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Categoria - Nossos bairros, nossas vidas Por tudo que vi e vivi, amo São Paulo Autor(a): Antonio Carlos Caldas - Conheça esse autor
História publicada em 16/07/2010
Lembro-me muito bem, o ano era 1965 e o dia quarta-feira de cinzas.
Minha família e eu chegamos a São Paulo, numa chuva... E nós, eu meus pais e meus irmãos, todos na cabine do “FE NE ME” com nossa mudança...
Viemos de Andradas, sul de Minas Gerais, e fomos morar no Bairro do Sumaré.
Tínhamos na cabeça o endereço certinho: Rua Paris nº 62.
A Rua Paris não era bem uma rua, era um enorme buraco, sem asfalto. Nosso caminhão teve que parar na Rua Cajaíba e carregamos tudo embaixo de chuva, afinal o motorista precisava ir embora...

Da varanda, podíamos agora ver uma luz vermelha no topo de um prédio, era da TV TUPI, e nós nem televisão tínhamos, só rádio, que naquele ano explodia a música de Rita Pavoni, “Date me Martelo”, acho que é isso. E o Francisco Petrônio com o seu Baile da Saudade, um locutor que dizia toda hora “SÃO PAULO, A CIDADE QUE MAIS CRESCE NO MUNDO!”

Os dias foram passando e eu fui estudar no GRUPO ESCOLAR PORTUGAL. Tive que repetir o 3º ano porque, afinal, o estudo em São Paulo naquela época, falavam que era mais forte. Mas foi lá também que eu apanhei feio da professora e tive de ficar de castigo, de joelhos.

Mas depois do estudo, a minha maior diversão: carrinho de “ROLEMAM”. E sabe onde? Na Rua Cayowaa! Brincávamos tranquilamente por lá, verdadeiras competições!
Um dia meu pai me levou para um passeio “na cidade”, como era chamada a região central. Lembro-me que chegamos à Praça do Patriarca e, acreditem, aquele belo prédio do Unibanco já estava lá, em 1965!

Fiquei encantado, nunca tinha visto nada parecido. E tem mais, um dia fomos visitar minha tia, que morava em Pinheiros, de BONDE. O bonde vinha pela Av. Dr. Arnaldo e seguia em direção ao Bairro de Pinheiros. Chegamos aqui no tempo da garoa, das chaminés das fábricas e hoje, depois de 43 anos de luta, às vezes passo pelo Sumaré (que se não me engano, é um bairro tombado) e vejo que tudo por lá está muito preservado. A diferença é que graças às oportunidades que tive na Cidade de São Paulo hoje, troquei o carrinho de “ROLEMAM” por uma AUDI....

São Paulo para mim é tudo de bom. Amo São Paulo!
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Publicado em 21/10/2012 Que saudades como gostaria de rever amigos que ai deixei, nesta epoca eu morava na rua paris quase esquina com nova iork, gotaria muito de rever amigos desta epoca,mas não esta facil, alguns que me recordo bem, Edson del nero conhecido como Edson loco morava na nova york, Nelson baiano Laerte valilo sergio dinis tunito toninho da padaria esquina da saramenha lazinho alfaiate edgar da saramenha lorival irmão do cilica, marilena meu primeiro e grande amor maria tereza da padre agostinho mendicut Enviado por Antonio Zagari - [email protected]
Publicado em 22/07/2010 Belas recordações Antonio Carlos. O Sumaré também foi minha primeira lembrança de SP. Quando cheguei passi alguns dias na Rua Nova york na casa de uns familiares. Sai de São Paulo há 16 anos e hj moro em Brasilia. Mas, guardo doces lembranças do Belém o bairro que me adotou. Quando passo por esse site sempre me emociono. E vejo o quanto valeu a pena. Doces lembranças, doces histórias pra contar. Enviado por kelly - [email protected]
Publicado em 21/07/2010 Na década de 60 eu morava na Rua Saramenha, travessa da Av. Pompéia. Meu irmão estudou no Portugal, eu estudei no Clóvis Bevilacqua. Costuma ir aos programas da Tupi (Pé com pano, Canarinho) subindo pela Rua Paris até o alto do Sumaré. Brincava de carrinho de rolimã, jogava bola no campinho, empinava pipa, bola de gude. Boas recordações. Enviado por Sergio L. tavares - [email protected]
Publicado em 19/07/2010 Antonio Carlos, nossa cidade não para! Belos tempos aqueles, hoje ela é outra e a cada dia temos novidades. Enviado por -
Publicado em 18/07/2010 Belo relato de memória,texto interessante! Enviado por Ana Maris de Figueiredo Ribeiro - [email protected]
Publicado em 17/07/2010 Antonio, parabéns pelo texto, através de muito trabalho você conseguiu sucesso nesta nossa bela cidade, abraços, Leonello Tesser (Nelinho). Enviado por Leonello Tesser (Nelinho) - [email protected]
Publicado em 17/07/2010 Nossa... adorei essa história... eu também andei de carrinho de rolemam....coisa de moleque, mas eu era uma garota muito sapeca, rss.
Adoro São Paulo, exatamente por ser acolhedor, ter tudo o que você precisa.

Abs.
Cida.
Enviado por Aparecida Galhardo Dias Franco - [email protected]
Publicado em 17/07/2010 Antonio, linda descrição. Conheci bem esses locais, principalmente a Rua Paris, onde morava o senhorio do apartamento que aluguei no Sumarezinho em 1970.
Parabéns.
Enviado por Miguel S. G. Chammas - [email protected]
Publicado em 17/07/2010 Sem dúvida, Antonio Carlos, Audi é muito bom. Já tive um, recentemente, Sportback 2.0, Turbo.
Mas agora tenho um Porsche Boxer zerinho, que é muito melhor! Abs.
Enviado por Alberto Mastrangelo - [email protected]
Publicado em 17/07/2010 Antonio Carlos Caldas,belo texto,faço coro contigo amamos São Paulo, é a mãe do Brasil,biologica e adotiva de todos os brasileiros.
Esperamos mais histórias suas.
abs.
Enviado por vilton giglio - [email protected]
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