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Categoria - Nossos bairros, nossas vidas Caxingui minha casa, quantas saudades Autor(a): Aparecida de Fátima Ferreira Araujo - Conheça esse autor
História publicada em 08/02/2012
Eu Fátima, nascida no Jardim América, dia 25 de janeiro de 1963 e moradora do bairro do Caxingui. Tenho boas lembranças de lá, morava na Vila Letícia, descíamos a rua (eu, minha mãe e meus três irmãos) para a igreja de Santo Antônio, Na época a polícia era montada e a gente se sentia protegida.

Eu estudava na Escola Senador Adolfo Gordo, onde ganhei um diploma do dia da ave, pois desenhei um passarinho que foi considerado o melhor da escola. Tem até assinatura do Pelé e outras celebridades. Meus três irmãos estudaram nesta escola; um hoje é engenheiro, mora em Ilhéus e trabalha no Hotel Transamérica, o mais velho já partiu. Eu sempre fui chorona, então meu pai brincava comigo dizendo que eu era a regência, fábrica de roupas que na época havia.

Onde existem todos estes edifícios antes existia uma lagoa, a qual foi transformada em aterro. O padrinho do meu irmão caçula morava uma rua depois da igreja na mão esquerda de quem vai sentido Pinheiros. Lá morava a avó Carolina que viveu muitos anos eu tenho até hoje guardado um recorte de jornal amarelado pelo tempo; onde anuncia o falecimento da vó.

Lembro do relojoeiro que ficava num ponto de comércio do lado direito da igreja, só não me recordo o nome. A Letícia não sei se ainda vive, se estiver com vida acho que já atingiu mais de 80. Minha mãe trabalhava de doméstica e adorava este lugar! Era querida por todos! Trabalhava muito.

A gente, quando éramos pequenos, tínhamos amizade com o Guto, filho do Moacir Franco. Pendurávamos um pneu numa arvore que tinha ali na calçada, era nossa balança. O leite era entregue na porta de casa junto com o jornal. Recordo-me até hoje do litro de vidro grosso, uma delícia! Hoje em dia o leite em caixa pode ser bom, mas igual aquele não existe mais.

Detalhe: não havia perigo, nunca sumiu nem jornal nem leite. Minha mãe viveu e morreu querendo voltar para lá, nós falávamos para ela que as coisa mudaram, que aquele Caxingui já havia mudado... Moramos hoje em dia em Embu das Artes, mas sinto saudades de minha cidade natal e de meus pais que já partiram. Mas tudo faz parte...


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Publicado em 05/07/2012 Olá Fátima. Também nasci no Caxingui (em 1964)e estou nele até hj, pois trabalho na Rua José Jannarelli (resido em Taboão da Serra) e meus pais moram na Rua Prof. Osvaldo Teixeira. Estudei no Adolfo Gordo de 1970 a 1981 - do pré-primário até o 3o colegial - e tenho muitas saudades desse tempo gostoso e alegre que, infelizmente, não volta mais. O bairro calmo e acolhedor de outrora mudou bastante, mas a vida prossegue. Felicidades!!!! Enviado por MArco Graciano - [email protected]
Publicado em 14/02/2012 Simpáticas recordações de um bairro com pontos inesquecíveis. Parabéns, Aparecida.
modesto
Enviado por Modesto Laruccia - [email protected]
Publicado em 09/02/2012 Aparecida: Nasci no Caxingui em 1949, Rua Quitanduba. Lá nasci, cresci, alfabetizei-me, namorei, casei, tive filhos, joguei no Nacional (O outro time do Caxingui era o Gremio). Vivi toda minha vida no caxingui até 1976,quando precisei mudar de residência , eis que meu pai vendeu a casa da Rua Quitanduba. Quando lí que tinha um texto com o nome do Caxingui gravado, fiquei curioso por ler o mesmo, e lhe garantoque adorei seu texto, porque ele revela que assim como eu, você ama o Caxingui. Enviado por xico lemmi filho sãopaulino - [email protected]
Publicado em 08/02/2012 Olá, Fátima, quantas saudades, não? Eram realmente bons tempos, mas tudo muda.
Abraços
Enviado por Cida Micossi - [email protected]
Publicado em 08/02/2012 Aparecida de Fátima, nomes da mesma Mulher, Mãe terrena de Jesus; com esse nome é claro que vc deve ser a mulher mais protegida da Terra. Vim para o nosso bairro do Caxingui em março de 1954 e continuo até os dias de hoje em minha casa no Previdência na Francisco Morato...
O relojoeiro que vc fala era um nissei que tinha uma bancada na barbearia do Zé, ao lado da igreja. Ele está vivo, claro que envelhecido, mas está bem. Meus filhos também estudaram no Adolpho após sairem do Marechal e meu mais velho, o Júlio, foi professor lá durante alguns anos.
O Caxingui, atualmente, é bairro de bacana, sofisticou-se. Existem outros moradores e ex-moradores do Caxingui que escrevem para o site, mas ninguém mais caxingudo do que o Francisco Lemmi Filho, o Chico Quitanduba, o corinthiano mais renitente e empedernido de Jaboticabal.
Disponha desse seu criado
Ignacio
Enviado por joaquim ignacio de souza netto - [email protected]
Publicado em 08/02/2012 Aparecida, o seu texto é lindo cheio de bons sentimentos e saudades.Que bom que você tem tantas coisas bonitas para partilahr conosco! Também gosto muito do Caxingui. Meu pai trabalhou na Regência nos anos 50 e eu morei na Vila Sônia por dois anos, assim que me casei e, quando vou a S.P., me hospedo ali. O seu bairro é bonito, interessante e cheio de bons momentos Um abraço. Enviado por Vera Moratta - [email protected]
Publicado em 08/02/2012 Linda história sobre o Caxingui contada com muita saudade,emoção e detalhes preciosos por vc.Parabéns pelo registro importante! Um abraço! Enviado por Ana Maris de Figueiredo Ribeiro - [email protected]
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