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Categoria - Outras histórias Padre Balint e a colônia romena de São Paulo Autor(a): Dan Boghiu - Conheça esse autor
História publicada em 05/10/2011
Nos anos 50 chegaram á São Paulo, vindas da Europa, umas 40 famílias de romenos imigrantes. Foram acolhidos pelo padre Balint que, como ele contava, tinha vindo para o Brasil com a ajuda do Vaticano no ano de 1926.

A origem do padre Balint era da Transilvânia de Sibiu na Romênia. Como sacerdote católico e missionário se destacou pelas obras que idealizou, ficando conhecido não somente no Vaticano mais em toda a cidade de São Paulo. Idealistas como ele foram poucos e, naturalmente, o reconhecimento estava nos diplomas que se encontravam nas paredes do seu pequeno quarto recebido como agradecimento por suas fantásticas obras pelos três papas.

Ele foi o criador do “Circulo Operário Ipiranga”, da “Colônia de Ferias em Itanhaém”, no Oceano Atlântico e do Hospital Leão Treze.

Por intermédio de uns romenos, o doutor Nicolas Iancu, Augustin Hila, doutor Popescu e outros, fomos conhecê-lo também.

Tive que reconhecer a ajuda que o padre Balint deu a colônia romena de São Paulo naquela época, pois ele, como católico, conseguiu do Vaticano a permissão de nos oficiar o serviço religioso ortodoxo, em romeno, por anos a fio, quando a colônia não tinha padre.

Eu, como presidente por muitos anos dessa entidade, tinha muito contato com ele (uma das minhas filhas ate foi batizada por ele).

O padre Balint não somente oficiava o serviço religioso em romeno, mas arranjava os lugares de oficiar tais serviços. Na Santa Olga, na casa feita por Jafet no Ipiranga, onde tinha uma pequena capela, ele fazia os serviços religiosos.

Depois do seu falecimento não sei o que aconteceu, pois eu voltei para a Suíça, devido cidadania da minha senhora.

Os romenos costumam usar a seguinte frase quando se lembram de um falecido:
- “Que a Terra que cobre os seus restos mortais seja leve!”


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Publicado em 21/05/2012 Tenho que agradecer a todos aqueles que leram o que esrevi arespeito do PADRE BALINT.Espero que os familiares vao poder complementar a historia,pois o padre mereceu.Os diplomas que o padre recebeu, de treis PAPAS confirmam isto Boghiu Enviado por Dan Boghiu - [email protected]
Publicado em 01/04/2012 Conheci o Padre Balint, quando eu era criança, da Igreja Santa Candida, na Avenida Ricardo Jafet. Enviado por Dora - [email protected]
Publicado em 24/03/2012 Há 5 anos, faço um trabalho voluntário na Penitenciaria Feminina da Capital, em S.Paulo SP,
atendendo as presidiárias num tratamento com Reflexologia.
Uma delas, é de origem ROMENA e sente falta de uma Biblia em Romeno.
Pergunto então para a comunidade Romena em S.Paulo, aode poderei comprar uma Biblia, para atender essa Senhora ??
Informem-me, por favor.
obrigado
Djalma de Oliveira Junior
fones 011 9828 7678
www.djalma.com.br
Enviado por DJALMA DE OLIVEIRA JUNIOR - [email protected]
Publicado em 26/11/2011 CARO DAN. Não somente conheci o Pe. Balint, porque nasci e moro no Ipiranga, desde 1938, como resido em um imóvel que faz frente para o imóvel onde morou o imrmão do padre e hoje mora o sobrinho do mesmo. Ao lado de minha casa mora outro sobrinho. Não dou mais detalhes para não invadir privacidade sem autorização, mas a memória, por eles, está guardada. A igreja que também nos lembra o padre é a Santa Cândida. Os fatos narrados, esteja certo, não morrerão tão logo. Enviado por ACLIBES BURGARELLI - [email protected]
Publicado em 10/10/2011 Dan, parabéns pela escrita. Conheci o Pde Balint e seus feitos. Minha tia era sócia da colonia de férias e como sua dependente eu participava daquela tão respeitada comunidade.Recordei com saudade a minha infância. Era tudo tão limpo naquele hospital e as irmãs que cuidavam dalí eram muito generosas.Não sei como está depois da ida do Pde Balint, vou procurar saber.
Um grande abraço.
Muita luz
MC
Enviado por Mary Clair Peron - [email protected]
Publicado em 08/10/2011 Realmente o padre foi uma figura importante para o Ipiranga. Desde menina, da janela de minha casa eu avistava o Hospital Leão XIII, imponente, charmoso. Dias deste passei pela Coronel Diogo e fiquei triste porque o Hospital Leão XIII ( hoje São Camilo) foi descaracterizado, destruida a fachada solarenga , transformada em um caixote de cimento, um horror!.Como diz Caetano Veloso , " a força da grana que ergue e destroi coisas belas...". Foi uma pena, Enviado por Trini Pantiga - [email protected]
Publicado em 08/10/2011 Não sei dizer que era o padre da Igreja São José do Ipiranga, mas la estive no dia 29 de julho de 1954, casamento do: Brás Osório de Oliveira e Deolinda Tangerino, sendo a primeira vez que ouvi o som de um órgão de tubos, que maravilha de som. Enviado por JCOliveira - [email protected]
Publicado em 06/10/2011 Com certeza são leves. Ele as fez assim através de suas obras. Enviado por Marcos Aurélio Loureiro - [email protected]
Publicado em 06/10/2011 Sr. Boghiu, o senhor nos escreve desde a Confoederatio Helvetica para nos instruir sobre o digno cidadão e sacerdote de mil habilidades que veio abençoar o Brasil com seu trabalho fecundo. Muito obrigado por sua nobre participação e a lembrança do CIDADÃO maiúsculo Pe. Balint da Romênia. Grande abraço aos amigos na CH. Atenciosamente. Bernardi. Enviado por Ernesto Bernardi - [email protected]
Publicado em 06/10/2011 Dan, meu primeiro emprego foi no Circulo Operário, na R Costa Aguiar. Conheci o Padre Balint e seu trabalho, de quem eu era muito admiridadora. Parabéns. Enviado por Márcia Sargueiro Calixto - [email protected]
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