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Categoria - Outras histórias Os trólebus na vida de São Paulo Autor(a): Andrew Korran - Conheça esse autor
História publicada em 23/11/2009
No início da década de 70, eu estudava no centro da cidade de São Paulo. Era uma época difícil com o metrô mudando a fisionomia da cidade.

Eu adorava ir e voltar nos trólebus, alguns já com quase 30 anos de uso, e os mais novos construídos pela CMTC. Meu favorito era o "Massari", moderno com grande área envidraçada e que tinha até freio de emergência.

A volta para casa era na linha "Gentil de Moura", normalmente servida por um trólebus pequeno chamado de Vilarinho. Depois mudei de escola, comecei a trabalhar e alguns anos depois entrei na faculdade no bairro de Higienópolis.

Pensei na felicidade de passar os próximos cinco anos indo e voltando no velho trólebus, mas descobri que ele estava desativado em virtude da construção da estação República do metrô. Foi difícil passar tanto tempo em um ônibus pequeno, apertado e fumacento, logo eu que mesmo antes de ganhar minha primeira bicicleta, ia a pé até a garagem dos trólebus na Rua Machado de Assis na Aclimação.

Depois de formado, fui efetivado na empresa que estagiava, e dois anos depois já na década de 80 recebi uma proposta de emprego no bairro do Pacaembu. No dia em que ia levar meus documentos a nova empresa, fui à praça para esperar o pequeno fumacento a diesel, que como de hábito demorava uma eternidade.

Passados alguns minutos surge uma grande carreata, uma banda de música no interior de um antigo bonde, ônibus antigos, enfim tudo isso escoltando os novos trólebus recém saídos da fábrica. Que passariam a operar na pioneira Machado de Assis, Cardoso de Almeida, a primeira linha de trólebus do Brasil.

Hoje passados quase 30 anos, ainda na mesma praça vejo um novo trólebus chegando, piso baixo, moderno, confortável, trazendo uma nova tecnologia de motor de corrente alternada, que lhe garantira mais algumas décadas de vida.

Sinto-me um pioneiro, como todos os governantes dessa cidade que acreditaram no trólebus, dos funcionários da CMTC Companhia Municipal de Transportes Coletivos que tiveram a audácia e coragem de fabricar ônibus elétricos no Brasil. Quando a regra era destruir tudo que era considerado contra o progresso, trolebus e bondes, em nome de um metrô que passados 40 anos ainda não chegou onde deveria estar a muitos anos.

Só São Paulo poderia Ter uma história como essa, e é por isso que amo essa cidade.


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Publicado em 10/09/2014

DEVERIAM VOLTAR

Enviado por Jorge Gilson - [email protected]
Publicado em 24/10/2010 Olá, eu sou o Rodrigo, tenho 29 anos e moro no Grajaú; eu tenho certeza que, infelizmente, 7 anos se passaram e os trólebus em geral, que operavam os bairros das zonas norte, sul e oeste, estão cada vez mais parados e até podres nas garagens das empresas. Até hoje a maioria dos trólebus só circulam os bairros das zonas central e leste e nos outros bairros em geral só circulam os ônibus movidos a óleo diesel normal e poluente; a grande parte da população está morrendo vítima de problemas respiratórios e os pulmões estão cheios de fumaça do óleo diesel. Por isso nós preferimos encher os nossos olhos de fios aéreos que se instalam nos postes aéreos do que encher os nossos pulmões de fumaça do óleo diesel que causa as graves doenças nos nossos pulmões, porém, os políticos, os governadores e os prefeitos não estão nem aí com essa providência que está sendo tomada por todas as pessoas devido as questões, as discussões e até as burocracias polêmicas e por isso até hoje esses projetos dos trólebus que circularão os 96 os bairros distritais e periféricos da cidade de São Paulo não saíram do papel. Nós estamos todos indignados com essa situação e queremos que os trólebus voltem a circular os bairros das zonas norte, sul e oeste e, além dos bairros das zonas central e leste, coloquem e implantem os trólebus nas linhas das empresas de ônibus 1 (verde claro), 2 (azul escuro), 3 (amarelo claro), 4 (vermelho claro), 5 (verde escuro) , 6 (azul claro), 7 (vermelho escuro), 8 (laranja) e 9 (cinza) em 96 bairros distritais e periféricos da cidade de São Paulo e também em todos os terminais de ônibus. Vamos todos cobrar dos políticos, dos governadores e dos prefeitos. Se a providência não for tomada com a urgência e nem sair do papel, todos nós ficaremos cada vez mais tristes com essa situação; mas, se ela for tomada com a urgência e sair do papel, aí sim que todos nós ficaremos alegres e gratos. A partir deste momento São Paulo vai começar a mudar de uma vez por todas para melhorar o ar que respiramos e anunciar a propaganda dos trólebus que serão implantados em todos os 96 bairros distritais e periféricos de São Paulo dentro e fora do horário eleitoral e político em todas as emissoras de rádio e de televisão e também em todos os jornais e em todas as revistas. E outra coisa: todos os ônibus movidos a óleo diesel têm os motores barulhentos, soltam muita fumaça, são desconfortáveis e deixam todas as pessoas doentes porque algumas não agüentam mais ficar o tempo todo em pé e as outras não agüentam mais ficar o tempo todo sentadas, enquanto dentro de todos os ônibus estão cheios demais 24 horas durante 7 dias por semana (de domingo a sábado) e 12 meses por ano (de janeiro a dezembro); mas todos os trólebus movidos a eletricidade aérea são bem diferentes: eles têm os motores silenciosos, não soltam muita fumaça, são bem confortáveis e chegam até melhorar o ar que respiramos a mesma coisa acontece com o metrô. Quando eu era criança, eu morava no Capão Redondo próximo ao Campo Limpo com o Morumbi e o Butantã, onde até hoje não circulam todos os trólebus e hoje eu moro no Grajaú próximo a Parelheiros depois de Interlagos, onde até hoje também não circulam todos os trólebus e os 96 bairros como eu citei todos eles. Vamos todos colaborar com os projetos de mais de 1 milhão de trólebus que serão apresentados, analisados, testados e implantados direitinho para que eles saiam do papel com o prazo marcado para o tempo correto, definido e determinado através do programa expandido da prefeitura e do governo que será fundado em janeiro de 2012 ou janeiro de 2013. Vamos testar mais de 1 milhão de trólebus com as baterias recarregáveis, as alavancas automáticas que levantam e abaixam as muletas, a ventilação forçada e o gás natural quando acontece um blecaute, ou seja, a falta de energia elétrica que atrapalha os trólebus e o trânsito, vamos também tapar todos os buracos das vias públicas e colocá-los em ação em 96 bairros distritais e periféricos, para que não aconteça a falta de energia elétrica, que os trólebus andem com a energia desligada através das baterias recarregáveis, das alavancas automáticas que levantam e abaixam as muletas, da ventilação forçada e do gás natural e que os trólebus nunca mais sejam extintos como aconteceu no governo da então prefeita Marta Suplicy que simplesmente acabou com todos os trólebus, menos na Zona Leste e no Centro da cidade. A Marta era a boa prefeita, mas ela não deveria odiar todos os trólebus a eletricidade e sim odiar todos os ônibus a diesel porque ela sabe muito bem que os trólebus a eletricidade têm os motores silenciosos, não soltam muita fumaça, são bem confortáveis e até melhoram o ar que respiramos assim como o metrô e sabe que os ônibus a diesel têm os motores barulhentos, soltam muita fumaça, são desconfortáveis e deixam todos doentes, tanto os que ficam em pé o tempo todo como os que estão sentados o tempo todo. Não só em São Paulo inclusive capital, região metropolitana, litoral e interior, mas em 26 estados brasileiros inclusive capitais, regiões metropolitanas, litorais e interiores de todo o Brasil e os 42.000 ônibus a diesel se transformarão em trólebus a eletricidade. Eu faço a pergunta: Qual é a diferença entre os postes aéreos e os postes subterrâneos? A diferença é que muitos dizem que os postes aéreos poluem visualmente a cidade, porém não é verdade; os trólebus funcionam através dos postes aéreos de concreto. Se os trólebus param de rodar por falta de energia, a Eletropaulo faz manutenção correta e eficaz; Mas, se eles são retirados e removidos, como é que ficam os trens das estações e as torres que estão nos matos vazios? Os carros, as motos, os caminhões e os ônibus batem nos postes de concreto e as árvores caem sobre eles e aí é a falta de energia elétrica. Os postes aéreos representam a segurança em todas as vias públicas. Agora a diferença é que não adiantam colocar os postes subterrâneos de metal e enterrar os fios e cabos porque os ladrões quebram os tampões, roubam os fios e os cabos e até os transformadores, os animais roedores vivem embaixo do solo para eles roerem os fios os cabos, durante a enchente esburacam as vias públicas, eles ficam expostos e quem pisa nos fios e nos cabos expostos morre eletrocutado, os carros, as motos, os caminhões e os ônibus batem também nos postes de metal e as árvores caem sobre os postes de metal e até os transformadoes explodem e pegam o fogo, como acontece lá no Rio de Janeiro. A diferença é que os postes aéreos são de concreto e os postes subterrâneos são de metal. Atenção todas as pessoas que moram em Santo Amaro, na Zona Sul, em Pinheiros, na Zona Oeste, na Casa Verde e no Tucuruvi, na Zona Norte e também de todo o Brasil, não fiquem tristes com essa situação dos trólebus que apodreceram porque a partir de janeiro de 2012 ou janeiro de 2013 mais de 42.000 ônibus a diesel se converterão em os trólebus a eletricidade e a partir daí todas as pessoas de todo o Brasil ficarão alegres e contentes ao receberem os trólebus que circularão em 27 estados brasileiros e o Brasil respirará o ar mais fresco, mais puro e mais limpo. Em todo o Brasil mais de 85.000 ônibus a diesel antigos servirão para escolares e também para as polícias militares e civis para a transferência de presos para os presidiários, desde que eles tenham as boas condições de uso. Atenção SPTrans, e todas as empresas de ônibus de todo o Brasil, acabem de uma vez por todas com a burocracia maldita, transformem os 42.000 ônibus a diesel em trólebus a eletricidade, implantem mais de 1 milhão de trólebus, ouçam e coloquem em prática as palavras do presidente do PRTB - Partido Renovador Trabalhista Brasileiro Levy Fidélix: “Os impostos e os custos altos dos trólebus têm que diminuir bastante até zerar todos eles totalmente o mais rápido possível.”
Que todos possam e devem concordar e colaborar comigo, vamos aceitar esse desafio, arregaçar as mangas e mãos à obra.
Enviado por Rodrigo Moreira dos Santos - [email protected]
Publicado em 27/02/2010 Fui usuário da linha Machado de Assis-Cardoso de Almeida durante os 13 anos em que morei em São Paulo. Até hoje, quando vou a São Paulo, dou uma volta completa nessa linha, para matar a saudade. É bom saber que você também gosta dessa linha. Um abraço! Enviado por Paulo Gonçalves Dutra - [email protected]
Publicado em 25/11/2009 Deixei São Paulo no início da década de setenta e aqui na Bahia não temos essa maravilha do trnsporte coletivo. Só um trenzinho suburbano que avança uns dez quilometros até seu destino final e um metrô que possivelmente só andará no próximo século. Abraços, Nelson. Enviado por nelson de assis - [email protected]
Publicado em 24/11/2009 Andrew. Nada era melhor do que sentar naquele enorme banco lateral direito, na frente de um ACF-Brill, apreciando a paisagem e acompanhando o trabalho do motorista. Enviado por Tony Silva - [email protected]
Publicado em 23/11/2009 Todos os transportes urbanos deveriam ser em troleibus, Andrew, feliz recordação a sua. Parabéns.
Laruccia
Enviado por Modesto Laruccia - [email protected]
Publicado em 23/11/2009 Sr.Korran, esses veículos foram de longe os meus prediletos. Silenciosos, com aquele leve zumbido e com aquela suspenção macia. Dava para conversar em voz baixa em seu interior. Como criança me sentia no futuro dos Jetsons. Não acredito que acabou....Parabéns pela ótima história. Bernardi. Enviado por Ernesto Bernardi - [email protected]
Publicado em 23/11/2009 PELAS MINHAS ANDANÇAS EM SÃO PAULO, INDO LÁ PARA A REGIÃO DA ACLIMAÇÃO UTILIZEI MUITOS ESSES ONIBUS ELÉTRICOS, ÉRA UM TAL DE CAIR O CABO, "SABES" O QUE O VOLKSWAGEM DISSE PARA O ONIBUS ELÉTRICO,? NOSSA VOCE É TÃO GRANDE E AINDA USA "SUSPENSÓRIO"-ABRAÇOS. Enviado por RUBENS ROSA - [email protected]
Publicado em 23/11/2009 O ônibus elétrico como gostamos de dizer, que eu peguei se não era para a Rua Augusta, era o Machado de Assim onde eu descia na rua que tinha um nome de pedra preciosa, isso nos anos 1960, nessa Rua eu estava com uma garota menor de idade, se bem que quase eu tambem era, nessa rua tinha um morro e o carro da policia passando lá em baixo a cata de vagabundo, coisa rotineira na nossa gloriosa guarda civil. Advinha como ficou o orifício. Enviado por Mário Lopomo - [email protected]
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