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Categoria - São Paulo da cultura, gastronomia, lazer e oportunidades Memórias farmacológicas Autor(a): Miguel S. G. Chammas - Conheça esse autor
História publicada em 14/02/2012

Nestes tempos de idade avançada, as visitas aos balcões das farmácias são constantes e caras. Nem o fato de prestar meus préstimos profissionais a uma rede farmacêutica reduz o custo das drogas que preciso consumir diariamente.

O preâmbulo deste texto é significativo. Hoje, depois de mais uma visita fármaco-turística para adquirir alguns produtos, aproveitei para conversar com o farmacêutico de plantão.

É um profissional com todas as características dos antigos farmacêuticos de outrora. Entende do riscado. Formado e depois de anos de vivência, chega a ser quase um clínico geral. Reconhece os males, sabe quais os medicamentos indicados para curar ou, pelo menos, servir como lenitivo, e pode nos facilitar a vida.

Pois bem, esse profissional me fez lembrar de outros, mais antigos, que na minha juventude me conheceram e medicaram com sucesso. Entre eles, lógico, estão o Haroldo e o Álvaro (este também muito conhecido do nosso querido baianobixiguense Nelson).

Lógico, todos os males que nos acometiam, antes de uma visita ao profissional médico, eu corria a falar com um dos dois. Era um tal de chegar na frente do balcão de vidro e dizer:
- Álvaro, peguei aquela gripe brava, me aplica uma bomba atômica que eu não posso perder o baile do sábado.

Ou, então...
- Haroldo, acho que vou precisar tomar uma série de penicilina - neste caso a bronca vinha com toda certeza, “você não vai aprender a tomar cuidado nessas suas orgias?”, mas depois da bronca vinha o tratamento e este, lógico, infalível.

Remédios, onde comprávamos? Eu os comprava nas farmácias do bairro, mas minha mãe preferia se deslocar até o centro da cidade e comprá-los nas farmácias tradicionais.

Lembro-me de algumas bem antigas: "O Veado de Ouro" na Rua São Bento, Drogaria Farto na Praça da Sé, e a principal, no meu modo de ver, a Drogadada, localizada na Rua 24 de Maio esquina com a Rua Conselheiro Crispiniano.

Eu gostava de acompanhar minha mãe até lá, pois, além de entrar numa farmácia instalada no subsolo da loja, podia tomar um suco de laranja feito em máquina especial - novidade na época - era fantástico.

Hoje as farmácias são, simplesmente, pontos comerciais, onde balconistas quase autômatos revendem remédios receitados por médicos, em receitas escritas em caligrafia quase ilegível ou, de conformidade com a lei, impressas em sistema de informática.

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Publicado em 23/02/2012 Belas memórias farmacológicas,Miguel.Lembro que minha mãe também pedia referências ao farmacêutico,ele era de origem nipônica,ela tb comprava no Veado de Ouro.Lembro que não deixava de levar biotônico,iodo e melhoral.Um abraço! Enviado por Ana Maris de Figueiredo Ribeiro - anama[email protected]
Publicado em 23/02/2012 Miguel, eu também já procurei auxilio farmacêutico para os males da mocidade, para dor de gsrganta nada melhor do que pincelar com azul de metileno (lembra?), abraços, Nelinho. Enviado por leonello tesser (Nelinho) - [email protected]
Publicado em 16/02/2012 Essa era a época dos farmacêuticos antigos e amigos que, o que prevalecia, antes de mais nada, a confiabilidade. Lembranças todas elas, devidamente enviadas com as respectivas receitas. Parabéns, Miguel.
Laruccia
Enviado por Modesto Laruccia - [email protected]
Publicado em 16/02/2012 Ao idoso brasileiro acima de sessenta e cinco anos é proibido:Empréstimos bancários,comprar carros por consórcios,pagar menos por planos de saúde.As passagens dos veícúlos públicos,aos idosos,são gratúítas.Mas, oss motorista dos ônibus não páram,o mesmo acontecendo ccom as lotações.Por isso,que às vezes da raiva de ter nascido aqui..Se tivesse nascido em Cuba,quem sabe não passasse por essas discriminações.Em Cuba,os governantes são maiores de 80 anos,e, nem pensam em deixar o poder. Enviado por MARIA TEREZA - [email protected]
Publicado em 16/02/2012 Miguel, onde eu morava eram as Farmácias do Paulo japonês. Do Heitor e Zezinho e a Farmácia do Seu Mário. Mas lembrar da Drogadada!!!!! Jurássico. Enviado por Marcos Aurélio Loureiro - [email protected]
Publicado em 15/02/2012 Caro Miguel, infelizmente com a chegada dos anos, quase todos nós somos fregueses assiduos dos balcões das farmácias e drogarias. Eu ainda posso dar-me ao luxo de ter alguns medicamentos em casa, devido a minha profissão de propagandista de produtos farmacêuticos (aposentado) Apesar disso, ainda tenho que comprar alguns. Que se há de fazer? Faz parte da vida! Abraço Grassi Enviado por J Grassi - [email protected]
Publicado em 15/02/2012 Sr.Miguel, sua narrativa me fez lembrar do nosso querido Sr.Luiz, que na verdade chamava-se Romeu.Era o farmacêutico da família, quando tínhamos que tomar enjeção, ele ia em casa com uma pequena latinha mais parecendo um porta óculos, onde trazia as agulhas e o material para os devidos fins. O médico só nos via exporadicamente.Ele era nosso Dr.e amigo.Hoje já falecido, seu filho Carlos tornou-se médico e dos bons, influência do pai.Abraços Sônia Enviado por Sonia Maria de Paula - [email protected]
Publicado em 14/02/2012 Miguel, com os meus 72 anos digo sempre que a carcaça esta boa, mas precisa trocar as peças e não tem jeito, eu tomo remédio para Depressão, Pressão, Desgaste nos joelhos, não consigo usar aparelho de ouvido porque me ataca a labirintite ou ficar muito tempo em frente do computador por causa da minha vista e outras coisas mais? Aproveito para agradecer sua atenção no encontro de Redondas no dia 10/02 junto com minha irmã Anna Georgina e minha sobrinha Ana Cristina, pois tive duas alegrias uma de conhecer os autores que estiveram na Pizzaria Brás, comemoração dos 80 anos do Modesto, e outra que me livrei da Síndrome do Pânico, pois viajei sozinho de Taquaritinga até a Capital (350quilometros) coisa que não fazia a cinco anos, do Pânico acho que consegui me livrar. Um forte abraço Adolpho Adduci. Enviado por Adolpho Adduci - [email protected]
Publicado em 14/02/2012 Eeee, Miguel, grandes orgias? rsrsrs.
Seu texto me fez lembrar da "Ao Veado de Ouro"; que tempo bom!Era verde o rótulo se nao me engano. Adorei
Enviado por Cida Micossi - [email protected]
Publicado em 14/02/2012 Bem lembrado Miguel, o farmacêutico da época era bem significativo na vida da gente.Lá na Penha tínhamos a farmácia Mardem e o profissional estava sempre ali para nos atender da melhor forma possível.Um grande beijo. Enviado por margarida p peramezza - [email protected]
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