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Categoria - Personagens Garrafeiros, catadores de papel, carrocinha! Autor(a): Diodi Okamoto - Conheça esse autor
História publicada em 12/12/2012
Antigamente eram conhecidos como garrafeiros. Passavam pelas casas recolhendo garrafas vazias (o grito: garrafeiro!). O tempo, a sociedade consumista mudou o panorama, os papéis, papelões, latinhas de cerveja para reciclagem transformam os garrafeiros em catadores de papel. São vistos como párias da sociedade, esquecendo de sua grande importância na indústria da reciclagem.

Somos bombardeados diariamente sobre a importância do lixo seletivo e, no entanto, nenhuma providência por parte da prefeitura. Tudo bem vamos colaborar separando os papéis, plásticos latas, etc. A minha parte está feita. Quem vem retirar o que separei? Não há coleta seletiva! Então é fácil chegar a TV e ficar criticando o povo ignaro. Quem é o meu salvador?

Aquele que leva as latinhas, jornais, revistas, garrafas pet, etc. empurrando o carrinho o dia todo, enfrentando um trânsito caótico para garantir sua sobrevivência o catador vem e leva tudo e ainda agradece. Não fosse por ele tudo iria para o lixo comum. São responsáveis pela reciclagem de tais produtos. É preciso dar um pouco de dignidade a esses homens (algumas mulheres) que por uma ninharia recolhem e abastecem nossa indústria de reciclagem.

A contribuição deve ser muito pequena, são como formiguinhas, mas fazem um bem incalculável para nós que separamos com carinho o lixo que o poder público não é capaz de levar. Ficamos com a sensação de dever cumprido graças aos catadores. Você, caro leitor, que lê este artigo com certeza vai ter outra visão dessas carrocinhas que de quebra levam alguns objetos inúteis da casa. Basta negociar. Aqui em Veleiros (Santo Amaro) um senhor sempre bem vestido, discreto, sem vício, empurra sua carrocinha como um “lord”. Pasmem, o homem tem 85 anos! Sua área de ação é Av. Rio Bonito, Av. Leblom e imediações.

Viva as carrocinhas e seus bravos dignitários. Atenção, está excluída aquela pequena minoria que só faz bico para comprar cachaça e dormir nas praças e ruas.


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Publicado em 14/12/2012 Simpática homenagem aos catadores de ferro-velho espalhados pela cidade. Parabéns, Okamoto.
Modesto
Enviado por Modesto Laruccia - [email protected]
Publicado em 13/12/2012 Minha rua deve ser rara exceção, pois toda segunda feira passa o caminhão da coleta seletiva. O que não exclui grande número de carroceiros, alguns com cachorros, pelo bairro, o que ainda dá mais tristeza. E seguem pela contramão, atrapalhando o tráfego... Enviado por Luiz Saidenberg - [email protected]
Publicado em 13/12/2012 Diodi, tenho um irmão, da irmandade do qual faço parte, que o pai dele chegou aqui em meados dos anos 50 e enriqueceram com este material que antigamente chamavam de ferro velho. Quanta riqueza desperdiçada e quanto papo furado mesmo. Enviado por Marcos Aurélio Loureiro - [email protected]
Publicado em 13/12/2012 Prezado Okamoto.
Belo texto, que vem de encontro ao meu texto Homens-Formigas. Um abraço.
Wilson
Enviado por wilson eugenio luizi - [email protected]
Publicado em 13/12/2012 Diodi - Aqui em Vera a dona Filó tem ate celular. É só ligar para livrarmos o que para nós e lixo, mas para ela é o ganha pão , fazendo parte daquelas formigas que contribuem para o bem do nosso planeta. Abraços ... Enviado por José Aureliano Oliveira - [email protected]
Publicado em 12/12/2012 Okamoto, temos a sorte no bairro em que moro, todas
as terças passa o caminhão da prefeitura coletando.
Certa ocasião onde trabalho, passava semanalmente um
coletor para recolher os recicláveis. Perguntei-lhe o porquê
dele trabalhar nesse ramo, pois oferecemos-lhe um emprêgo
para conosco trabalhar. Ele recusou e agradeceu e disse estar
feliz com o que fazia. Contou que mora na periferia em casa
própria, esposa e tem os filhos todos estudando, os quais mantém
com o serviço humilde que faz.
Consta que o Japão é o que mais recicla no mundo, só que
lá é por questão cultural e aqui, infelizmente, por necessidade
de sobrevivência. Parabéns pela narrativa. Abraço.
Enviado por asciudeme joubert - [email protected]
Publicado em 12/12/2012 Toda vez que vejo um carroceiro,meu coração entristece.As vezes me pego falando sózinha pedindo a Deus que lhe dê forças para trilhar êste árduo caminho... Enviado por walquiria rocha machado - [email protected]
Publicado em 12/12/2012 Belíssima homenagem aos nossos trabalhadores. Vem mesmo a calhar nesta época em que um grande número de brasileiros só sabe colocar a mão fora de casa para- ou ver se está chovendo ou esperar as tais bolsas misérias que tiram do brasileiro o que este teria de melhor- a dignidade. Enviado por Trini Pantiga - [email protected]
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