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Categoria - São Paulo da cultura, gastronomia, lazer e oportunidades A ariranha no Zoológico de São Paulo Autor(a): Ana Maris de Figueiredo Ribeiro - Conheça esse autor
História publicada em 12/11/2012
Este episódio ocorreu comigo no início dos anos 80 em São Paulo. Estávamos em férias e fui passear com minha mãe. Senti muita vontade de rever o Zoológico, então nos reunimos com primos e amigos para visitá-lo. Decidimos passar toda a tarde ali e saímos após o almoço. A chegada foi uma festa diante do verde exuberante e da grande quantidade de animais que avistávamos. Pássaros variados, tigres, leões, cobras, macacos, elefantes, até que avistei uma toca, que continha uma pequena tela bem fixada.

Lá embaixo, me deparei com um animal diferente, tratava-se de uma ariranha. Para observá-la melhor debrucei-me um pouco diante da toca e chamei uns primos, dizendo:

- Venham ver que interessante, parece um pouco com uma foca.

Mal pude terminar o que falava, pois a pequena, franzina e ágil ariranha subira com uma fúria louca quase arrancando a tela que a protegia e permitia que a observássemos no fundo da toca. Quase desmaiei de susto, mal conseguia ficar em pé e acabei sentando para tomar água e me acalmar.

Um dos responsáveis do zôo explicou o temperamento estranho do bichinho, que me pareceu tão dócil. Anos depois, soube por um jornal na TV, que uma ariranha arrancou o braço de um sargento do exército que salvou a vida de uma criança em um parque em Brasília. Só naquele exato instante vi o perigo que corri com os demais acompanhantes naquela visita ao zoológico. Este ano voltei ao Zoológico de São Paulo, já muito diferente daquele que havia visitado. Ao caminhar pelas várias alas, de carrinho ou a pé, logo indaguei:

- E a ariranha onde está?

Recebi a explicação de que já há muitos anos não havia nenhuma no local por sua periculosidade. Então, sorri aliviada e exclamei:

- Que bom!


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Publicado em 30/11/2012 Gostei dessa sua história. Eu também me lembro do caso da ariranha e do militar. Não sabia que era tão violenta. Enviado por Trini Pantiga - [email protected]
Publicado em 14/11/2012 Ana Maris,que susto, hein? Aquele abraço ! Enviado por asciudeme joubert - [email protected]
Publicado em 13/11/2012 Valeu Ana Maris por suas lembranças. Enviado por Clesio de Luca - [email protected]
Publicado em 12/11/2012 Ana Maris,
O ato de heroismo do sargento do exército que morreu para salvar a vida de um menino que caira no poço de ariranhas, no zoológico de Brasília, foi tema da crônica "Herói. Morto. Nós" de Lourenço Diaféria.
Enviado por Abilio Macêdo - [email protected]
Publicado em 12/11/2012 Ana - Curiosidades da infancia. Vivendo e aprendendo . Abraços ... Enviado por Jose Aureliano Oliveiraj - [email protected]
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