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Categoria - Outras histórias Minha infância na vila Monte Alegre Autor(a): Ana Maria Passaretti - Conheça esse autor
História publicada em 29/11/2011
Nasci em 1950 na Avenida Fagundes Filho. Meu pai era um próspero comerciante, proprietário da Casa de Carnes Monte Alegre, que vendia também artigos de mercearia, pão, leite, doces, cereais, etc. Era um pequeno supermercado, embora naquela época eles não existissem. Com isso minha família ficou conhecida no bairro, e meu irmão Nelson, tinha muitos amigos ali.

Estudei na Escola Paroquial São Judas Tadeu, com a senhora Lourdes, e também no nos colégios Jabaquara e Alberto Levy. Apesar de não ser tão "bagunceira" quanto meu irmão, tinha muitos amigos nos bairros de Vila Guarani, Bosque da Saúde (estudei também no Colégio Santa Amália), Jabaquara e Vila Santa Catarina.

Algumas pessoas marcaram minha infância e adolescência, como a família Farah, ‘Seu’ Abdala e ‘Dona’ Sumaia e seus filhos Jorge, Luiz, Issa, Zidam, Farah, Lidia e Adélia. Tinha também a senhora Ermelinda e sua filha Neide, que até hoje mantemos contato (ela já é bisavó). ‘Dona’ Elvira, uma ótima benzedeira, ‘Seu’ Gaspar e a senhora Linda, com seus filhos Áureo, Mitu,Toninho e Zeca; o Mario Tavolaro e a senhora Julieta, Marcos e Jaime; a família Haga: Paulo e a senhora Kasuko, Yassuaki, Pedro, Tetsuo, Alice e Beth (a nossa amizade dura até hoje).

Minha amiga era Ana Emilia Rodrigues, irmã do Naldinho. Tinha também o Arnaldo "barbeirinho" que fazia balões com meu irmão. Todos os anos, no dia de São João, a vizinhança se reunia em minha casa.

Um fato que me marcou muito aconteceu no dia 18 de agosto de 1963. Eu estava no portão com minha amiga Maria Regina Sandoval, quando vi sair de um baile na Rua Almirante Guilhobel, um rapaz com uma faca presa na barriga. Caminhou mais um pouco e caiu morto. Logo em seguida trouxeram o assassino e ficaram esperando a polícia em frente minha casa. Nunca mais me esqueci daquele episódio. O rapaz morto era o Yrobume, que jogava bola no campo do Cruzeirinho com meu irmão.

Lembro-me também do Ernestinho, filho da senhora Santa, do Batatinha, do Toninho, da Neidinha, do Jamilo, da Mima, da Ivani, da Vera. Quantas saudades daquele tempo feliz, e quando penso naquelas pessoas é como se estivesse pensando na minha família. Pode ser que não citei alguém, peço desculpas.


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Publicado em 12/04/2012 Cara Ana Maria.
Adorei seus comentários e,em especial,quando recorda dos meus tios Abdalla e Sumaia e de meus primos.Também "curtí'os tempos felizes daquela época.Mas,com tudo passa,perdemos tio Abdalla e tia Sumaia e meus primos Farah,Jorge e,recentemente,o primo Zidan.Infelizmente nem tudo são rosas e a vida nos dá alegrias e tristezas com as quais temos que nos conformar.,Fique com Deus.
EDUARDO FARAH
Enviado por Eduardo Farah - [email protected]hoo.com.br
Publicado em 03/04/2012 Ana Maria tenho a sua idade ,e tantos nomes de pessoas que foram importantes para mim quanto você.Mas o diferente é que morei sempre na Zona Norte,e nunca nem ouvi falar nesta regiaõ, depois de encaminhar (e casar)todos os meus filhos,estou morando e trabalhando na primeira rua paralela a Av.Fagundes Filho onde lhe trás tantas recordações.Fiquei curiosa para saber o número do mercadinho e se ele ainda existe. Enviado por walquiria rocha machado - [email protected]
Publicado em 30/11/2011 PARABÉNS PELO TEXTO. VOCÊ DESCREVEU UMA HISTÓRIA COM TODOS OS DETALHES. ABRAÇO WALACE Enviado por WALACE - [email protected]
Publicado em 29/11/2011 Recordações de infância, alegres e trágica. A gente nunca esquece. Parabéns, Ana Maria.
Modesto
Enviado por Modesto Laruccia - [email protected]
Publicado em 29/11/2011 Ana Maria, por coincidência, moramos na rua Paracatú Nº654, (pegado à alfaiataria do "Carioca"), de 1960 até 1966 e sou casado com Leila Farah, irmã do Ramis, do Jupiter, Michel e outros...(filhos de DªZakie e Antonio Farah) a Leila é 13 anos mais "velha" que você porém, ela acha que, a "Familia Farah" que você aqui cita, é a do Tio dela (Ayud Farah e Nasha(Ignêz)Farah)que na época de sua infância, moravam onde é ou era a casa do Bachir(que fazia dôces) e o sr.Ayud tinha um açougue na rua Paracatú. A Leila conheceu a DªElvira e "suas cabras"rsrsrsrs e pergunta se você conheceu a madrinha dela (Penha)e suas irmãs Tita, Aurora e irmãos João e Fernando que eram filhos da DªLuiza "a portuguesa". Diz a Leila que, conheceu o sr.Abdalla e DªSumaia e seus filhos também...A Leila também estudou no Santa Amalia (alí perto da farmácia do sr.Benedito, na av.Jabaquara) Temos fotos deste tempo da rua Paracatú e se você quizer e se seu email estiver certo, posso lhe enviar...Mandamos um grande abraço à você e Familia - Flavio Rocha Enviado por Flavio Rocha - [email protected]
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