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Categoria - Outras histórias Oba! Estou perto do Terminal Tietê! Autor(a): Francisco Lemmi Filho - Conheça esse autor
História publicada em 19/04/2013

Nunca concedi um intervalo tão longo entre um texto e outro aqui neste espaço, como este que agora interrompo para escrever-lhes novamente. Como já mencionei outrora, sou paulistano nato, apaixonado pela capital paulistana, frequentador deste site onde interajo com paulistano(as) para falar do nosso sentimento em comum, que é a Paulicéia.

Como já frisara, mudei minha residência da capital paulista para a cidade de Jaboticabal há aproximadamente três anos, e em que pese, ser esta uma cidade calma (até demais), sou acometido por momentos, (confesso), de uma vazio por sentir-me em meio a pessoas que, com todo respeito, não se identificam comigo, paulistano. Não é que nós paulistanos sejamos melhores, não é isto, mais é uma questão de perfil, identidade, compatibilidade enfim.

Vocês leitores deste espaço são pessoas discernidas e estão compreendendo o que quero lhes dizer, aqui em Jaboti, não trabalho e nem quero mais trabalhar, pois estou aposentado literalmente, então meus dias são no computador, na TV por assinatura, no DVD, nos desenhos que faço e andar pela cidade nos supermercados com meu Fiat/1995. E assim vou enganando.

O fato é que minha filha de 14 anos e minha esposa nunca estiveram tão felizes como estão aqui agora em Jaboti, e eu, ao final, analisando tudo, acabo me conformando que tenho que viver por aqui, mesmo sabendo que o entretenimento aqui é raro, que é preciso tomar meia dúzia de cerveja por dia, nos bares, para se firmar amizades que nem sempre condizem comigo, comportamento este que nada tem a ver comigo...

Por um lado, a coisa está nota cinco, pelo lado da minha esposa e filha a coisa está nota dez. Então, eu vou levando porque afinal o que me interessa é ver elas felizes, e elas estão super encaixadas na cidade e vivendo bem. Quanto a mim, só me resta uma vez por mês pegar o ônibus da Viação Danúbio Azul e ir até Sampa na casa do meu filho que mora aí no Ipiranga para matar a saudade dos 60 anos que vivi aí na capital paulistana e ir ao Morumbi ver o São Paulo jogar.

O que ajuda muito por aqui é que a grande Ribeirão Preto, que é aqui perto, e estando por lá, sinto-me como se fosse São Paulo, e isto ajuda muito. Mais, minha ideia é um dia poder me fixar novamente no meu original ninho. Quando vou a Sampa, cada vez que me aproximo mais do Terminal Rodoviário Tietê, mais feliz vou ficando.


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Publicado em 22/04/2013 Francisco, muitas vezes tenho convite do meu irmão para morar no interior. Meu marido, quando vivo também queria voltar para Casa Branca e minha filha muitas vezes me convidou para eu ir morar em Uberlândia. Para todos eu sempre disse que jamais iria deixar São Paulo, acredito que não me adaptaria em nenhuma delas. Mas que bom que você tem vindo visitar nossa cidade. Um abraço. Enviado por margarida peramezza - [email protected]
Publicado em 22/04/2013 O que a gente não faz pela mulher e pelos filhos? Enviado por Marcos Aurélio Loureiro - [email protected]
Publicado em 22/04/2013 Eu tentei morar na praia, assim que me aposentei. Foi, praticamente, por um ano e senti esse vazio que você fala. É algo tão subjetivo que só mesmo sentindo é que se entende. Venha sempre e escreva muitos textos até se acostumar.Um abraço, Enviado por Trini Pantiga - [email protected]
Publicado em 21/04/2013 Sr.Lemmi, para tudo o que se opta na vida existe o ônus e o bônus. Poder visitar a terra natal é ótimo. Não se preocupe que com a velocidade que Sampa cresce logo, logo está chegando por aí; talvez no século 23???Abraço. Bernardi. Enviado por Ernesto Bernardi - [email protected]
Publicado em 20/04/2013 Sr. Francisco, é bem por aí mesmo a sensação que se tem quando se sai de uma cidade agitada para morar no interior, também passei por isso ha 29 anos atras, quando vim morar no Vale do Paraíba, mas com o tempo a gente acostuma e passa a gostar, tudo depende de como a gente se abre para a mudança, temos que nos preparar pscológicamente para isso, e leva tempo, ah o tempo esse é o nosso melhor amigo. Hoje é claro que vou a São Paulo, e quando isso faço fico muito feliz em rever o bairro em que nasci, alguns amigos e parentes. Mas a vida é boa seja em que cidade for, udo depende da nossa vontade de aceitar. Enviado por Maria Eugênia Clini - [email protected]
Publicado em 20/04/2013 Muito interessante,e compreendo,porque estou aposentado e pensando em mudar para uma cidade mais pacata, possivelmente no litoral, talvez Itanhaem,mas me pelo de medo de não entrosar e não saber o que fazer. Na Europa há cidades de porte médio, ou pequeno, onde há boas livrarias e atividade cultural,e o deslocamento para cidades maiores, por trem, é rápido e fácil,mas aqui, as cidades pequenas são desertos de atividade cultural. Estou avaliando... Enviado por Carlos - [email protected]
Publicado em 19/04/2013 Francisco eu compreendi tudo o que você relatou. Quando me mudei para Florianópolis, eu chorava muito. Tudo muito diferente, embora eu tenha uma paixão imensa por Santa Catarina desde sempre. A questão é que as raizes são profundas, e entrar na história dos outros não é nada fácil. A gente tenta entender as diferenças, se enfronhar, mas o novo contato com o mundo, valores, sabores, mexe demais com a sensibilidade. Mas o aprendizado é muito bom, sem dúvida. Vou a S.P, em média 2 vezes ao ano e, um mês antes de cada ida, já fico meio fora do ar de tamanho contentamento. Mas também gosto muito de voltar.Seja feliz, Xico, porque a vida tem passado rápido demais. Ô. Um abraço. Enviado por Vera Moratta - [email protected]
Publicado em 19/04/2013 Puxa, Seo Francisco, esse é o sonho de muitos paulistanos: se aposentar, mudar para uma cidade tranquila do interior e visitar Sampa sempre que tiver vontade. Espero que o senhor não demore mais tanto tempo para escrever histórias do seu tempo de office boy (que é igual goleiro). Enviado por Abilio Macêdo - [email protected]
Publicado em 19/04/2013 Sr.Francisco, notava mesmo que o sr. havia sumido em escritas no SPMC, as vezes um ou outro comentário. Seu texto me lembrou meus pais que diziam sobre a minha adolecência, quando me levavam ao clube em Mairiporã, em ia emburrada e assim passava o dia, na volta quando chegava próximo a minha casa era só alegria. Estou longe de Sampa hà 35 anos, mas muito bem na minha (já a considero assim) Campinas, onde conheci pessoas ótimas( que não são nascidas aqui), e amizades de todos esses anos. abs Enviado por marisa negri frediani - [email protected]
Publicado em 19/04/2013 A minha alegria também é imensa quando chego perto desse Terminal, principalmente para pegar um ônibus e ir para um lugar bem aprazível no Interior, coisa que eu fazia mais amiúde. Hoje eu torço para chegar um feriado prolongado para que MUITOS OUTROS façam isso e deixem esta cidade mais tranquila, com as ruas calmas e sem congestionamentos. Se Maomé não vai à montanha... Enviado por Tony Silva - [email protected]
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