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Categoria - Outras histórias Encontros marcados Autor(a): André Luiz Penteado - Conheça esse autor
História publicada em 07/03/2013
Olá pessoal, olá amigos penhenses!

Após algum tempo afastado, retorno para matar minhas saudades e ativar as minhas lembranças de tempos mágicos, encantadores e que marcaram minhas lembranças. Na Penha dos anos 60 e 70, podíamos andar tranquilamente pelas ruas, sem a pressão do medo que hoje assola os grandes centros, ficávamos na rua brincando até tarde da noite e melhor, até determinado período não havia asfalto nas ruas, iluminação então praticamente não existia, brincávamos de esconde-esconde até tarde da noite - principalmente no verão, período de férias - a obrigação era de avisar em casa onde estávamos, de vez em quando uma mãe aqui outra ali chamava os filhos: venha fulano já está tarde. Parar de brincar dava um aperto no coração, só de pensar que no outro dia é que seria possível, parecia-nos muito distante ter que esperar pelo outro dia.

Lembro-me das quermesses, os balões então! Nossa! Quantas saudades! “Capelinha de melão é de São João é de cravo é de rosa é de manjericão...”. Os balões iluminavam o céu. Rodar pião na rua sem asfalto ou no campinho das peladas. Soltar pipas, ainda não tinha muitos fios para promover perigo. Viajar para o interior nas férias, nossa! Quantas ansiedades, deduzo que a maioria nem dormia direito, de tanta ansiedade. Entre as indústrias existentes na Penha, havia a Caio, que montava carroceria de ônibus e que permitia aos aprendizes iniciarem a sua introdução no mercado de trabalho.

Parques de diversões, como eram frequentados quando montados na Penha, a criançada vibrava por brincar nos carros bate-bate, roda gigante, espingardas de pressão, etc. O salão de bailes do Esportivo da Penha lotava aos domingos, depois "dos embalos de sábado à noite", o salão simplesmente não dava para se mexer, promovendo uma tristeza ao ir embora, sabendo que no outro dia era segunda-feira.

Por falar no Esportivo da Penha, o Carnaval era maravilhoso, tudo em ordem, todos se divertiam a beça. Festa do vinho, quem é que teve a oportunidade de participar? Quem ia embora a pé não subia as escadarias, eram intermináveis quando muito bêbados - bom seria se alguém promovesse esses encontros de jovens da nossa época. Não moro em São Paulo para organizar um encontro dessa natureza, mas com certeza participaria com todo o prazer, até para encontrar e reencontrar os amigos do passado. Um encontro marcado com músicas da época, Bee Gees, Folhas, Commodores, Os Incríveis, Peter Frampton, Donna Summer e outros. Um forte abraço a todos que participam dessa viagem no tempo.


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Publicado em 08/03/2013 André Luiz Aos Penhenses de plantão, e olha que tem muitos por ai. A Regina Célia mesmo já comentou que quando ela ficou um pouco mais velha (ela fica velha aos poucos) risos – Eta conversa animada só – Abraços Luiz ... Enviado por José Aureliano Oliveira - [email protected]
Publicado em 07/03/2013 Vivi nessa época nesse bairro tão querido! Só que era muito novinha e não frequentava o Esportivo, mas nas quermesses eu não faltava! A minha avó é quem fazia o quentão da quermesse da Nossa Senhora da Penha. Que festas lindas que eram promovidas naquela época! Era uma alegria viver naquele bairro calmo, simples e bem agradável! Quando fiquei um pouco mais velha, frequentava os bailinhos da Funil, do Buraco (era na minha rua). do Chacrinha... Adorava e adoro as músicas românticas daquela época (tenho todas no meu pendrive)! Digo sempre que somos felizardos por termos vivido na Penha, naquele tempo, naquela fase das nossas vidas. Abraço Célia Enviado por Regina Célia de Carvalho Simonato - [email protected]
Publicado em 07/03/2013 Andre, nasci e cresci no bairro da Penha de França. Tive momentos tão lindos quantos os seus.À noite muitas vezes era a lua que iluminava nossas brincadeiras de rua. Que tempo bom! Adorei ler seu texto.Um abraço. Enviado por margarida peramezza - [email protected]
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