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Categoria - Outras histórias Posso tomar conta do carro? Autor(a): Ailton Joubert - Conheça esse autor
História publicada em 14/09/2012
Em uma noite desta de inverno, fui com minha esposa jantar na casa de meu mano - Cideme - tomar uns goles de vinho e saborear uma pizza, sim pizza... Fui eu quem quis... Começamos a relembrar passagens dos nossos tempos de garotos.

Aí fui no computador dele e escrevi esta estória e ele me ajudava a lembrar os detalhes.

O ano ao certo não me recordo, sei que éramos garotos e morávamos aqui na Parada Petrópolis/Brooklin.

O grande amigo do mano Cideme, Hermann, o qual chamávamos de Germano e que hoje não mora mais em São Paulo, mas sim no exterior, por certo lembrará, se esta ler, o fato que ocorreu.

Na esquina de nossa rua, defronte ao clube Banespa, havia um restaurante alemão, que acredito ser um dos primeiros a funcionar em São Paulo, cujo nome era Köbes.

Alguns dias da semana, principalmente nos finais, ia meu mano e Germano "tomar conta de carros" e faziam as mesuras tais como abrir e fechar as portas dos mesmos, tanto do lado do motorista, como do carona e falavam o clássico:
- "Posso tomar conta?".

Não havia como negar e quando saiam do restaurante os acompanhava até o carro e repetiam as mesuras e quase sempre ganhavam uma bela gratificação.

O "negócio" ia indo bem, até que uma noite, apareceram três moleques amedrontando-os e dizendo que também iriam "tomar conta de carros".

Ficaram intimidados, pois eles não eram de briga, ai meu mano, contando-me, disse que Germano sussurou:
- “Cideme, vá chamar o Ito e diga que a gente paga para ele para dar um ‘pau’ nesses caras”.

Veio me chamar. A casa ficava perto.

Colocou-me a par da situação e disseram que me pagariam bem. Pelo sim, pelo não, já fui pedindo o pagamento referente à parte dele.

Lá fomos e ao nos aproximarmos perguntei-lhe:
- “Quem é o valentão?”
- “Aquele grandão lá”, respondeu.
Aí meu mano recorda que já cheguei batendo, o cara caiu e chutei-o; no outro foi a mesma coisa e aí o terceiro saiu na disparada gritando:
- “Esse cara é louco! Ele é louco! Corram...”

E falei:
- “E se voltarem com turma, apanham mais...”

Ao virar-me, o Germano já estava com o dinheiro na mão para pagar, como quem diz:
-“Acho bom pagar logo...”


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Publicado em 18/09/2012 Ailton, vocês, na juventude, devem ter sido muito felizes e foram se fazendo homens prontos para enfrentar as adversidades. Um abraço. Enviado por Vera Moratta - [email protected]
Publicado em 17/09/2012 Muito engracado teu texto e voce deveria ser o irmao forte sempre defendendo os flanelinhas de antigamente, muito bom ! nao e a toa que seu irmao sempre paga a conta , como voce sempre afirma , nao e Ailton ? rs rs Abracos Felix Enviado por Joao Felix - [email protected]
Publicado em 17/09/2012 Puxa, ainda bem que eu tomava conta de carros bem longe daí, lá na Freguesia do Ò. Gostei da historia e estou de prontidão e em guarda esperando a próxima, Parabéns Ailton. Enviado por Arthur Miranda - [email protected]
Publicado em 17/09/2012 Esse seu texto recorda uma época que era comum haver a turma da rua, a da outra rua, etc, etc. Brigava-se com socos e o máximo eram umas pedradas que nunca miravam na cabeça ou no rosto. Cada turma tinha o seu fortão, a de meus irmãos, na Vila Monumento tinha o Euclides e o João do bar, moleques que todos temiam e que meus irmãos chamavam quando as turmas se enfrentavam. Não havia a violência de hoje e ninguém voltava armado para apagar o desafeto. Enviado por Trini Pantiga - [email protected]
Publicado em 17/09/2012 Bem humorada crônica. Quando era criança iniciei minha vida estudantil bem pertinho deste lugar, passava sempre em frente da esquina do restaurante alemão e as festas do Educandário Petrópolis erma realizadas no Clube Banespa. Parabéns. Enviado por Carlos Fatorelli - [email protected]
Publicado em 17/09/2012 Mano, você esqueceu de falar que foi com um cassetete de borracha que o Pai tinha. Mandei cópia para o Hermann ( Germano ). Enviado por asciudeme joubert - [email protected]
Publicado em 15/09/2012 Ito Valentão é brigão
Pra dar bofetão
Não presta atenção e nem pensa na vida
A todos o Ito intimida
Faz coisas que até Deus duvida ...
As briguinhas saudaveis da época . Abraços Ailton .
Enviado por José Aureliano Oliveira - [email protected]
Publicado em 14/09/2012 era normal na epoca a molecada tomar conta dos carros, eu tomava conta no pacaembu quando tinha o CARNAVAL NO GELO, faturava uma nota, Enviado por joa claudio capasso - [email protected]
Publicado em 14/09/2012 É tem que pagar rapidinho Enviado por alexandre ronan da silva - [email protected]
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