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Categoria - Outras histórias Viva! Autor(a): Aparecida de Lourdes Micossi Perez - Conheça esse autor
História publicada em 07/12/2011

Lembro-me com saudades de alguns lances de minha infância e mais um deles contarei aqui. Sou a caçula de uma família de três irmãos e meu pai, muito alegre, me contagiava. Assim era nossa vida em São Paulo: pobre, porém feliz.

A casa que ele conseguira a custa de muito trabalho e economia ficava no alto e aos poucos mandou construir mais duas na parte baixa do quintal (terreno em desnível), onde moravam meus tios e um casal amigo que nos pagavam aluguel; assim a vida começou a se tornar mais confortável.

A água era retirada do poço por uma bomba que ficava dentro de uma peça de madeira bem grande, chamada por nós de "caixão da bomba". Era coberto e bem tampado e lá brincávamos meus irmãos, meus primos e eu; ficava próximo ao tanque de lavar roupas.

Certo dia, ouvimos palmas no portão e as pessoas foram logo se identificando: duas moças se diziam promotoras e estavam lançando um produto novo no mercado (alguns aqui devem se lembrar que até meados de 1950 só se usava sabão em barra) e queriam fazer uma demonstração. Pediram à minha mãe que tampasse o tanque de lavar roupa e o deixasse encher pela metade. Como flocos de neve caindo, o produto foi misturado à água e pela agitação das hábeis mãos daquelas moças, formava uma espuma que deixava a roupa incrivelmente branca! Espanto geral!

Maravilhadas, minha mãe, minha tia e nós, crianças, vibrávamos com a novidade, nada menos do que o sabão granulado Rinso! E o melhor de tudo foi que elas deixaram duas caixas como brinde.

Passou a circular nessa época nas rádios a propaganda onde alguém gritava:
- “Viva o sabão granulado Rinso!” - e outras vozes respondiam:
- “Viva!”

Mais uma das novidades de consumo, vindas para facilitar a vida das donas de casa da época: Rinso, filho do sabão em pedra e pai do sabão em pó.
- “Viva!”


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Publicado em 12/12/2011 Acho que nem vendedora da Avon tocando a campainha existe mais... Enviado por newton - [email protected]
Publicado em 11/12/2011 a caixa de rinso era verde as letras brancas e tinha uma mulher sorrindo lavando roupa.
estou me lembrano do primeiro detegente ODD.
Enviado por jose rillo matutanor - [email protected]
Publicado em 09/12/2011 O Marcos Aurelio lembrou que a Cida lembrou do macarrão dos Matarazzo. Bom lembrar que a industria nacional começou mesmo prá valer quando a Matarazzo embalou a banha naqueles pacotes retangular. Enviado por juca - [email protected]
Publicado em 09/12/2011 CIDA, amei seu comentário ,sou fã de livros e tudo que lembre oque foi num passado para nós ,nem taõ distante,grandes novidades como o sabaõ em pó,voce se lembra dos primeiros´´bobies´´para deixar nossos cabelos encaracolados?abraços. Enviado por luziahelenajunqueiradasilva - [email protected]
Publicado em 08/12/2011 Cida, que legal! Eu me lembro do Rinso, da caixa meio azulada e branca estou certa?) Muito bom o seu texto e que procovou saudades. Um abraço. Enviado por Vera Moratta - [email protected]
Publicado em 07/12/2011 Cida você já lembrou do macarrão da Matarazzo, agora lembrou do sabão Rinso, só falta lembrar da Sardalina, 1,2 e 3 e do creme Rugol.Abração. Enviado por Marcos Aurélio Loureiro - [email protected]
Publicado em 07/12/2011 O RINSO, chegou depois virou OMO, e o que mais MINERVA hoje em dia é saber que os trés sempre pertenceram ao mesmo fabricante. Que sempre criaram as dificuldades para faturar nos vendendo facilidades, Boas lembranças Cida. Parabéns. Enviado por Arthur Miranda - [email protected]
Publicado em 07/12/2011 Só rinso mesmo. Enviado por Pedro Cardoso - [email protected]
Publicado em 07/12/2011 Cida,na casa de minha mãe só se usava o sabão em barra. Uma dureza para lavar as roupas da familia. Com o sabão em flocos em evidencia, a situação melhorou muito para minha mãe. Bem vindo foi este sabão. Um grande beijo. Enviado por margarida p peramezza - [email protected]
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