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Categoria - Personagens A Casa da minha avó Autor(a): Adriana - Conheça esse autor
História publicada em 05/03/2010
Bons tempos eram aqueles, quando eu ia à casa de minha querida avó, no bom bairro do Bixiga, atualmente conhecido como bairro da Bela Vista. Eu era filha única e meus pais trabalhavam fora e quando ficávamos sem empregada para cuidar de mim, era para a casa da minha avó que eu ia. Lá na Rua Santo Antonio, próximo da Rua Treze de Maio, eu passava horas felizes ao lado da minha avozinha, que infelizmente não está mais entre nós.

A casa dela era grande e tinha um quintal maravilhoso, onde a minha prima e eu brincávamos de tudo que se pode imaginar. Durante a semana, quando eu ia a sua casa, passávamos a tarde toda conversando. Eu adorava quando minha avó contava as histórias de sua infância e de como ela havia conhecido o meu avô. Aos finais de semana, mas precisamente aos domingos, era o dia da maravilhosa macarronada da minha avó, e lá eu ia com o meu pai e a minha mãe.

Enquanto ela fazia o seu espaguete com as bracholas, as minhas duas tias avós faziam o bolinho de carne e de arroz, que eu amava! Meu avô colocava na vitrola os seus discos favoritos e para petiscar, antes do almoço, um bom queijo e um belo vinho. Eu sempre brincava com a minha avó, dizendo á ela que a sua casa, um dia ia se tornar mais uma cantina do Bixiga.

Com o seu falecimento a casa foi vendida a uma mulher e infelizmente o que eu dizia a ela, sobre a sua casa virar uma cantina não passou de uma brincadeira! Hoje minha vida mudou muito e com a correria do dia a dia só me restam às lembranças da casa da minha avó, daquela rua e daquele bairro que nunca mais esqueci.


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Publicado em 27/09/2010 Adriana recordar é viver, estes momentos de carinho e respeito, aqueles que muito fizeram por esta São Paulo de todos nós, parabens pelo texto Enviado por achilles liparelli fila - [email protected]
Publicado em 19/03/2010 lindo de ler! o amor familiar! as lembranças! anos de inocência! nos mudamos, mas é imutável o tempo! outras crianças estão vivendo esse tempo! Enviado por turan bei - [email protected]
Publicado em 11/03/2010 Adriana," per bacco", como são iguais as casas das avós.São grandes, cheiram a amor(amor tem cheiro,sim), felicidade em cada canto, principalmente nos quintais; risos de alegria (há risos tristes),histórias que nos transportavam para um mundo de magia.Ah! os domingos.Que maravilha.Nele a família, essência da vida,reunida,aguardava entre risos, histórias, vinho, queijo e boa música, a fantástica macarronada da "nona".Que maravilha.Feliz aquele que viveu infância igual.Eu vivi, no bixiga.
Fábio
Enviado por Fábio Belviso - [email protected]
Publicado em 10/03/2010 Gostei mto da sua História, fiz até um trabalho com ela sobre RELATOS AUTOBIOGRÀFICOS.
más eu não sei que nota eu tirei ainda.
talves eu tire um 10 com uma historia dessa quem que não ia tirar um 10.
Enviado por LêH Tíìciia - [email protected]
Publicado em 10/03/2010 (Você diz...bairro do Bixiga, atualmente conhecido como bairro da Bela Vista). Adriana. Não é o Bixiga que é conhecido como Bela Vista. É o contrario. O apelido Bixiga (O certo é Bexiga) mas os imigrantes italianos pronunciavam Bixiga e assim ficou. Esse apelido veio por um dos pioneiros do bairros que se iniciou no largo do piques, (Hoje Praça da Bandeira) o local pertencia a Antônio Bexiga. Ao que parece o proprietário, fora vítima da varíola - bexiga era o nome popular da doença e os enfermos eram conhecidos como bexiguentos. Aqueles bolinhos que sua vó fazia na certa eram as PORPETAS.Leia meu texto O Bixiga de todos - 10/5/2007 Enviado por Mário Lopomo - [email protected]
Publicado em 09/03/2010 ótimo,pequena historia,mas define coisas do íntimo do nosso ser. Enviado por jose maria de jesus - [email protected]
Publicado em 08/03/2010 Amável recordação de situações domésticas, acompanhadas de citações bem íntimas. Parabéns, Adriana. Laruccia Enviado por Modesto Laruccia - [email protected]
Publicado em 08/03/2010 adriana voce me fez recordar a personagem que mais marcou a minha vida,a minha querida avo,assim como a sua ela morava em uma casa grande com um quintal enorme cheio de arvores frutiferas,um lugar que hoje para mim seria o paraiso,minha avo assim como a sua nao esta mais entre nos mas vao continuar para sempre em nossas lembranças,pois nos marcaram em um tempo ,em que eramos felizes e nao sabiamos.
muita paz e luz a voçe e todos os seus
Enviado por benedito gloria - [email protected]
Publicado em 07/03/2010 Adriana, casa da vó, as conversas, o macarrão, o frango... enfim, tudo isso entra na alma e não sai mais. É impossível sair. Ainda mais no Bixiga, o nosso Bixiga. Parabéns pelas lembranças e pelo sentimento. Um grande abraço. Enviado por Vera Moratta - [email protected]
Publicado em 07/03/2010 Adriana,
Viajei no tempo com sua história. Eu também tive a felicidade de conviver com minhas duas avós e o meu avô paterno, pois o materno faleceu quando minha mãe tinha 5 anos. Como era bom e gostoso estar junto deles.Só quem teve ou tem ainda essa oportunidade pode dar valor a isso. As coisas eram valorizadas, um almoço era uma festa.
Parabéns por sua linda história.
Roberto Bacco
Enviado por Roberto - [email protected]
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