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Categoria - Outras histórias Um passeio na cidade de São Paulo de antigamente (relato de um acontecimento verdadeiro) Autor(a): Aclibes Burgarelli - Conheça esse autor
História publicada em 21/11/2011

I - Saudade

“Saudade, torrente de paixão, emoção diferente que aniquila a vida da gente. Uma dor que eu não sei de onde vem..." Somente a sensibilidade do cancioneiro para perceber a emoção diferente que recebe o nome de saudade. Expressão sem similar na fala das gentes do estrangeiro, porque brasileira é. Sou brasileiro, tenho saudade e a sinto juntamente com algo que aperta meu peito, meu coração e minha alma; entretanto, me faz muito feliz.

Viver com saudade é viver intensamente e a prova dessa assertiva está nos escritos que existem a respeito da Cidade de São Paulo, dentre os quais se destacam os de Afonso Schmidt, notável escritor nato de Cubatão o qual, embora nascido no ocaso do Século XIX, ingressou, com fúria de saudade, no século XX durante o qual traçou sua trajetória em favor da saudade de São Paulo.

II – O menino “Quina”

Na mesma época em que brilhava a luz de Schmidt, a Providência reservou ao menino Quina um pouco da mesma luz de tal sorte que a ele foi dada a oportunidade de se expressar, com o mesmo sentimento de saudade, a respeito de fatos que, na cidade de São Paulo, tatuaram sua existência terrena.

Quina, a bem da verdade, foi o apelido que pegou. O nome de registro oficial era Roberto, entretanto, por causa da inexistência de antibióticos e no começo da utilização da penicilina, contra infecções, as pessoas que eram afetadas pelo vírus da gripe, lançavam mão de cápsulas de quinina, do tamanho equivalente a uma moeda de 0,50 centavos de hoje. Era frequente a utilização desse medicamento manipulado pela família de Roberto e ele fazia propaganda dos poderes curativos das cápsulas ao ponto de receber o apelido de Quina.

Por ser frágil na estrutura orgânica, seus pais prometeram a si próprios que tudo fariam para proporcionar ao filho a maior liberdade possível, no que diz respeito a passeios, trabalho, estudo; enfim, o menino, com a devida orientação, faria o que bem entendesse fazer.

III - Os "Senta Pua" da FEB

Aos dez anos de idade, com o fim da Grande Guerra, por volta de 1945, foi levado a passeio, pelas bondosas mãos da mãe, ao centro da cidade, mais propriamente esquina das avenidas São João e Ipiranga, em direção ao Vale do Anhangabaú, porque, ali seria o desfile de recepção dos pracinhas brasileiros que participaram da Força Expedicionária Brasileira - FEB, os conhecidos "Senta a Pua".

Quina ficou emocionado e embasbacado com o grande portal, montado na Avenida São João, nas proximidades do Cine Metrô; sobre a trave horizontal do portal estava a letra V, grandiosamente a representar a vitória dos aliados. Felizes foram os momentos de visualização da chuva de papeis picados que despencavam do alto dos edifícios então existentes naquele lugar. A cena e o lugar ficaram gravados na mente do menino o qual, dada sua idade, nada entendia de conflito mundial. Sabia apenas que seu tio, por ser pracinha da FEB, proporcionou ajuda à família, por meio da Legião Brasileira de Assistência - fornecimento de alimentos, o que era muito bom para ele.

IV - O primeiro passeio só

Pouco tempo depois, então na década de 50, Quina decidiu dedicar os eventuais dias vagos para passear na cidade. Residia no Alto do Ipiranga, na Rua Bamboré, nas proximidades da Rua Dona Leopoldina, nas proximidades do conhecido salão de "bailinhos", conhecido por Dom Pedro.

Nos dias em que havia permissão dos pais para os solitários passeios, lá ia o menino. Quando completou 13 anos de idade decidiu conhecer o centro de São Paulo. Dirigiu-se ao ponto de bonde, na Rua Bom Pastor, na altura do Instituto Padre Chico, para ser transportado no famoso "vermelhinho" da CMTC - Alto do Ipiranga, até o terminal da Praça João Mendes, aonde se chegava subindo a Rua da Glória até seu início, local em que era feito o contorno para retorno, via Rua Conde do Pinhal e, novamente, Rua da Glória, sentido Cambuci.

V - A chegada ao centro da cidade

O bonde "Alto do Ipiranga" concluiu o trajeto na Praça João Mendes e o terminal era em frente ao prédio onde, no governo de Jânio Quadros, foi elevada a construção do atual Fórum João Mendes Junior. Uma vez que todos os passageiros deixavam, nesse local, o coletivo. Quina segurou no balaustre, pisou firme no estribo e contente sentiu o calor dos paralelepípedos do calçamento, apelidados de "macacos". Seguiu em direção à Rua Onze de Agosto até a antiga Praça Clóvis Bevilacqua que era formada, com destaque, pelo prédio belíssimo do Tribunal de Justiça, em cujo frontispício destacava-se o título “Tribunal de Jvstiça”. À frente da Corte havia um grande jardim, com área propositalmente arredondada para que, nas laterais, pudessem ser instalados os abrigos de passageiros das linhas viárias que ali tinham ponto: Belenzinho, Fábrica, Vila Prudente, Mooca etc.

Preferiu a Praça Clóvis Bevilacqua, porque um vendedor de amendoim e de caixinhas de uvas passas, de quem Quina ouvira comentários feitos por seu pai, costumeiramente negociava, na condição de avulso, esse mercado de consumo rápido. Era um senhor negro de cabelos alvos e muito risonho; externava, de fato, a simpatia aludida pelo pai de Quina. Utilizava um tabuleiro de madeira, dobrável e apropriado para corridas inesperadas, se, de represente, surgisse algum "rapa". Os "rapas", isto é fiscais municipais, naquela época usavam ternos escuros, coletes e o anunciador chapéu de feltro. Impunham respeito, temor e autoridade.

Com o gasto de vinte centavos, o bolso direito das calças de Quina foi abastecido de amendoim torradinho. O vendedor usava uma latinha de massa de tomate, evidentemente sem a massa, pois costumeiramente esse era o padrão de medida do produto e correspondia ao preço anunciado. O simpático senhor, com gratificante sorriso, ordenara que Quina abrisse o bolso direito e nesse recipiente despejara os amendoins. A propósito, Quina estranhou a preferência pelo bolso direito da calça e, certa feita perguntou ao vendedor porque não o bolso esquerdo. Em resposta o vendedor disse que era "canhoto". De imediata Quina não entendeu a explicação, mas, depois de meditar, compreendeu que era mais fácil o "canhoto" despejar a latinha de amendoim no bolso direito, do que no esquerdo.

VI – Na Praça da Sé o Cine Santa Helena

Da Praça Clovis Bevilacqua foi em direção à praça lateral, Praça da Sé, de onde se via o Edifício Mendes Caldeira ao longo e, do lado esquerdo, de quem olha a escadaria da Catedral, estava o portentoso Cine Theatro Santa Helena, com outro cinema, menos expressivo, instalado no subsolo do prédio, o Cinemundi. Olhou os cartazes a respeito dos filmes, mas, ao se lembrar da recomendação do pai, sobre a freqüência dos desocupados - ou ocupados com outros misteres - naqueles cinemas, deixou imediatamente o local, mesmo porque sua idade não permitiria adentrar no recinto, ainda que o quisesse.

Do lado oposto, quase na Rua Direita, ao lado do Restaurante do Papai, cujo acesso era feito por uma escada descendente, havia um bar famoso onde eram servidos os saborosos sanduiches de pernil, porém de forma especial e exuberante quanto ao molho e ao modo de se fatiar a carne, com o uso de afiada faca. A peça, de suíno bem criado, que mais parecia uma enorme clava medieval, permanecia deitada em uma grande forma de alumínio, sob a qual se mantinha o calor tênue de uma peça incandescente do fogão adaptado para a manutenção de calor fraco e permanente. O pernil não estava só, recebia a solidariedade de tomates suculentos, cortados em pedaços; cortes de pimentão vermelho que pareciam serpentinas e bastante argolas de cebola branca que mais pareciam brincos africanos, como a ornamentarem o totem assado; tudo a boiar na pequena piscina de azeite de tom avermelhado e responsável pela vaporização e volatilidade do sabor que instigava todas as narinas à grande distância.

De duas uma: ou Quina se punha a devorar um pãozinho embebido no molho, sem o pernil, mas bem baratinho, ou cuidava de economizar a única moeda que possuía e que serviria para a passagem do bonde e retorno à sua casa. Uma hipótese, necessariamente, excluiria a outra. Ademais, parte da verba disponibilizada pelos pais, já havia sido consumida; a prova do gasto liberal estava no recheio do bolso direito das calças, que teimava em manter o visível volume dos grãos torrados e acondicionados nas respectivas cascas quentinhas.

A tentação da gula foi vencida e Quina se conformou em manter, o maior tempo possível, o saboroso cheiro do virtual sanduiche e, resoluto, prosseguiu o passeio; afinal, ainda tinha alguns grãos de amendoim.

Naquela época, nos primeiros cinco anos da década de 50, a cidade de São Paulo passara por notório crescimento populacional, com a vinda de brasileiros de outras cidades, em busca de trabalho, porque borbulhavam oportunidades. Por essa razão o trânsito na Praça da Sé era intenso. Era permitido o estacionamento de automóveis, um atrás do outro, e Quina tinha a mania de observar as marcas dos veículos: Plymouth, Skoda, Chevrolet, Ford, Studbaker, Anglia, Morris, Cadillac, Simca e muitas outras comuns naquela época. Olhou carro por carro e, com esse exercício intelectual, não percebeu que se escoara quase uma hora do precioso tempo reservado para o passeio.

VII – Na Rua Direita os camelôs com gritos insinuantes

Satisfeito e atualizado quanto às marcas, cores e modelos dos veículos, reconheceu estar na Rua Direita, de intenso movimento de pedestres e de comércio. Porque também pretendia atualizar-se com as músicas de sucesso, naquela oportunidade, e não somente com as marcas de veículos, seu interesse voltou-se aos gritos dos camelôs que vendiam livretos com as letras das musicas. Para chamar a atenção dos pedestres os camelôs utilizavam da estratégia do duplo sentido, ou seja, algumas músicas, conforme o tom da voz, ao serem pronunciadas despertavam sentidos diferentes. Quina ouvira, à distância, os gritos apelativos dos vendedores: "Perdida", "Senhora", "Besame Mucho", "Perfídia", "Hipócrita". Outros vendedores, como em uma disputa de nomes mais contundentes, bradavam ao mesmo tempo: "Anjos do Inferno", "Prá Variar". "Mocinho Bonito", "Não vou para Brasília", "Tereza da Praia" e assim por diante.

Quina ria satisfeito com o espetáculo dos vendedores de letras musicais; aliás, todos os transeuntes que por ali passavam naquele momento riam e faziam troça. Alguns até ensaiavam algumas estrofes, como que em contribuição com a estratégia de "marketing" dos ambulantes. Passou em frente das Lojas Americanas em cujas gôndolas viam-se quinquilharias anunciadoras de preços convidativos. Mas seguiu em frente até deparar-se com o prédio da loja de roupas masculinas "A Exposição" e os olhares dos manequins seguindo os passos dos pedestres em qualquer direção, todos vestidos com o requinte da moda.

VIII – Rua São Bento e o bacharel dos sucos e linguiça

Dobrou à esquerda, na Rua São Bento, e novamente fora atiçado pelo atrevido cheiro dos assados, agora as linguiças de Bragança a rolarem nas peças em forma de tubo com calor suficiente para que fossem assadas por inteiro. Grossos gomos de linguiça giravam e a cada gota de gordura quente o sabor estonteava qualquer estômago menos preparado para o assédio. O cheiro provinha da parte da frente de um pequeno estabelecimento, em cuja porta as pessoas exibiam belos sanduiches, em pão francês recheado de molho de cebola e tomate. Ao fundo serviam sucos de frutas que fluíam por meio de pequenos tubos, ligados a uma peça sob a forma de grande garrafa, com o nome da fruta: "manga", "maracujá", "graviola", "abacaxi" etc.

O barulho dos liquidificadores (para a época, peças modernas) era música para a comilança. Corria a notícia de que o proprietário, um senhor distinto que, posicionado em um tablado alto, na caixa registradora barulhenta, trajava camisa listrada, óculos pequenos e redondos, gravata borboleta e suspensórios. Sua voz lembrava a do famoso radialista Silveira Sampaio. Esse senhor teria se frustrado com a carreira jurídica, embora tivesse concluído o curso nas Arcadas, não levou consigo o sabor acadêmico. Decidiu vender sucos naturais e linguiça calabresa (assada ou por quilo)... E ficou rico. O paradoxo da história residia na frequência, isto é na freguesia. Ao que se podia verificar a maioria dos gulosos eram os acadêmicos da São Francisco.

IX – Rua Riachuelo e as varas de bambu

Alcançado o Largo do Ouvidor, impressionou-se com as Arcadas e seguiu em frente pela Rua do Riachuelo. Ali, estranhou a presença de pessoas posicionadas em arcos, feitos de varas de bambu, mal vestidas, a discutirem negócios ininteligíveis para Quina. Estranho era o local em que ficavam essas estranhas pessoas, ou seja, em frente ao soberbo prédio do DAE de São Paulo. Em frente é o modo de dizer, porquanto ficavam mesmo encostados na parede do prédio, com uma das pernas dobrada e o pé, na posição típica, parecia querer empurrar o prédio com a ajuda das costas.

A primeira impressão gerada no espírito de Quina foi no sentido de se perguntar se essas pessoas eram praticantes de algum ritual pagão, cujo ambiente de trabalho era preparado com varas de bambu as quais exalavam odor forte de lodo. A estranheza, entretanto, foi dissipada ao perceber que um transeunte deu-se a negociar com o sujeito das varas o desentupimento de um esgoto na Lapa. A partir de então o passeador adolescente registrou no arquivo de sua intelectualidade mais uma lição de vida, quanto aos negócios realizados na cidade de São Paulo. Aqueles homens ganhavam a vida com desentupimento de esgotos, tarefa para a qual as varas de bambu eram instrumentos indispensáveis. Quina prosseguiu e chegou à Rua Quintino Bocaiúva para o curto caminho de retorno entre a Rua Riachuelo e a Praça João Mendes.

X - A Igreja São Gonçalo e a Padaria Santa Thereza

Não se esqueceu de fazer o sinal da cruz ao passar defronte à Igreja de São Gonçalo, onde descansava sua santinha protetora, em quem muito confiava. O caminhar provocou sede e, com o dinheiro contado, não se deu ao luxo de um caldo de cana ou mesmo de seu refrigerante preferido, isto é, o conhecido por "cerejinha", refrigerante que teria o sabor completado se acompanhado das deliciosas coxinhas cremosas de galinha provocativamente exibidas na vitrine da Padaria Santa Tereza. Impossibilitado financeiramente de expressivo gasto para essa aventura gastronômica, contentou-se com um copo americano de água, da torneira, gentilmente fornecido pelo garçom da padaria e o notável amendoim que, naquele momento, não era nada mais do que alguns grãos que se esconderam no fundo do bolso direito da calça de brim listrado.

Se portasse relógio - utensílio de luxo na época - Quina saberia que mais de cinco horas eram passadas; não se importou, porque estava no horário previsto.

XI - O Largo Sete de Setembro

No Largo Sete de Setembro avistou ao longe, na Rua da Glória, no sentido bairro/centro, o inconfundível bonde Alto do Ipiranga. Correu em direção ao terminal e conseguiu um lugar confortável em um dos bancos de madeira, instalado entre ambos os lados do coletivo, um atrás do outro, e, assim, cumpriu a promessa feita ao pai de não viajar no estribo.

Quase uma hora depois já estava próximo à Rua Bamboré, feliz com a viagem feita; recordava-se, com um escondido sorriso, das expressões provocativas dos vendedores de livretos de músicas da época: "Senhora", "Perdida", "Mocinho Bonito", "Ébrio"... Enfim, sem o expediente malicioso, no tom de voz, ao se anunciarem os nomes das músicas, os vendedores não conseguiriam vender o livretos.

XII – Novamente saudade

Hoje Quina está só, envelhecido, sentado em uma desconfortável cadeira de um asilo qualquer, porque seus familiares não dispõem de tempo para dele cuidarem. O apelido se perdera no tempo. Agora, na condição apenas de "o velho senhor Roberto"; sente a torrente paixão, uma emoção diferente que aniquilou sua vida... Sente muita saudade.


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Publicado em 23/11/2011 Poeticamente estruturada, esse passeio ao passado que me acolhe, também, traz em seu bojo, um doce viver na época de alegres e felizes condições de nossa juventude. Se for ou não, autobiográfica,sua crônica inspirada e muito bem distribuida em parágrafos emocionantes e prazeirosos de se ler, com informações exatas, nos remete aqueles anos que não voltam mais.
Parabéns, Burgarelli.
Laruccia
Enviado por Modesto Laruccia - [email protected]
Publicado em 22/11/2011 Lindo texto e tambem me deu a sensação de ser auto biografico. Será?
Alexandre
Enviado por Alexandre Ronan da Silva - [email protected]
Publicado em 22/11/2011 Burgarelli, lembrei-me do nome da "Leiteria" da rua São Bento, alí pertinho da Praça Patriarca...que servia as saborosas "linguiças de Bragança"...chamava-se LEITERIA CAMPO BELO !!! - Flavio Rocha Enviado por Flavio Rocha - [email protected]
Publicado em 22/11/2011 Flávio, com a licença do Aclibes, meu mano disse que é "California" pois ele ia sempre lá. Enviado por asciudeme joubert - [email protected]
Publicado em 22/11/2011 Caro "Quina": que bela travessia a sua, com pouco dinheiro, mas os olhos deslumbrados "de ver" a maravilha que já foi o centro de nossa cidade.
Nós, antigos moradoores de São Paulo, fizemos proezas semelhantes, em diversas épocas, todas encantadoras. Tudo isto terminaria após os anos 70, pela explosão desmesurada da cidade, e a fuga de suas principais firmas do centro. E finalmente, do próprio Centro, deslocando-se , qual uma galáxia, para novas regiões: Paulista, Berrini...abraços.
Enviado por Luiz Saidenberg - [email protected]
Publicado em 22/11/2011 Lindas lembranças e salvas de se perderam para sempre. Belo texto me fez lembrar do centro no início de de meus trabalhos. Comprava e vendia flâmulas para colecionadores lá na praça Júlio Mesquita e havia várias com caricaturas do Senta a Pua. Pensei que só eu tivesse matado a fome com pão com molho sem pernil ? rs rs rs e porque hoje não é tão delicioso ?? Reparei que o site SPMC serve também como ótimo remédio para memória, pois alguém ascende algo, dai uma luz nos leva a verdadeiras viagens ao passado. Abraços Enviado por Sérgio Kamada - [email protected]
Publicado em 22/11/2011 De minhas memórias da Rua S. Bento, lembro de duas leiterias: a Pereira, que talvez ainda exista, perto do Mosteiro, e a Campo Belo, quase na esquina da Patriarca. Defronte a esta é que ficava a Casa California, famosa pelas linguiças de Bragança. Era vizinha à antiga loja A Exposição. Enviado por Luiz Saidenberg - [email protected]
Publicado em 22/11/2011 Burgarelli, de fato, com as memorias "mais afiadas" do Saidenberg e do Joubert (agradeço aos dois) acabei me lembrando que a Leiteria Campo Belo, Pereira e Americana (esta na rua Xavier de Toledo) eram mais "sofisticadas" e assim, onde de fato se faziam os "fabulosos" sanduiches de calabreza bragantina, era na CASA CALIFORNIA, e "peço perdão" ao já finado sr.Carvalho,(seu proprietário) pelo meu lapso de memoria, com o qual batí muito papo na minha juventude, (anos 60) naquele local tão apertado, que muitas pessôas comiam seus "sandubas" em plena calçada, tomando também, seus sucos saborosos... (valía por um almoço) abraços - Flavio Rocha. Enviado por Flavio Rocha - [email protected]
Publicado em 21/11/2011 Mas que inferno de texto prá cutucar nossa memória afetiva, Aclibes... Creio que todos nós que lemos e/ou escrevemos algumas palavras neste site, já percorrems esses caminhos de saudades. Saudades da infância, saudades de nossa adolescência, saudades de nosss pais, do amendoim torradinho, quentinho em nossos bolsos, dos bondes, da garoa da cidade...
Obrigado por me fazer lembrar dessas coisas.
Abraço do Ignacio
Enviado por joaquim ignacio de souza netto - [email protected]
Publicado em 21/11/2011 Nobre amigo virtual. Dá-me a sensação de estar lendo uma narrativa auto-biográfica de sua pessoa pelo riqueza de detalhes. Mas o parágrafo final, deixou-me dúvidas. Parabéns pela excelente "crônica". Um abraço! Enviado por asciudeme joubert - [email protected]
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