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Categoria - Paisagens e lugares Minha eterna Paulista Autor(a): Dora Patorini - Conheça esse autor
História publicada em 14/04/2010
Sou do tempo quando a Avenida Paulista era apenas uma alameda arborizada e florida. Eu morava próximo da Praça Osvaldo Cruz e adorava andar a pé pela Paulista nos finais de tarde até a Rua Haddock Lobo. Os tempos modernos chegaram e minha Paulista virou uma avenida. Ela perdeu sua agrestidade e ganhou um novo visual paisagístico, transformando-se na via mais famosa da capital.

Os casarões deram lugar a altos edifícios e as marcas da natureza que a caracterizavam foram substituídas por placas que indicam as ruas que a cruzam. Sua tênue iluminação, às vezes bruxuleante na nevoa da madrugada, quintuplicou em potência. As árvores floridas de todas as estações do meu tempo foram substituídas por moréias amarelas de verão e azaléias de inverno e o chão outrora dominado pelo verde foi tomado pelo concreto e asfalto com raros espaços para a grama do tipo amendoim.

As floreiras que vejo hoje ao longo de quase 500 metros me fazem lembrar com nostalgia o aspecto burlesco da região em tempos remotos. No lugar do canto dos pássaros, o som estridente de veículos. No lugar da quietude, perturbada somente por suaves brisas, a agitação de gente apressada. O tempo também tem pressa e quem não o acompanha fica para trás, como minha saudade da antiga alameda que guardo no meu coração de 84 anos.

Mas não deixo de sentir orgulho de ver minha alameda de passeios à sombra de copas de árvores frondosas transformada em símbolo do progresso do nosso país.


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Publicado em 15/11/2010 EU TAMBÉM TIVE MINHA ÉPOCA DE AV.PAULISTA, NO PERÍODO DE 1941 A 1948,PASSEEI MUITO NESSE LUGAR QUE CASAS MAGNIFICAS,COM SUAS TORRINHAS MINARETES, SUAS SACADAS,TERRAÇOS,FACHADAS DE MÁRMORES E PORTÕES DE BRONZE.A PAULISTA DE AGORA NADA LEMBRA A IMPNÊNCIA E A HUMANIDADE DAQUELAS DÉCADAS,. SÃO PAULO CRESCEU,MUDOU, DESCARACTERIZOU ,PERDEU SUA SENSIBIDADE,AGIGANTOUESE TORNOU FRIA.MAS É BOM RECORDAR






AGNIFICAS, COM SEU MINARETES,TORQUE CASAS M
Enviado por maria terezaÇA - [email protected]
Publicado em 19/04/2010 Você conseguiu transmitir para mim sua nostalgia.Eu sei o que é sentir saudade de um lugar que nunca mais voltará no tempo. Beijos. Enviado por Antonia - [email protected]
Publicado em 16/04/2010 Sra.Patorini, que ótimo quem tem memória para compartilhar as lembranças de via tão fundamental para os negócios do país. Meu "quintal" era o Trianon onde ia com o irmão mais velho e meu avô. Conjunto Nacional, Fasano e o cinema "Augustus?" E o que sobrou das mansões? A casa dos Scarpa? E o que mais? Abraço. Bernardi. Enviado por Ernesto Bernardi - [email protected]
Publicado em 16/04/2010 Desculpe, Dora, no comentárioa anterior escrevi seu nome errado e isso eu detesto. ´Patorini, não Pastorini.
Laruccia
Enviado por Modesto Laruccia - [email protected]
Publicado em 16/04/2010 tempos de outrora, ninguem mais se lembra nem desses termos nao eh? Dora, mas quem tem memoria como a sua e ama tudo que eh belo pode deixar-nos tao belas recordacoes da nossa linda Paulista.Eu amo ess Avenida ela me traz gratas recordacoes,embora sejam de mais pouco tempo, mas as suas lembrancas faz-nos voltar no tempo e isso e muito agradavel.. Enviado por rosa gouvea - [email protected]
Publicado em 15/04/2010 Dora, Bom poder ter lembranças tão lindas! Bom você poder repassar essas lembranças para nós que gostamos São Paulo. Infelizmente hoje os valores mudaram e a humanidade também, mas há espaços onde se pode ver e ouvir sobre esta cidade e conhecer melhor sobre sua história. Obrigada por nos dar essa oportunidade e dividir conosco suas lembranças. Escreva sempre pois, com certeza, você deve ter muito a nos contar. Um abraço. Consolata. Enviado por Consolata Panhozzi - [email protected]
Publicado em 15/04/2010 Tenho tristes lembranças do bonde 36, porque eu o pegava para ir ao dentista, que ficava nos Campos Elíseos. Eu descia na Pça Mal. Deodoro, entrava na rua dos Pireneus e pegava a Al. Ribeiro da Silva, onde ficava o consultório. Naqueles tempos ainda não tinham inventado o motorzinho de alta rotação, então imaginem o meu sofrimento. Enviado por Tony Silva - [email protected]
Publicado em 15/04/2010 Sua Paulista, minha cara Pastorini é, hoje, a maior potência econômica da America do Sul. Sinta todo o orgulho que quizer. Será pouco. Parabéns.
Laruccia
Enviado por Modesto Laruccia - [email protected]
Publicado em 15/04/2010 Relatos assim como os seus nos levam aos tempos de outrora.Lendo seu texto, como em um milagre, somos transportados àqueles distantes e perfumados tempos.Tenho fascinação pelos anos quarenta..Era menina,uma estrada imensa para seguir, um porvir... Tempos, estes têm o dom de nos levar para diante e para atrás...Comovente e encantador texto. Um beijo, Enviado por trini pantiga - [email protected]
Publicado em 15/04/2010 Dora,com toda sua agitação moderna, prédios, asfalto,nenhum verde,árvores sem vida,a nossa Paulista, como era naqueles anos, ainda esta la radiante.É só fechar os olhos e deixar as imagens rolarem.La esta ela a nos receber.Não vale chorar.Abrace-a e sinta o perfume de suas flores.Agora,Abra os olhos e ria,pois poucos tiveram a felicidade de ver a Paulista que nós vimos.
Patorini,a caixinha dos sonhos deixe sempre à vista,alguém pode abrí-la e ver as belas imagens.
Fábio
Enviado por Fábio Belviso - [email protected]
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