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Categoria - Outras histórias O vestido de noiva Autor(a): Aurora da Cunha Nunes - Conheça esse autor
História publicada em 22/11/2012
Cafelândia (SP), 1953.

Meu coração estava comprometido com um jogador de futebol de São Paulo, morador do Jardim da Glória, desembarquei em novembro de 1953, na Estação da Luz, pela linha Noroeste do Brasil. O casamento estava marcado para o dia 23 de janeiro de 1954, na igreja de Santa Margarida Maria.

Jovem do interior, naquele momento, o transporte do vestido para São Paulo era minha maior preocupação. Via Correio seria muito impessoal e sujeito a riscos, sem falar nos desvios. Somente eu, a noiva, poderia ser a melhor guardiã da elegante encomenda - feita de renda valenciana com camadas de tule.

A encomenda causou estranheza aos passageiros e também ao bilheteiro e me tornei alvo de inúmeros olhares. “Entubado” em cartolina, revestida com papel de seda, o vestido, em pé, parecia “um foguete”.

Pelo tamanho e forma da encomenda, o bilheteiro, de forma curiosa, perguntou se eu carregava ali uma “bomba”. Sem hesitar respondi, satisfeita e alegre, que se tratava de meu vestido de noiva. Uma felicidade tomou conta do vagão e o bilheteiro, rindo, disse que até o desembarque seria ele quem escoltaria o vestido até seu destino final.


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Publicado em 26/11/2012 Compartilho com a Margarida Peramezza a foto, mas enquanto isso fica aqui o divertido episódio de um momento especial. Um abraço Enviado por rita cassia oliveira - [email protected]
Publicado em 24/11/2012 Aurora, tem muita coisa boa prá se contar aí. Por favor, continue o texto, porque existe sonho, mudanças, novos projetos. Fico no aguardo. Um abraço e parabéns pela iniciativa. Enviado por Vera Moratta - [email protected]
Publicado em 24/11/2012 Aurora, poe proteção nisso!Tirando você, com certeza foi a melhor escolta que seu vestido já teve. Espero que tenha sido muito feliz no casamento, mande uma foto se tiver deste dia tão especial, só quero ver o vestido....rsrsrr. Um abraço. Enviado por margarida peramezza - [email protected]
Publicado em 23/11/2012 Aurora, espero que o seu "sacrifício" tenha sido recompensado com um bom casamento.
Agora, Cafelândia, faz fronteira com Pongaí, minha terra natal. Parabéns!
Parabéns!
Enviado por asciudeme joubert - [email protected]
Publicado em 23/11/2012 Aurora, imaginei a cena, realmente é para nunca mais esquecer. Fiquei curioso em saber quem era o felizardo jogador de futebol, mas acho que seria deselegante perguntar. Se voce disser qual o time e a posição que ele jogava já ficarei satisfeito (Estou brincado) Enviado por Abilio Macêdo - [email protected]
Publicado em 23/11/2012 Oi Aurora também fiquei curiosa para saber o nome do misterioso jogador,e mais curiosa ainda para saber se com este esforço todo em salvar o vestido,o casamento também se salvou .GRRRRRR!!!!!
Brincadeirinha, escreva-nos mais
Enviado por walquiria rocha machado - [email protected]
Publicado em 22/11/2012 Aurora – Gostaria de estar lá para ver. Mais uma vez se comprova a vaidade feminina. Na época a maioria do transporte era pela ferrovia. Quando mudamos para Sampa a mudança veio pelo trem da Paulista. Já pensou se todas as madrinhas fossem de Cafelândia. Haja foquete no vagão. Abraços ... Enviado por Jose Aureliano Oliveira - [email protected]
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