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Categoria - Outras histórias O Pastel do amor Autor(a): Alvaro Glerean - Conheça esse autor
História publicada em 13/03/2013
Cidades como Poços de Caldas, Campos do Jordão, Rio de Janeiro, Santos, Parati, Curitiba, Salvador, Porto Alegre, Natal, Florianópolis, Fortaleza, só para citar algumas cidades brasileiras, além de muitas outras do mundo afora, são palco do encontro de casais que pela primeira vez se conhecem, seja por desejo pré-concebido, seja sem planejamento. No futuro estarão apresentando-se frente a um altar ou frente a uma autoridade civil para ouvirem a tradicional frase: "até que a morte os separe."

Provavelmente daqui a algum tempo essa frase deixará de ser mencionada pelo fato de se tornar obsoleta. Mas, enfim, a cerimônia continuará a existir com ou sem ela. Dizem alguns que esses encontros acontecem por obra do Destino (seja lá o que isso for). Outros mais místicos dirão que "estava escrito". Enfim são acontecimentos do dia a dia e que acontecerão até que a sociedade assim o desejar.

Na historieta que vou lhes relatar o fato aconteceu em uma prosaica feira livre em um dos simpáticos bairros de nossa São Paulo e segundo as não tão boas línguas, o atribuíram ao puro acaso.

Um rapaz muito bem apessoado, bem posto na vida, com 23 anos, ainda solteiro, com seus 1,80 m de altura, compleição atlética, dono de um belo e bem cuidado bigode, foi jogador amador de basquete onde tinha por apelido "baixinho". Deixou de praticá-lo por absoluta falta de tempo e não por causa do apelido como alguém poderia pensar. Passou então a praticar um esporte muito em moda, a escalada.

Em seu trabalho soube, por diversas fontes, que uma das maravilhas do mundo moderno eram os pastéis de feira. Em um determinado sábado (Destino ou estava escrito?), foi à feira próxima de sua casa. Literalmente babou ao degustar um de palmito. Claro que pediu mais um.

Essa visita à banca de pastéis tornou-se um hábito (dizem que quem não gosta de pastel não consegue adoçar a própria vida nem com mel!). Na terceira vez em que foi degustar o néctar inventado ao que parece pelos chineses (aliás, o que os chineses não inventaram?) reparou que havia uma jovem muito bonita que trabalhava junto a um casal de já idoso e um rapaz. Além de devorar um ou mais pastéis o rapaz passou a frequentar a banca devido também àquela jovem.

Com o passar do tempo, percebeu que ela notava sua presença e correspondia com seu mavioso sorriso. Não é preciso acrescentar que depois de algumas dezenas de pastéis os dois se enamoraram.

O problema, pensava ele, seria o consentimento dos pais da moça que eram de fato o casal de idosos. O fato se tornava um tanto mais complicado porque ambos eram de raças diferentes. Ele, descendente de italianos e ela, de japoneses.

De fato, no início houve certa resistência, mas com o passar de vários pastéis e tendo sido comprovada suas boas intenções e sua invejável situação, ambos partiram para um destino comum. Foram residir em outro bairro da cidade em um local onde, condição “sine que non”, fosse próximo a uma feira livre. Os pais da jovem após o casamento resolveram se aposentar.

Como em toda história, esta termina com a informação de que tiveram três lindos filhos e que viveram felizes por muitos e muitos pastéis, pois ambos não perderam o hábito de frequentar a feira livre.


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Publicado em 15/03/2013 Alvaro, eu adoro pastel, se deixar vai um atrás do outro. Valeu o pastel do amor, espero que o casal gozem da mais linda felicidade. Um abraço. Enviado por margarida peramezza - [email protected]
Publicado em 14/03/2013 Pastel é tudo de bom, até para acertar casamento. Enviado por Marcos Aurélio Loureiro - [email protected]
Publicado em 13/03/2013 Alvaro eu pensei que após o enlace eles abririam uma banca de pasteis na feira - Risos – Ou então que assumiriam a banca dos velhos. Forte abraço ... Enviado por José Aureliano Oliveira - [email protected]
Publicado em 13/03/2013 Amei! Tenho duas lindas netas, mestiças, do casamento de meu segundo filho com uma japonesa que é um encanto, linda, educada e mãe amorosa. Enviado por Trini Pantiga - [email protected]
Publicado em 13/03/2013 Que delícia, Álvaro. Que texto gostoso - bem como os pasteis. Ainda bem que, na boca, existe um espaço chamado céu. Gostei muito, meus parabéns e um abraço. Enviado por Vera Moratta - [email protected]
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