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Categoria - São Paulo da cultura, gastronomia, lazer e oportunidades Minha primeira rádio-vitrola Autor(a): Adelmo Vidal - Conheça esse autor
História publicada em 04/08/2011

Já escrevi sobre a minha primeira geladeira, primeira TV e sobre minha primeira noite com ela. Como também contei sobre minha tentativa para ingressar no magistério. Hoje vou escrever sobre minha primeira rádio-vitrola.

Depois de ter "amargado" alguns anos como propagandista de produtos farmacêuticos, surgiu a oportunidade para mudar de emprego. Estávamos no ano de 1958.

Por intermédio de minha sogra, professora no Grupo Escolar da Freguesia do Ó, uma colega sua, também professora, disse que a empresa da qual seu marido era sócio estava precisando de uma pessoa de confiança para cuidar da parte financeira (pagamentos, cobranças, serviço bancário, e coisas correlatas). Combinamos um encontro com o empresário, que se deu em um banco do jardim da S. E. Palmeiras, na Rua Turiassu. Depois das tratativas, comecei a trabalhar.

Passados alguns meses, pensei em comprar uma rádio-vitrola. Em conversa com outro sócio, este se prontificou a irmos até o centro, mais precisamente no início da Rua José Bonifácio, onde havia uma loja de cujo gerente ele era amigo. E lá fomos nós. A loja era representante, entre outras marcas, da Telefunken.

Ao caminhar por entre os aparelhos deparei-me com uma rádio-vitrola maravilhosa: era uma Dominante. Móvel imponente. Para ter acesso ao rádio e ao toca-discos, dois tampos basculantes que ao se abrirem punham à mostra, do lado esquerdo, ao pick-up automático para doze discos, e à direita, um rádio de ondas longas e várias faixas de ondas curtas.

Após me informar sobre o preço e pensando melhor, preferi uma de menor valor de nome Serenata, também da Telefunken. O seu corpo, onde ficavam o toca-discos e o rádio, repousava sobre quatro pés "palitos". Apesar de sua simplicidade, tinha ótimo som, de "alta fidelidade".

Os primeiros LPs de Nelson Gonçalves e Ray Connif. Deitado no sofá da sala, ficava me deliciando com aquele som hi-fi.

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Publicado em 14/11/2011 ADELMO Essa era uma autêntica *RÁDIO VICTROLA* Em casa tivemos uma ABC A VOZ DE OURO (conjunto com o televisor)...Agora a minha primeira mesmo,foi uma vitrolinha Delta,ganha atravéz de uma promoção(1966) de uma marca de *Dentifricio* Hoje Creme Dental a qual ainda acompanhava um disco *não vinil* e sim plastificado do Agnaldo Rayol com a música A Praia (muitos aqui saberão a marca do ex-dentifrício) rs...São tantas recordações. Enviado por Marco - [email protected]
Publicado em 19/08/2011 Gostei muito do texto e do relato dos discos ouvidos.Nos anos setenta,vovó comprou para nós,uma potátil chamada Sonata.Parabéns! Enviado por Ana Maris de Figueiredo Ribeiro - ana[email protected]
Publicado em 09/08/2011 Doces e melodiosas recordações da primeira vitrola. Parabéns, Vidal.
Modesto
Enviado por Modesto Laruccia - [email protected]
Publicado em 05/08/2011 Adelmo, gostei da historia, primeiro por ter também possuído uma Telefunken (dominante), segundo por também ficar horas deitado no sofá em minha sala me deliciando com o som Stereo e possante da dita cuja. Terceiro,por ter nascido e vivido na Freguesia até o ano de 77, e quarto por ter estudado no Grupo Escolar Pe. Manoel da Nóbrega ao lado da Atual caixa dagua que eu não sei se é o mesmo no qual sua sogra leciona ou lecionou. Parabéns. Enviado por Arthur Miranda - [email protected]
Publicado em 05/08/2011 o meu foi um toca disco, paqueno so tocava um disco por vez, tinha varios discos de 78 rotaçoes,
lembro das musicas, coimbra, cubanaca, manmo jambo,zingara,etc,
adelmo, tambem fui propagandista,de 1962 a 1973.
Enviado por joao claudio capasso - [email protected]
Publicado em 04/08/2011 Adelmo, uns poucos anos antes, por volta de 55/56, eu com meus 16/17 anos tambem tive uma vitrola, não uma Serenata como a sua, mas uma simples Sonata, com caixa plástica e só o prato com 3 velocidades. Mesmo assim ouvi muitos discos na minha companheira musical. Enviado por Miguel S. G. Chammas - [email protected]
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