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Categoria - Outras histórias Uma história real Autor(a): Geraldo - Conheça esse autor
História publicada em 27/07/2009
Lendo histórias apresentadas aqui sobre bondes, resolvi contar uma versão real a qual vivi na década de 1960. Costumava frequentar o bairro de Indianópolis, mais precisamente a Alameda dos Maracatins, onde existia um clube de nome União. Lá dançávamos praticamente todos os fins de semana (eu e meus colegas e amigos), quando num destes fins de semana, no baile das 22h00 às 04h00 da manhã, conheci uma garota de nome Darcy, que por sinal dançava muito mesmo. Paquerei a garota por muito tempo, quando tomei coragem de tirá-la pra dançar e dançamos quase que a noite inteira.

No final da noite resolvi acompanhá-la até sua casa, pegamos o bonde no bairro de Indianópolis e seguimos até o Largo São Sebastião, em Santo Amaro (final da linha). A garota residia em uma rua meio escura nas imediações do Largo São Sebastião. Paramos no meio fio da calçada, próximo da sua residência, para bater um papinho e, logicamente, dar uns beijinhos.

Porém aconteceu algo naquele momento que não esqueci mais em minha vida. Quando eu estava praticamente tendo a garota em meus braços e a beijando, a mesma ficou como uma estátua (quase que petrificada), então fiquei preocupado e a chamava pelo nome, porém ela não respondia, comecei a ficar assustado, quando olhei para o começo da rua e vi um cara descendo, e consequentemente ela também olhava na mesma direção e para o sujeito também. Senti um arrepio quando ele passou por trás de nós e sempre olhando para ela, e a mesma para ele.

Foi quando percebi que o cara não tinha pés, somente aparecia a boca da calça. Fiquei assustado, sem saber o que fazer, quando ela recobrou-se e disse que aquele camarada tinha sido seu namorado, e que o mesmo, há algum tempo, tinha sofrido um acidente de carro na serra de Santos e veio a falecer.

Cara, naquele momento eu saí em uma carreira fora do normal, e por incrível que pareça eu consegui alcançar o último bonde que tinha acabado de sair do Largo São Sebastião, corri tanto que o alcancei no Largo 13 de Maio.

Passei mais de uma semana assombrado, não conseguia nem dormir.

Mas quero dizer que mesmo assim não deixei de andar de bonde, o melhor transporte que já usei.

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Publicado em 06/11/2009 Sr. Geraldo; isso comprova mais uma vez a existência da vida após a morte do corpo físico. Felicidades. Enviado por NIDERCE TERESA - [email protected]
Publicado em 06/11/2009 Sr. Geraldo; isso comprova mais uma vez a existência da vida após a morte do corpo físico. Felicidades. Enviado por NIDERCE TERESA - [email protected]
Publicado em 29/07/2009 Geraldo, você somente viu a "bôca da calça" e não os seus pés (dele) porque nessa época usava-se muito as "calças bôca de sino" que encobria os sapatos e consequentemente os pés !!!! e você intitula esta "historia" como REAL??? rsrsrsrs tô fora!!!! Abraços - Flavio Rocha Enviado por Flavio Rocha - [email protected]
Publicado em 28/07/2009 Uma historia de fantasma sem pé...nem cabeça ! Enviado por Luiz Simões - [email protected]
Publicado em 28/07/2009 Oh.. Geraldo, cuidado, que esse perneta ainda vai vai na sua casa, entrar no seu quarto de madrugada e levar a Darcy cadavérica pra voce beijá-la... Enviado por Ailton Joubert - [email protected]
Publicado em 28/07/2009 0la Geraldo.....0 cara eu estava pensando aqui com os meus botões...voce deu foi muita sorte do ex-namorado dela estar morto...porque se ele estivesse vivo quem não estária vivo era voce rsrsr. muito boa sua história......Luiz Garcia Enviado por Luiz Gonzaga Simoes Garcia - [email protected]
Publicado em 28/07/2009 Em tempo, Trierre é nosso colega colaborador, Rubens Ramon Romero. Obrigado.
Laruccia
Enviado por Modesto Laruccia - [email protected]
Publicado em 28/07/2009 Geraldo

E vc fugiu e deixou a menina sozinha?
Enviado por Lygia - [email protected]
Publicado em 28/07/2009 Geraldo, que bela estreia, meu... suspense, terror, medo, encantamento... tudo encerrado em poucas linhas, magistralmente contada por vc. Podes crer, Geraldo, não era somente ele o morto, ela também, uma corporarisação que só o Trierre pode esplicar. Parabens.
Laruccia
Enviado por Modesto Laruccia - [email protected]
Publicado em 28/07/2009 Geraldo, essa mulher já havia feito um perder os pés, quase te fez perder a cabeça... "eita" mulherzinha perigosa!!!! Ótimo texto. Enviado por PAULO FÁBIO ROBERTO - [email protected]
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