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Categoria - Paisagens e lugares Escola Maestro Fabiano Lozano - Vila Mariana Autor(a): André Bitencourt - Conheça esse autor
História publicada em 31/07/2012
Algum tempo atrás li algo sobre um especialista comportamental sobre as razões do saudosismo dos tempos de infância, interessante quando ele mencionou que as primeiras emoções da adolescência são marcantes porque o caráter e a personalidade estão em formação e acabam gravando memórias indeléveis.

Assim aconteceu em minha passagem na Escola Maestro Fabiano Lozano, na Vila Mariana Rua Humberto Primo com Arthur de Godói. Escola que remonta aos anos 60 de muita tradição no bairro, cheio de histórias e emoções!

Igual ao saudoso Jânio Da Silva Quadros, sou campo-grandense, MS, porém Paulistano de coração e alma, isso rendeu o apelido de Mato Grosso, o ano era 1993 e 94 e guardo no coração as aventuras e traquinagens que um garoto de 13 anos gosta de fazer, enquanto o Fernando respondia "presente" quando a professora chamava o André, lá estava eu na quadra jogando bola e a paga era escalar o Fernando para o time do recreio, pois era um perna de pau danado!

Todo o recreio as partidas de futebol eram disputadas com um fervor gladiatório, muito fanatismo e jogo sério, sem brincadeiras, o meu time da quinta série era muito bom, jogávamos em igual disputa com a oitava série, time quase imbatível com o Jacaré, Deoclécio, Fabinho, Pai Gil e Manoel no gol, estes faziam proezas jamais vistas em uma quadra de futsal. Acabei depois entrando na Seleção da escola e feito uma peneirada no Corinthians, e tive o privilégio que alenta muitos corinthianos: bater bola com o grande Rivelino, inventor do "Elástico". Porém a vida não me abriu as portas dos campos afora.

Tradição antiga no Fabiano Lozano passado de geração em geração é a "Rua do Pecado", sugestivo apelido da Arthur Godói, rua ao lado do colégio, estreita, com quantos “escurinhos” você pudesse escolher. Por lá os garotos iam "ficar" com as garotas bonitas da escola e com as mãos a percorrer curvas perigosas... Foi o lugar em que muitos de nós tivemos a imbecil ideia de acender o primeiro cigarro para provar às garotas do oitavo ano que já éramos adultos! Felizmente, consegui parar com a prática.

Quantas histórias de ti, meu querido Fabiano Lozano! Tinha o Gilmar, o cara que tinha sido achado na lata de lixo, Prof., Sônia, Sara e tantos outros que não me lembro mais, e teve uma vez também que algumas garotas alegaram ter visto a "loira do banheiro" e a gritaria foi geral. Um passado que não volta mais, porém como disse o especialista, está tudo gravado bem nitidamente e indelevelmente os dias em que vivi dentro do fabuloso Fabiano Lozano, com seus corredores e o andar de cima do edifício.

Retornei ao Mato Grosso do Sul, mas ao ir a Sampa sempre dou uma passadinha lá para marejar os olhos de água e sei que muitos aqui também tiveram suas aventuras nesta escola que tanto alenta nossas lembranças de infância.


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Publicado em 01/08/2012 André, parabéns pela narrativa de sua adolescência. Me permita só uma ressalva; O drible elástico, o próprio Rivellino disse que aprendeu com um jogador japonês, sim, japonês, quando ambos jogavam no aspirante do Corinthians. Enviado por asciudeme joubert - [email protected]
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