo.

Enviado por Vera Moratta - [email protected]
Publicado em 24/09/2013

Célia,a mulher é uma dádiva de Deus e deu a ela a missão de ser mãe e quando somos mãe nos tornamos uma doutora com os mais variados títulos.Parabéns para seu marido que valoriza o trabalho da mulher, muitos deveriam se espelhar nele.Um abraço.

Enviado por Margarida Pedroso Peramezza - [email protected]
Publicado em 24/09/2013

Celia, voce tem razao, muitos maridos nao reconhecem o trabalho de suas esposas, quem sabe este teu relato abra os olhos de alguns deles, parabens pelo texto.

Enviado por Nelinho - [email protected]
Publicado em 24/09/2013

Tenho uma historia publicada em 12/11/2012 Simplismente dona de casa...na qual eu também fico indignada com esta situação.Sou de uma geração que tinha que se ficar em casa para cuidar de todos da família,e quando se tinha muitos filhos o trabalho era triplicado(eu tive cinco)Hoje vejo as moças desta geração que trabalham fora,mas não lavam não passam não cozinham,não faxinam e deixam os filhos pequenos período integral na escola,os maridos se viram sózinhos e cada um por si. E quando os filhos tem dez anos,ficam em casa ou na rua sem a mãe perto Não sei se elas estão certas,mas o prazer de ter estudado acompanhado e encaminhado todos os filhos não tem preço...

Enviado por Walquiria Rocha Machado - [email protected]
Publicado em 24/09/2013

Celia, bendita seja sua iniciativa. Se vc não se importa, faço questão de ser co-autor desse belo trabalho. Realmente, uma profissional do lar chega perto dos atributos que a mulher respondeu a assistente do médico. Vejo pela minha esposa, valente, esperta, lutadora e bondosa. Tivemos 5 filhos, 7 netos, todos bem criados e educados. Estou com 81 anos, minha mulher me trata e cuida de mim como se fosse o sexto filho. Celia, meus parabéns, seu texto é nobre demais pra ficar nestas poucas linhas. A mulher ainda vai pôr esse pais nos eixos, por que só um ser humano como a mulher tem a capacidade de superar marmanjos posudos, engomados, cheios de arrogância, posando como monarca do século XV, vestindo trajes espalhafatosos e arrotando sabedoria quando não sabem se comunicar com as pessoas do mundo, que estão sempre a espera de que alguém lhes venha traduzir num português ao seu alcance e não os que abusam da verbosidade acadêmica que só eles entendem. Viva a mulher, Célia. Um forte abraço.

Modesto

Enviado por Modesto Laruccia - [email protected]
Publicado em 24/09/2013

Célia, gostei, mas creio que hoje as coisas estão mudando, com a divisão de responsabilidade o homem já esta mais caseiro e ajudando mais , mas você tem razão, parabéns, Estan

Enviado por Estan - [email protected]
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