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Categoria - Nossos bairros, nossas vidas Compartilhamos a mesma história Autor(a): Ana Maria - Conheça esse autor
História publicada em 19/07/2012
Lendo a coluna: Conte sua história, eu e meu irmão nos identificamos com a mesma, pois vivemos na região, na década de 70. Morávamos no Edifício Alice, onde meus pais eram amigos do Sr. Azis e Dona Alice, proprietários do edifício.

Lembro-me como se fosse hoje, dia 7 de setembro, saíamos na sacada para apreciar o desfile, aguardávamos ansiosos pelo Agrupamento 9 de julho, onde um amigo que fazia parte da brigada morava no casarão onde hoje é o Fisk. Tinha também o Suvaco da Onça, um bar-mercearia de dois portugueses: Manoel (Manolo) e Fernando (Pisco), que ficava no térreo do Edifício Calux, ao lado do salão de beleza da Marina. Lá, também morava o Gamela, a dona Odila, sua esposa a qual tirávamos muitas gargalhadas quando o Gamela dizia-nos que sua mulher era 10% "narfabeca" referindo-se a pouca cultura que ela tinha.

No mesmo prédio morava também Dona Maria Vituso que, carinhosamente, era chamada pelas crianças de "Maria Pinguça", uma senhora de origem italiana que servia marmitas, e mamãe a auxiliava. Chega de falar dos personagens. No Edifício Brasil e Portugal, onde papai trabalhava em parceria com o "Velho Santine" e o Franco, o zelador que, por sua vez, era filho de santo, do Nagrete "babalorixa", notório na Cidade A.E. Carvalho.

No Alice, éramos tidos como “os selvagens do condomínio”. Brincávamos de escorregador, no corrimão do prédio, jogávamos ovos no Edifício ao lado (Calux) travava o elevador etc. (isso é só um pouco do que fazíamos). Muitas das vezes, papai nos alimentava com o fruto de pequenos delitos: furtava leite e pão que o padeiro deixava nas portas dos apartamentos, mas não nos faltava o pão de cada dia.

Sim Igor, temos fotos das décadas de 60 e 70 vamos postar e compartilhar com todos os interessados.


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