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Categoria - Outras histórias Constrangimento no ponto de ônibus Autor(a): Célia - Conheça esse autor
História publicada em 06/09/2013

Era por volta do meio-dia e eu estava na Avenida Rubem Berta esperando o ônibus. Naquela época, eu fazia tratamento no Hospital dos Servidores e, como morava na Penha, enfrentava uma verdadeira maratona para chegar até o hospital. Saía de casa de madrugada, pegava um ônibus até o Largo da Concórdia e ali tomava o ônibus Socorro, que me deixava pertinho do Servidor. Tinha por volta de 14 anos e ia sozinha, pois a mamãe trabalhava no Juizado de Menores e não tinha como me acompanhar.

Sabem como é hospital público: apesar da consulta marcada, tinha de esperar muito para ser atendida; acabava saindo de lá por volta do meio-dia. Voltemos ao ponto de ônibus. Eu não enxergava nada de longe e era um sufoco cada vez que tinha de pegar ônibus: sempre tinha de pedir ajuda a alguém que estivesse no ponto também. Nesse fatídico dia, estava eu com um monte de livros e cadernos pesando em meus braços (era tão demorada a consulta que sempre levava cadernos e livros para botar a lição em dia ou para estudar, aproveitando o tempo de espera).

Avistei um ônibus ao longe que, pela cor, parecia que era o meu. Virei para um rapaz no ponto e perguntei se aquele ônibus que estava chegando era o que eu estava esperando (não lembro o nome). O rapaz virou para mim e, sem perceber que eu era uma estudante, disse: "Desculpe, dona, mas eu também não sei ler!". Fiquei com tanta vergonha, mas tanta vergonha, que entrei no ônibus sem saber para onde ele iria! Uma vez lá dentro, perguntei para o cobrador e, por sorte, era o que eu estava esperando.

Como já devem ter percebido pelos meus relatos anteriores, passei por alguns momentos bem constrangedores na minha adolescência.

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Publicado em 09/09/2013

Minha querida Regina Célia, ainda bem que você chegou onde precisava. A gente passa mesmo por situações assim desagradáveis, mas sobrevive, né? Beijos, com saudades.

Enviado por Vera Moratta - [email protected]
Publicado em 09/09/2013

Célia, não se amofine, agora é mais fácil e depois, o rapas agiu com sinceridade e vc, com sua candura, teve maus pressentimentos. Não foi nada, sossegue. Parabéns pelo episódio.

Modesto

Enviado por Modesto Laruccia - [email protected]
Publicado em 09/09/2013

Desculpe Célia eu estou escrevendo mas também não sei ler! (risos) parabéns pela historia bem engraçada. Parabéns.

Enviado por Arthur Miranda (Tutu) - [email protected]
Publicado em 06/09/2013

Celia, infelizmente ainda existem nesta cidade pessoas que nao sabem ler e nem escrever, parabens pelo seu texto.

Enviado por Leonello Tesser (Nelinho) - [email protected]
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