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Categoria - Personagens O inesquecível Manoel de Nóbrega Autor(a): Detto Costa - Conheça esse autor
História publicada em 18/06/2012
Na década de 70, eu trabalhava como um dos diretores do Programa Silvio Santos em São Paulo e um dos quadros que eu dirigi no programa foi o Sorria. Nessa época o programa era transmitido ao vivo, na antiga TV Globo na Praça Marechal Deodoro. Um dos quadros do Sorria era a consagrada Praça da Alegria, quadro que eu considero a maior ideia de humor em todos os tempos.

Naquela época o Programa Silvio Santos simbolizava os domingos paulistanos e porque não dizer de todo o Brasil. O programa era feito em São Paulo e era bem aceito,quebrava um tabu no Rio, onde até aquela época em termos de animador de auditório, só se admirava os que tinham o carimbo Carioca. Eu que era fã do Manoel da Nóbrega, era um simples telespectador quando morava em Recife, aliás "televisinho", porque minha família não tinha televisão. Ggraças a essas surpresas do destino que Deus nos reserva, me vi poucos anos depois dirigindo um programa que tinha esse meu ídolo, sob minha direção. Isso, confesso, nunca me deixava a vontade, apesar dele ser uma pessoa fora do comum.

Aprendi muitas coisas com o Nóbrega, que também trabalhou como redator nos E.U.A., entre elas o senso profissional, de que por mais problemas que você tenha, o seu dever tem de ser cumprido, pois você será sempre um escravo do seu sonho.

Mas, o momento mais inesquecível que passei com o Nóbrega, foi quando num dia ele me entregou um roteiro que eu não gostei, mas não tive coragem de dizer a ele. Eu guardei o roteiro e ao cumprimenta-lo quando ia embora, ele voltou e me pediu o roteiro. Eu entreguei e, para minha surpresa, ele o rasgou e me disse, me deixando estupefato com sua humildade:
- “Eu vi nos seus olhos que você não gostou, isso significa que você sabe que eu posso mais. E vou fazer para não decepcioná-lo!”. Isto eu jamais me esquecerei.


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Publicado em 16/10/2012 Sr.Costa, o respeito é a base de tudo. Quem convive com uma "fera" em sua atividade não esquece! Veio a recordação do pedido feito no ar ao Juca Chaves para não cantar mais uma música que fazia paródia com a Marinha do Brasil; e o Juca deu sua palavra ao Nóbrega e nunca mais executou a peça. Boas recordações e boa crônica. Abraço. Bernardi. Enviado por Ernesto Bernardi - [email protected]
Publicado em 16/10/2012 Sr.Costa, o respeito é a base de tudo. Quem convive com uma "fera" em sua atividade não esquece! Veio a recordação do pedido feito no ar ao Juca Chaves para não cantar mais uma música que fazia paródia com a Marinha do Brasil; e o Juca deu sua palavra ao Nóbrega e nunca mais executou a peça. Boas recordações e boa crônica. Abraço. Bernardi. Enviado por Ernesto Bernardi - [email protected]
Publicado em 24/06/2012 Minhas lembranças de Manoel de Nóbrega são do programa radiofônico "cadeira de barbeiro" com Aloisio Silva Araujo. Este o barbeiro e ele o freguês. Enviado por adelmo vidal - [email protected]
Publicado em 22/06/2012 Bonita Homenagem, Detto Costa, a uma das figuras mais marcantes e queridas do Rádio e Televisão Brasileira, o saudoso Manoel da Nóbrega. Acho que não existiu quem não gostasse do saudoso Manoel de Nóbrega, figura eternamente lembrada e com carinho. - abraços - Pedro Luiz Enviado por Pedro Luiz Boscato - [email protected]
Publicado em 19/06/2012 Parabéns pela tão merecedora lembrança do nosso ícone Manoel da Nóbrega,seu filho Carlos Alberto trilha o mesmo caminho de exemplos inarráveis do bem e do bom caráter.A generosidade e o respeito ao próximo se multiplicaram nas maõs destes homens,voce foi muito feliz em lembrá-los! Enviado por walquiria rocha machado - [email protected]
Publicado em 19/06/2012 Detto, meu querido. Um dos meus primeiros textos escrito aqui neste site, foi justamente sobre o nosso querido Manoel de Nóbrega: Titulo. Manoel de Nóbrega - O Criador da Praça publicado aqui em 27/11/2008 - a respeito de seu enorme coração, tenho horas para falar e escrever. Também nunca consegui contracenar com ele a vontade, pois o mesmo sempre fui muita areia para o meu caminhãozinho, Um homem incrível, e o meu maior ídolo da Teve Brasileira.
Belo texto Detto, falando de alguém que merece muito o nosso respeito e nossa eterna gratidão. Parabéns.
Enviado por Arthur Miranda - [email protected]
Publicado em 19/06/2012 Direto ao ponto. Ponto para você. Parabéns. Enviado por Pedro Cardoso - [email protected]
Publicado em 18/06/2012 Grande Nóbrega!O que conta é uma lição de humildade e o que sei sobre ele é que um dia ele disse que passou o Baú para o Silvio porque ele tinha certeza que em suas mãos o Baú não iria vingar. Lições de um grande homem.
Parabéns pelo texto, Que honra heim!
MC
Enviado por mary clair peron - [email protected]
Publicado em 18/06/2012 COSTA, PARABENS POR LEMBRAR DO SR. MANOEL DA NOBREGA, CARATER, DIGNIDADE, HUMILDADE, HUMANO, ETC., ETC,MAS EU O CONHECI NOS ANOS 64/65 ALI NO TEATRO RECORD CONSOLAÇÃO, HAVIA UM CORREDOR E TODO ELENCO DA PRAÇA DA ALEGRIA FICAVAM ENSAIANDO, FOI ASSIM QUE EU O CONHECI, EU ERA O.BOY E ESTAVA SEMPRE NO TGEATRO, ELE ÉRA SÉRIO, PÕE SÉRIO NISSO, ABRAÇOS, RUBÃO Enviado por RUBENS ROSA - [email protected]
Publicado em 18/06/2012 1945, 46, por aí, não tenho certeza. O nosso, um Pilot de 6 válvulas e ondas curtas, era o único rádio do cortiço da r. Ruy Barbosa, 468, no bEXIGA. Por aquele tempo o radialista Manoel de Nóbrega, à noite, por volta de 20 ou 21h, lia uma crônica num programete da Radio Cultura chamado "Boa Noite para você". Era um sucesso e esses 5 minutos diários o levaram a disputar e vencer uma eleição para Deputado Federal.
Mas devo voltar ao cortiço: D. Maria Capuano era nossa vizinha do quarto ao lado, parede e meia, e ouvia os programas que nós ouvíamos, juntamente com outros moradores, que traziam cadeiras e sentavam-se perto de nossa janela até ouvirem a voz marcante do Manoel de Nóbrega, encerrando a sua leitura: MEU BOA NOITE PARA VOCÊ. Às vezes minha mãe servia um café para os vizinhos ou eles traziam fatias de bolo ou de pão (racionamento, fim da guerra, lembram-se?). D. Luzia sempre tinha alguma coisa para complementar a "comilança", suas conservas que eram curtidas em barricas dentro de seu quarto...
Detto, suas lembranças despertaram em mim lembranças ainda mais antigas, dos programas de rádio e de Manoel da Nóbrega...
Abraço do Ignacio
Enviado por joaquim ignacio de souza netto - [email protected]
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